Dutos

CTDUT se prepara para desafios do pré-sal

O Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT) está analisando a construção de novos laboratórios e a adequação de algumas de suas instalações para atender às demandas do setor dutoviário diante dos desafios advindos do pré-sal

Redação
17/09/2010 09:05
Visualizações: 1396
O Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT) está analisando a construção de novos laboratórios e a adequação de algumas de suas instalações para atender às demandas do setor dutoviário diante dos desafios advindos do pré-sal. Apesar da necessidade de expansão, o presidente do Conselho Executivo do CTDUT, Raimar van den Bylaardt, disse a instituição já está preparada para futuras oportunidades trazidas pelo crescimento da exploração petrolífera no país. “Temos tecnologia, capacitação, entidades de ensino e pesquisa e empresas fornecedoras de bens e serviços que têm condições de participar desse desafio”, afirma.
 


O CTDUT tem também participado de pesquisas relacionadas ao isolamento térmico de risers, em parceria com a PUC-Rio. “Em um segmento que necessita que suas unidades de produção tenham vida útil superior a 20 anos, a opção pelo uso de novos materiais ou o emprego de produtos já conhecidos é fundamental para a integridade e longa vida das instalações, permitindo a produção - tanto na questão do escoamento quanto na injeção de CO? ou outros fluidos - com segurança e custos razoáveis”, explica Raimar van den Bylaardt.
 


Para o setor dutoviário, os desafios tecnológicos para a exploração do pré-sal estão, principalmente, nas condições encontradas em profundidades superiores a 2.000 metros de lâmina d água, que vão demandar, por exemplo, revestimentos de alto isolamento térmico. Outro obstáculo será a presença de fluidos agressivos, de dióxido de enxofre, de CO?, e de água de alta salinidade, cuja combinação com o óleo e com o gás provoca desgaste e corrosão acentuados nos risers e nos dutos atualmente disponíveis. Além disso, o escoamento da plataforma de produção ao continente vai demandar a construção de dutos que deverão ser assentados a mais de 2.000 metros e em distâncias superiores a 200 quilômetros.
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