Opinião

Decisão de nacionalizar YPF mostra incapacidade econômica, afirma especialista

Para o advogado, especialista em pré-sal e gás, professor Cláudio A. Pinho, a atitude do governo é uma mensagem negativa para a comunidade internacional: "a Argentina é incompetente para regular o mercado de petróleo e gás".

Redação
25/04/2012 10:57
Visualizações: 525
A decisão de nacionalizar a YPF-Repsol "é mais um desastroso erro econômico de consequências imprevisíveis", afirma o advogado, especialista em pré-sal e gás, professor Cláudio A. Pinho. De acordo com ele, a decisão da presidente Cristina Kirchner envia um recado para a comunidade internacional: "a Argentina é incompetente para regular o mercado de petróleo e gás".

O professor, que ministrará palestra na Offshore Technology Conference - OTC, com o tema com o tema “Dos Estados Unidos ao Brasil: contraste do regime legal do petróleo e gás em operações offhsore”, explica que a expropriação de um bem particular para que o estado deixe de regular a atividade econômica e passe a agir como um agente econômico denota sua incapacidade de criar um sistema de freios e contrapesos que direcione a política econômica. Por vezes pode ser difícil identificar em que situação o interesse público ou interesse nacional rasga a constituição de determinado país e passa a ser um ato confiscatório e ilegal.

No entanto, no caso Argentino não há qualquer dúvida que se trata de uma medida que afronta a sua constituição. Outro claro recado, agora de natureza econômica, é que a crise Argentina deve ser aprofundada. "É um país extremamente dependente do gasoduto que vem da Bolívia e a expropriação se antecipa ao inverno, período que há um pico de consumo, sem contudo trazer uma solução para a crise de lá”, explica.

Os planos do Governo argentino passam por deter uma participação de 51% da petrolífera argentina ao considerar por decreto que as atividades da empresa são de interesse nacional. Os restantes 49% serão repartidos pelas províncias onde a YPF exerce a sua atividade.

A YPF representa dois terços da produção de petróleo da Repsol (62%) e quase a metade de suas reservas (mil milhões de barris de um total de 2,2 mil milhões).

A votação que confirmará a expropriação acontece nesta quarta-feira (25), e o governo tem ampla maioria, além do apoio de 62% dos argentinos, segundo pesquisa da consultoria Poliarquia.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Negócio
KPMG: fusões e aquisições em petróleo têm recuo de quase...
05/01/26
Etanol
Anidro e hidratado iniciam o ano em alta pelo Indicador ...
05/01/26
Pré-Sal
Com a FPSO P-78, Petrobras inicia produção de Búzios 6
02/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
Biometano
Edge e Orizon obtêm autorização da ANP para comercializa...
02/01/26
Biodiesel
ANP prorroga suspensão da comercialização de biodiesel e...
30/12/25
Portos
Governo Federal aprova estudos finais para arrendamento ...
30/12/25
Petrobras
Brasil avança para atender demanda de combustível susten...
29/12/25
Leilão
Petrobras coloca em leilão online as plataformas P-26 e P-19
29/12/25
Automação
A capacitação da tripulação e a conectividade são os ver...
29/12/25
Royalties
Valores referentes à produção de outubro para contratos ...
24/12/25
PD&I
ANP aprimora documentos relativos a investimentos da Clá...
23/12/25
CBios
RenovaBio: prazo para aposentadoria de CBIOS por distrib...
23/12/25
GNV
Sindirepa aguarda redução no preço do GNV para o início ...
23/12/25
Apoio Offshore
OceanPact firma contrato de cerca de meio bilhão de reai...
23/12/25
Sergipe
Governo de Sergipe e Petrobras debatem infraestrutura e ...
23/12/25
Drilling
Foresea é eleita a melhor operadora de sondas pela 4ª ve...
22/12/25
Certificação
MODEC celebra 10 anos da certificação de SPIE
22/12/25
Pré-Sal
ANP autoriza início das operações do FPSO P-78 no campo ...
22/12/25
IBP
Congresso Nacional fortalece papel da ANP
22/12/25
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.