A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou ontem, em reunião extraordinária, o reajuste tarifário de três distribuidoras que atuam nos Estados de São Paulo, do Mato Grosso do Sul, do Maranhão e de Alagoas. As novas tarifas valerão por um ano e serão aplicadas nas contas dos consumidores a partir da próxima semana.
A Elektro teve definido o índice médio de 8,91%. As novas tarifas entrarão em vigor no próximo dia 27 para cerca de 1,95 milhão de unidades consumidoras, em 223 municípios de São Paulo e cinco do Mato Grosso do Sul. Os consumidores da baixa tensão (residências e estabelecimentos comerciais) tiveram o índice de 8,48%. A classe de alta tensão (indústria e grandes estabelecimentos) contou com índices de reajuste que variam entre 5,64% e 11,78%.
O reajuste acontece no momento em que o fundo controlador da companhia, o Ashmore Energy International, busca interessados pelos ativos da empresa. Na concorrência desse negócio estimado entre R$ 5 bilhões e R$ 7 bilhões estão ainda AES, Cemig e CPFL Energia, segundo publicou o Valor na edição do dia 13 de agosto. A empresa de distribuição atua na região de Campinas, São Paulo, e atende mais de 220 municípios.
O reajuste médio da Companhia Energética do Maranhão (Cemar) será de 0,08%. As novas tarifas valerão a partir o próximo dia 28 de agosto para cerca de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 217 municípios do Maranhão. O reajuste médio do consumo de baixa tensão foi negativo em 0,65%. A classe residencial contou com o índice de 0,68%, enquanto as tarifas dos consumidores de baixa renda terão uma redução ainda maior de 3,73%. Já os consumidores de alta tensão tiveram um reajuste médio de 3,33%, variando entre 2,91% e 12,28%.
O reajuste tarifário médio aprovado para a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) foi de 6,56%. A distribuidora atende a 852,4 mil unidades consumidoras em 102 municípios de Alagoas que passarão a ter a contas reajustadas a partir de terça-feira. Os consumidores de baixa tensão tiveram um reajuste médio de 4,57%, com 6,29% para as residências e estabelecimentos comerciais e redução de 0,25% para a população de baixa renda. A média de reajuste para a classe de alta tensão foi de 10,78%, com variação de 10,25% a 12,53%.