Gás Natural

Distribuição de gás natural atrai comercializadoras

Operações de compra e venda do insumo.

Valor Econômico
29/09/2014 09:38
Visualizações: 1355

 

Com a perspectiva de aumento expressivo da oferta de gás natural no país, principalmente na camada pré-sal, nos próximos anos, as comercializadoras de energia elétrica estão investindo em um novo ramo: a gestão do consumo de gás e, futuramente, as operações de compra e venda do energético. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2023, a produção de gás natural brasileira deverá crescer dos atuais 62,2 milhões de metros cúbicos diários para 134,31 milhões de metros cúbicos diários em dez anos.
O estudo, feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), também indica que a demanda pelo energético no Brasil crescerá de 82,5 milhões de metros cúbicos diários para 127,7 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período. Considerando apenas o segmento industrial – principal nicho de mercado para as comercializadoras – a demanda saltará de 32,2 milhões de metros cúbicos diários para 54,3 milhões de metros cúbicos diários, até 2023.
De olho nesses números, a Comerc, tradicional comercializadora de energia do país, criou este mês uma joint-venture com a consultoria Gas Energy para prestar serviços na área de gás natural. Chamada de Comerc Gás (na qual a Comerc tem 60% e a Gas Energy, 40%), a empresa já negocia contratos para realizar a gestão do consumo de gás de três potenciais grandes clientes.
A nova empresa prevê um crescimento de 40% para o mercado industrial de gás natural nos próximos cinco anos, com a comercialização de mais de 40 milhões de metros cúbicos por dia. A Comerc Gas prevê começar a atuar no mercado livre de compra e venda de gás natural a partir de 2017, quando estiver disponível uma grande oferta do energético proveniente da camada pré-sal.
“Mais de 90% do gás do pré-sal é associado ao petróleo. Esse gás contínuo não servirá para térmicas. Ele terá de ser disponibilizado para o mercado firme”, disse Pedro Franklin, diretor da Comerc Gas. O executivo está na Comerc desde abril, quando começaram os estudos para a abertura da empresa. Antes, Franklin era responsável pela contratação de gás natural e energia do grupo Votorantim.
Segundo Franklin outra oportunidade de negócios é a tendência de queda do preço do gás natural no mercado internacional, devido à previsão de aumento da oferta do gás não convencional americano e, futuramente, australiano. A redução do preço do energético no mercado global vai desestimular uma eventual exportação do produto pelo Brasil, assegurando, assim, um volume maior de gás no mercado interno.
Outra comercializadora que também passou a investir no setor de gás natural é a Ecom Energia. A companhia, que criou uma área de negócios para esse mercado, com a contratação de um ex-técnico da Petrobras, já faz a gestão de contratos de consumo de gás de seis indústrias, que somam R$ 300 milhões por ano. Dessas empresas, quatro estão situadas no Sudeste e duas no Sul.
Márcio Sant’Anna, sócio diretor da Ecom Energia, faz um paralelo do mercado livre de energia com o de gás natural Segundo ele, no início dos anos 2000, o mercado livre de energia também era incipiente. “No médio e longo prazo, [o mercado livre de gás natural] vai acontecer”, disse.
Ao contrário do setor elétrico, porém, o mercado de gás natural ainda é muito concentrado nas mãos da Petrobras, que detém o monopólio de fato da venda do energético. Para o presidente executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Medeiros, falta vontade política do Ministério de Minas e Energia para reduzir a participação da estatal e estimular o mercado de gás.
Para Walfrido Ávila, presidente da Tradener, a primeira comercializadora de energia do país, apesar da aprovação da Lei do Gás (11.909/2010), o mercado de gás ainda tem muita burocracia e gera insegurança para o investidor.

Com a perspectiva de aumento expressivo da oferta de gás natural no país, principalmente na camada pré-sal, nos próximos anos, as comercializadoras de energia elétrica estão investindo em um novo ramo: a gestão do consumo de gás e, futuramente, as operações de compra e venda do energético.

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2023, a produção de gás natural brasileira deverá crescer dos atuais 62,2 milhões de metros cúbicos diários para 134,31 milhões de metros cúbicos diários em dez anos.

O estudo, feito pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), também indica que a demanda pelo energético no Brasil crescerá de 82,5 milhões de metros cúbicos diários para 127,7 milhões de metros cúbicos diários, no mesmo período.

Considerando apenas o segmento industrial – principal nicho de mercado para as comercializadoras – a demanda saltará de 32,2 milhões de metros cúbicos diários para 54,3 milhões de metros cúbicos diários, até 2023.

De olho nesses números, a Comerc, tradicional comercializadora de energia do país, criou este mês uma joint-venture com a consultoria Gas Energy para prestar serviços na área de gás natural.

Chamada de Comerc Gás (na qual a Comerc tem 60% e a Gas Energy, 40%), a empresa já negocia contratos para realizar a gestão do consumo de gás de três potenciais grandes clientes.

A nova empresa prevê um crescimento de 40% para o mercado industrial de gás natural nos próximos cinco anos, com a comercialização de mais de 40 milhões de metros cúbicos por dia.

A Comerc Gas prevê começar a atuar no mercado livre de compra e venda de gás natural a partir de 2017, quando estiver disponível uma grande oferta do energético proveniente da camada pré-sal.

“Mais de 90% do gás do pré-sal é associado ao petróleo. Esse gás contínuo não servirá para térmicas. Ele terá de ser disponibilizado para o mercado firme”, disse Pedro Franklin, diretor da Comerc Gas.

O executivo está na Comerc desde abril, quando começaram os estudos para a abertura da empresa. Antes, Franklin era responsável pela contratação de gás natural e energia do grupo Votorantim.

Segundo Franklin outra oportunidade de negócios é a tendência de queda do preço do gás natural no mercado internacional, devido à previsão de aumento da oferta do gás não convencional americano e, futuramente, australiano.

A redução do preço do energético no mercado global vai desestimular uma eventual exportação do produto pelo Brasil, assegurando, assim, um volume maior de gás no mercado interno.

Outra comercializadora que também passou a investir no setor de gás natural é a Ecom Energia.

A companhia, que criou uma área de negócios para esse mercado, com a contratação de um ex-técnico da Petrobras, já faz a gestão de contratos de consumo de gás de seis indústrias, que somam R$ 300 milhões por ano.

Dessas empresas, quatro estão situadas no Sudeste e duas no Sul.

Márcio Sant’Anna, sócio diretor da Ecom Energia, faz um paralelo do mercado livre de energia com o de gás natural Segundo ele, no início dos anos 2000, o mercado livre de energia também era incipiente. “No médio e longo prazo, [o mercado livre de gás natural] vai acontecer”, disse.

Ao contrário do setor elétrico, porém, o mercado de gás natural ainda é muito concentrado nas mãos da Petrobras, que detém o monopólio de fato da venda do energético.

Para o presidente executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), Reginaldo Medeiros, falta vontade política do Ministério de Minas e Energia para reduzir a participação da estatal e estimular o mercado de gás.

Para Walfrido Ávila, presidente da Tradener, a primeira comercializadora de energia do país, apesar da aprovação da Lei do Gás (11.909/2010), o mercado de gás ainda tem muita burocracia e gera insegurança para o investidor.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Energia Elétrica
Abraceel inaugura autorregulação para reforçar segurança...
27/10/26
Mato Grosso
Além do agro, Sinop amplia espaço para serviços e novos ...
26/10/26
Pré-Sal
PPSA realiza 10º Leilão Spot na próxima quarta-feira
26/10/26
Etanol
IA ajuda Raízen a antecipar riscos e combater incêndios ...
23/10/26
Descomissionamento
Painel dinâmico traz novas funcionalidades sobre ativida...
23/10/26
ANP
Encontro Nacional do PRH-ANP reúne 414 participantes com...
23/10/26
Gás Natural
Leilão da PPSA traz competitividade à indústria nacional
22/10/26
Firjan
Boletim Rio Exporta destaca que estado do Rio obtém cres...
21/10/26
Refino
Acelen assume naming rights e amplia presença da marca n...
21/10/26
Gás Natural
ANP adia audiência pública sobre o Gas Release para 19/11
21/10/26
Gás Natural
1º Leilão de Gás Natural da União tem 36 empresas habili...
20/10/26
BPC 2026
Eficiência, inovação e regulação dominam os debates hoje
20/10/26
ANP
Seminário da ANP debate desempenho da indústria de petró...
20/10/26
Biometano
White Martins amplia atuação em soluções energéticas com...
20/10/26
Pré-Sal
P-82 inicia viagem rumo ao Brasil
20/10/26
BPC 2026
Segurança energética e a nova onda da exploração
19/10/26
Evento
Brazilian Petroleum Conference (BPC 2026) começa na segu...
19/10/26
iBEM27
Terceiro encontro internacional de energia abre calendár...
19/10/26
Resultado
Produção de petróleo da União marca 313 mil barris por d...
19/10/26
Biometano
Necta destaca avanço do biometano em São Paulo durante a...
19/10/26
Fiscalização
ANP e Senacon fiscalizam mercado de combustíveis para co...
16/10/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.