Porto do Rio de Janeiro

Docas do Rio bate recorde histórico de faturamento

Redação TN Petróleo/Assessoria
30/12/2020 12:49
Docas do Rio bate recorde histórico de faturamento Imagem: TN Petróleo Visualizações: 842

A Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Autoridade Portuária que administra os Portos do Rio de Janeiro, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis encerra o ano de 2020 com um crescimento de 21% na receita. O faturamento de, aproximadamente, R$ 630 milhões significa o recorde absoluto e é o maior crescimento dos últimos 10 anos, numa sucessão de elevações consecutivas de 19,4% em 2017 (segunda maior alta do período), 16,8% em 2018 (terceira maior alta do período) e de 13,6% em 2019 (quarta maior alta do período).

InstitucionalSegundo os números divulgados pela diretoria de Relações com o Mercado e Planejamento, o faturamento foi superior ao de 2019 em R$ 108 milhões. Os dados também incluem projeções para o mês de dezembro.

O número histórico deve-se a uma conjugação de fatores: a sustentação das operações durante a pandemia, a resiliência dos operadores de contêineres durante a crise, a recuperação da movimentação do minério de ferro após uma queda em 2019, as negociações bem-sucedidas com parceiros comerciais e à grande elevação do preço do minério de ferro em reais.

Como na quase totalidade dos negócios que não puderam parar no auge das medidas de isolamento social, a empresa teve que adaptar rapidamente seus processos de trabalho em parceria com os operadores portuários para garantir a continuidade das operações. Assim, com a sustentação da demanda por minério de ferro (principal produto exportado pelos portos da CDRJ), o volume total movimentado pela companhia cresceu 7% em relação ao ano passado.

InstitucionalNos terminais de minério, que respondem por, aproximadamente, 72% do volume movimentado nos portos administrados pela CDRJ, houve recuperação da movimentação que havia caído em 2019, após queda na produção das minas do Sudeste, como consequência do desastre de Brumadinho. Assim, no último trimestre do ano, a empresa atingiu volumes movimentados superiores aos do primeiro trimestre de 2019, nos meses anteriores ao desastre. Com isso, o resultado de 2020 na movimentação de minério tende a ser próximo a 3% maior que em 2019.

Os terminais de contêineres conseguiram se recuperar após um vale de queda de movimentação do segundo quadrimestre do ano e movimentaram consistentemente mais no último quarto de 2020, chegando a atingir, no consolidado do ano, uma elevação de 7% em relação a 2019. Esse crescimento no final do ano deveu-se ao fato desses terminais terem buscado outros tipos de cargas, além de sua carga principal de contêineres.

Os demais terminais, cujas cargas principais não são nem contêineres nem minério de ferro, apresentaram, no conjunto, um crescimento de mais de 30% no volume movimentado em relação ao ano passado, puxado pelo crescimento de 56% na movimentação de ferro gusa. Assim, no consolidado de 2020, a movimentação dos portos administrados pela CDRJ ficará próxima de 55 milhões de toneladas, atingindo em torno de 7% acima do resultado de 2019.

O crescimento aproximado de R$108 milhões em relação ao faturamento de 2019 está, na sua maioria, concentrado nos terminais de minério cuja alta foi de 66% em relação ao ano passado. Segundo o diretor de Relações com o Mercado e Planejamento, Jean Paulo Castro e Silva, "esse aumento deve-se ao acordo amigável com um dos nossos principais parceiros comerciais de pagamento da diferença em relação ao mínimo contratual não atingido em 2019, à elevação da movimentação em relação ao ano passado e à grande valorização do minério de ferro em reais, resultado da conjugação da alta do valor da commodity nos mercados internacionais e grande apreciação do dólar em relação ao real".

Divulgação

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