Infraestrutura

Dragagem do porto do Recife ficará para 2015

Obra custará R$ 170 milhões.

Jornal do Commercio
11/07/2014 15:29
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A principal obra a ser realizada no Porto do Recife só sairá do papel em 2015. O custo é de R$ 170 milhões e prevê a realização de uma nova dragagem, implantação de novas defensas (material que protege o atrito do cais com o casco dos navios) e expansão da área de atracação, entre outras melhorias. A reforma seria bancada com dinheiro da União. “Pelo que nos informaram, esses recursos foram contingenciados até o fim deste ano e isso significa que só devem ser liberados em 2015”, explica o presidente do Porto do Recife, Schebna Machado.
A administração do Porto do Recife fez a licitação para realizar essa obra em 2013. Na época, a expectativa era de que a Secretaria Especial dos Portos (SEP), que pertence à União, enviasse os recursos no começo de 2014, o que não ocorreu.
O Porto do Recife pertence ao governo federal, mas é administrado pelo governo estadual. Grande parte das obras do porto é realizada com dinheiro da União. Até 2013, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) tinha uma boa relação com a presidente Dilma Rousseff. Eles se distanciaram desde o ano passado, quando Eduardo começou a criticar o governo federal e a desenhar a sua candidatura a presidente na próxima eleição de outubro. No entanto, o presidente do Porto não acredita em retaliação. “Outros portos administrados por Estados que fazem parte da base do governo também não receberam recursos para as suas obras. E, se fosse assim, o terminal marítimo de passageiros não tinha sido concluído”, conta. O terminal ficou pronto em setembro último e quase a totalidade dos recursos foram da União.
A obra não é urgente, mas é importante para melhorar a infraestrutura da estatal. “É uma obra estruturadora. O Porto não ficará paralisado por causa do seu adiamento, mas, por exemplo, conseguiria dar mais conforto aos passageiros de cruzeiros, caso fosse realizada”, argumenta Schebna. Atualmente, os cruzeiros atracam nos primeiros terminais do porto, ficando distante do terminal marítimo de passageiros.
Com o contingenciamento dos recursos da SEP, o principal investimento que o porto fará este ano é a troca e modernização das suas instalações elétricas, com um orçamento de R$ 6 milhões, bancados pelo governo do estado. “Fizemos um termo aditivo de mais R$ 1 milhão, porque esse projeto inicial era de 2012. No entanto, a empresa que vai fazer o serviço nos fez uma proposta mais atualizada. Isso deixaria as quatro subestações mais modernas. Entendemos que o custo-benefício seria melhor para o Porto”, conclui. A reportagem do JC contatou a assessoria de imprensa da SEP, que não respondeu à demanda até o fechamento desta edição.

A principal obra a ser realizada no Porto do Recife só sairá do papel em 2015. O custo é de R$ 170 milhões e prevê a realização de uma nova dragagem, implantação de novas defensas (material que protege o atrito do cais com o casco dos navios) e expansão da área de atracação, entre outras melhorias. A reforma seria bancada com dinheiro da União. “Pelo que nos informaram, esses recursos foram contingenciados até o fim deste ano e isso significa que só devem ser liberados em 2015”, explica o presidente do Porto do Recife, Schebna Machado.

A administração do Porto do Recife fez a licitação para realizar essa obra em 2013. Na época, a expectativa era de que a Secretaria Especial dos Portos (SEP), que pertence à União, enviasse os recursos no começo de 2014, o que não ocorreu.

O Porto do Recife pertence ao governo federal, mas é administrado pelo governo estadual. Grande parte das obras do porto é realizada com dinheiro da União. Até 2013, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) tinha uma boa relação com a presidente Dilma Rousseff. Eles se distanciaram desde o ano passado, quando Eduardo começou a criticar o governo federal e a desenhar a sua candidatura a presidente na próxima eleição de outubro. No entanto, o presidente do Porto não acredita em retaliação. “Outros portos administrados por Estados que fazem parte da base do governo também não receberam recursos para as suas obras. E, se fosse assim, o terminal marítimo de passageiros não tinha sido concluído”, conta. O terminal ficou pronto em setembro último e quase a totalidade dos recursos foram da União.

A obra não é urgente, mas é importante para melhorar a infraestrutura da estatal. “É uma obra estruturadora. O Porto não ficará paralisado por causa do seu adiamento, mas, por exemplo, conseguiria dar mais conforto aos passageiros de cruzeiros, caso fosse realizada”, argumenta Schebna. Atualmente, os cruzeiros atracam nos primeiros terminais do porto, ficando distante do terminal marítimo de passageiros.

Com o contingenciamento dos recursos da SEP, o principal investimento que o porto fará este ano é a troca e modernização das suas instalações elétricas, com um orçamento de R$ 6 milhões, bancados pelo governo do estado. “Fizemos um termo aditivo de mais R$ 1 milhão, porque esse projeto inicial era de 2012. No entanto, a empresa que vai fazer o serviço nos fez uma proposta mais atualizada. Isso deixaria as quatro subestações mais modernas. Entendemos que o custo-benefício seria melhor para o Porto”, conclui. A reportagem do JC contatou a assessoria de imprensa da SEP, que não respondeu à demanda até o fechamento desta edição.

 

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