Energia

Endesa: térmica do CE pode usar GNL

Gás seria importado de operações da empresa no exterior.

Diário do Nordeste
27/09/2013 11:46
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A Endesa, controladora no Brasil das distribuidoras Ampla e Coelce, considera a possibilidade de importar gás natural liquefeito (GNL) de suas operações no exterior para abastecer o seu projeto de térmica a gás natural no Ceará, ainda em fase de estudos. "Essa é uma possibilidade. O grupo tem esse tipo de atividade, mas isso é algo muito preliminar", disse o presidente da Endesa no Brasil, Marcelo Llévenes, durante lançamento do projeto de mobilidade elétrica na cidade de Búzios (RJ), área de concessão da Ampla.
A importação de GNL de novos fornecedores se tornou possível porque a Petrobras decidiu abrir a infraestrutura do terminal de regaseificação de GNL da Bahia para terceiros. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse recentemente que a estatal disponibilizou uma capacidade de 2 milhões a 4 milhões de metros cúbicos por dia do terminal, que está em fase final de construção. Com isso, os investidores poderão adquirir o GNL em contratos de longo prazo de outros fornecedores para os seus projetos termoelétricos.
A Endesa, que também atua em geração no Brasil, tentou viabilizar o projeto da térmica a gás no primeiro leilão de energia nova A-5, realizado em agosto passado, mas não obteve sucesso. Em dezembro, o governo irá promover outro leilão de energia nova A-5, mas o executivo preferiu não comentar se a Endesa irá incluir a térmica do Ceará na licitação. "É um projeto apto para disputar o leilão, mas ainda é um tema que não temos todas as condições (para se manifestar)", afirmou. Llévenes também não comentou sobre o interesse nas quatro hidrelétricas que o governo planeja licitar no certame.
Distribuição
Questionado sobre o interesse da Endesa em crescer no setor de distribuição e participar do processo de disputa pelos ativos da Eletrobras, o executivo afirmou que o grupo espanhol, controlado pela italiana Enel, tem interesse em ampliar sua participação no mercado brasileiro. "Temos a vontade de crescer no Brasil. Gostamos do mercado brasileiro em geral e vamos avaliar todas as oportunidades que aparecerem", argumentou Llévenes.
Sobre as distribuidoras da Eletrobras, ele disse que, no momento em que o processo de venda se confirmar, "a Endesa vai analisar e tomar uma decisão".
Consumo
De acordo com a Coelce, o consumo de energia no Ceará cresceu 5,4% em agosto deste ano, em comparação com igual mês de 2012. No acumulado do ano, o incremento já é de 8,4%. A classe residencial permanece com desempenho destaque, registrando um crescimento de 7,3% no mês passado.
Ainda conforme a Coelce, o consumo de energia nas classes industrial e comercial teve alta de 6,1% e 8,1%, respectivamente. Já a classe rural, que pelo terceiro mês consecutivo apresentou queda, registrou desempenho de -2,2% em relação a agosto de 2012.
No País, segundo a EPE, o consumo de energia cresceu 4,1% em agosto, o equivalente a 38.686 gigawatts-hora (GWh), em relação a igual mês de 2012.

A Endesa, controladora no Brasil das distribuidoras Ampla e Coelce, considera a possibilidade de importar gás natural liquefeito (GNL) de suas operações no exterior para abastecer o seu projeto de térmica a gás natural no Ceará, ainda em fase de estudos. "Essa é uma possibilidade. O grupo tem esse tipo de atividade, mas isso é algo muito preliminar", disse o presidente da Endesa no Brasil, Marcelo Llévenes, durante lançamento do projeto de mobilidade elétrica na cidade de Búzios (RJ), área de concessão da Ampla.


A importação de GNL de novos fornecedores se tornou possível porque a Petrobras decidiu abrir a infraestrutura do terminal de regaseificação de GNL da Bahia para terceiros. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, disse recentemente que a estatal disponibilizou uma capacidade de 2 milhões a 4 milhões de metros cúbicos por dia do terminal, que está em fase final de construção. Com isso, os investidores poderão adquirir o GNL em contratos de longo prazo de outros fornecedores para os seus projetos termoelétricos.


A Endesa, que também atua em geração no Brasil, tentou viabilizar o projeto da térmica a gás no primeiro leilão de energia nova A-5, realizado em agosto passado, mas não obteve sucesso. Em dezembro, o governo irá promover outro leilão de energia nova A-5, mas o executivo preferiu não comentar se a Endesa irá incluir a térmica do Ceará na licitação. "É um projeto apto para disputar o leilão, mas ainda é um tema que não temos todas as condições (para se manifestar)", afirmou. Llévenes também não comentou sobre o interesse nas quatro hidrelétricas que o governo planeja licitar no certame.



Distribuição


Questionado sobre o interesse da Endesa em crescer no setor de distribuição e participar do processo de disputa pelos ativos da Eletrobras, o executivo afirmou que o grupo espanhol, controlado pela italiana Enel, tem interesse em ampliar sua participação no mercado brasileiro. "Temos a vontade de crescer no Brasil. Gostamos do mercado brasileiro em geral e vamos avaliar todas as oportunidades que aparecerem", argumentou Llévenes.


Sobre as distribuidoras da Eletrobras, ele disse que, no momento em que o processo de venda se confirmar, "a Endesa vai analisar e tomar uma decisão".



Consumo


De acordo com a Coelce, o consumo de energia no Ceará cresceu 5,4% em agosto deste ano, em comparação com igual mês de 2012. No acumulado do ano, o incremento já é de 8,4%. A classe residencial permanece com desempenho destaque, registrando um crescimento de 7,3% no mês passado.


Ainda conforme a Coelce, o consumo de energia nas classes industrial e comercial teve alta de 6,1% e 8,1%, respectivamente. Já a classe rural, que pelo terceiro mês consecutivo apresentou queda, registrou desempenho de -2,2% em relação a agosto de 2012.


No País, segundo a EPE, o consumo de energia cresceu 4,1% em agosto, o equivalente a 38.686 gigawatts-hora (GWh), em relação a igual mês de 2012.

 

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