Evento

Energia nuclear continua a ser importante opção energética para muitos países

Brasil reafirma seu interesse pela fonte.

Revista TN Petróleo, Redação com agências
04/07/2013 08:31
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Conferência Internacional: energia nuclear continua a ser importante opção energética para muitos países
Brasil reafirma seu interesse na fonte
A energia nuclear continua sendo importante opção para muitos países preocupados em melhorar a segurança energética com foco na garantia de fornecimento para o desenvolvimento e no combate às mudanças climáticas. Estas foram as conclusões da Conferência Ministerial internacional sobre Energia Nuclear no século 21 que terminou no final de semana, em São Petersburgo, Rússia, da qual participaram 38 ministros de Estado entre 500 representantes de 89 países e organizações internacionais. 
A conferência foi organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, sigla em inglês) em cooperação com a Agência de Energia Nuclear (NEA) da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) e sediada pelo governo da Rússia, através da Rosatom, estatal russa de energia nuclear.
O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi o chefe da delegação brasileira na Conferência e, em seu discurso, reafirmou a intenção do governo brasileiro de investir na energia nuclear como forma de diversificar a matriz energética brasileira. “O Brasil precisa de boas opções e a Rosatom é um dos fornecedores qualificados que estão em avaliação. Estamos analisando o melhor formato”, esclareceu. 
Para Sergei Kirienko, diretor geral da estatal da Rosatom, a conferência alcançou o objetivo principal: confirmar que a energia nuclear é uma parte importante do mix de energia no mundo. “O carácter inovador deste tipo de energia garante o desenvolvimento sustentável no futuro. A conferência reforçou a liderança da Agência Internacional de Energia Atômica em promover a utilização pacífica da energia nuclear. Como cofundadora da agência, a Rússia vai sempre apoiar os esforços da organização para desenvolver e expandir as normas de segurança em todo o mundo", enfatizou. No caso do Brasil, a Rosatom está disposta a construir, operar e financiar investimentos em usinas atômicas e está aberta a discutir com o governo o modelo de negócio mais interessante para o País.
"Creio que podemos olhar com confiança e otimismo para o futuro da energia nuclear no século 21," disse o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano. Após o acidente com a central nuclear de Fukushima no Japão, em março de 2011, "foram tomadas medidas eficazes para tornar as centrais nucleares mais seguras em todos os lugares", frisou. "A energia nuclear vai dar uma contribuição significativa e crescente para o desenvolvimento sustentável nas próximas décadas. A agência está empenhada em garantir que a expansão da energia nuclear ocorra de forma que resulte na máxima segurança, confiabilidade e eficiência, além de zelo contra a proliferação de armas nucleares. Nós continuaremos a ser um parceiro confiável para todos os estados-membros."
Segundo o secretário-geral do OCDE, Angel Gurría, "estamos longe de atingir nossa meta ambiental de limitar o aquecimento global. São necessários esforços mais ousados e inovadores e a energia nuclear pode e deve ser parte da solução”. "Mas é essencial fazê-lo de forma segura e economicamente competitiva. Só assim será possível tirar proveito do fornecimento de longo prazo, livre de carbono e dos preços estáveis que a energia nuclear tem a oferecer", acredita.
Declaração final
A declaração final da conferência ressalta que a energia nuclear, como uma fonte de carga estável de eletricidade complementa outras fontes de energia, incluindo as renováveis. Muitas nações estão olhando para esta opção atentas à redução do impacto dos preços do combustível fóssil volátil e à mitigação das mudanças climáticas.
Representantes das delegações dos 89 países presentes reafirmaram seu compromisso com o Plano de Ação para Segurança Nuclear da AIEA e destacaram o papel central da agência na cooperação internacional sobre segurança nuclear e na utilização pacífica da energia nuclear, incluindo a geração de eletricidade. Os representantes concordaram que cada país tem a responsabilidade de estabelecer um quadro jurídico adequado para o cumprimento das obrigações de segurança nuclear e salvaguardas de não proliferação, bem como a segurança nuclear. Também reconheceram a necessidade de trabalhar para o estabelecimento de um regime de responsabilidade nuclear global que aborde as preocupações de todos os Estados que podem ser afetados por um acidente nuclear, com o objetivo de fornecer compensação adequada por danos nucleares. 
Os participantes da Conferência reconheceram ainda as melhorias contínuas na evolução dos projetos de reator ao longo dos anos. Espera-se que os projetos de futuros reatores contem com recursos de segurança ainda mais avançados. Muitos acreditam que reatores rápidos, ciclos fechados de combustível e reutilização de combustível nuclear são algumas das opções-chave na melhoria da sustentabilidade dos futuros sistemas nucleares.

A energia nuclear continua sendo importante opção para muitos países preocupados em melhorar a segurança energética com foco na garantia de fornecimento para o desenvolvimento e no combate às mudanças climáticas. Estas foram as conclusões da Conferência Ministerial internacional sobre Energia Nuclear no século 21 que terminou no final de semana, em São Petersburgo, Rússia, da qual participaram 38 ministros de Estado entre 500 representantes de 89 países e organizações internacionais. 


A conferência foi organizada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, sigla em inglês) em cooperação com a Agência de Energia Nuclear (NEA) da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE) e sediada pelo governo da Rússia, através da Rosatom, estatal russa de energia nuclear.


O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, foi o chefe da delegação brasileira na Conferência e, em seu discurso, reafirmou a intenção do governo brasileiro de investir na energia nuclear como forma de diversificar a matriz energética brasileira. “O Brasil precisa de boas opções e a Rosatom é um dos fornecedores qualificados que estão em avaliação. Estamos analisando o melhor formato”, esclareceu. 


Para Sergei Kirienko, diretor geral da estatal da Rosatom, a conferência alcançou o objetivo principal: confirmar que a energia nuclear é uma parte importante do mix de energia no mundo. “O carácter inovador deste tipo de energia garante o desenvolvimento sustentável no futuro. A conferência reforçou a liderança da Agência Internacional de Energia Atômica em promover a utilização pacífica da energia nuclear. Como cofundadora da agência, a Rússia vai sempre apoiar os esforços da organização para desenvolver e expandir as normas de segurança em todo o mundo", enfatizou. No caso do Brasil, a Rosatom está disposta a construir, operar e financiar investimentos em usinas atômicas e está aberta a discutir com o governo o modelo de negócio mais interessante para o País.


"Creio que podemos olhar com confiança e otimismo para o futuro da energia nuclear no século 21," disse o diretor-geral da AIEA, Yukiya Amano. Após o acidente com a central nuclear de Fukushima no Japão, em março de 2011, "foram tomadas medidas eficazes para tornar as centrais nucleares mais seguras em todos os lugares", frisou. "A energia nuclear vai dar uma contribuição significativa e crescente para o desenvolvimento sustentável nas próximas décadas. A agência está empenhada em garantir que a expansão da energia nuclear ocorra de forma que resulte na máxima segurança, confiabilidade e eficiência, além de zelo contra a proliferação de armas nucleares. Nós continuaremos a ser um parceiro confiável para todos os estados-membros."


Segundo o secretário-geral do OCDE, Angel Gurría, "estamos longe de atingir nossa meta ambiental de limitar o aquecimento global. São necessários esforços mais ousados e inovadores e a energia nuclear pode e deve ser parte da solução”. "Mas é essencial fazê-lo de forma segura e economicamente competitiva. Só assim será possível tirar proveito do fornecimento de longo prazo, livre de carbono e dos preços estáveis que a energia nuclear tem a oferecer", acredita.


Declaração final


A declaração final da conferência ressalta que a energia nuclear, como uma fonte de carga estável de eletricidade complementa outras fontes de energia, incluindo as renováveis. Muitas nações estão olhando para esta opção atentas à redução do impacto dos preços do combustível fóssil volátil e à mitigação das mudanças climáticas.


Representantes das delegações dos 89 países presentes reafirmaram seu compromisso com o Plano de Ação para Segurança Nuclear da AIEA e destacaram o papel central da agência na cooperação internacional sobre segurança nuclear e na utilização pacífica da energia nuclear, incluindo a geração de eletricidade. Os representantes concordaram que cada país tem a responsabilidade de estabelecer um quadro jurídico adequado para o cumprimento das obrigações de segurança nuclear e salvaguardas de não proliferação, bem como a segurança nuclear. Também reconheceram a necessidade de trabalhar para o estabelecimento de um regime de responsabilidade nuclear global que aborde as preocupações de todos os Estados que podem ser afetados por um acidente nuclear, com o objetivo de fornecer compensação adequada por danos nucleares. 


Os participantes da Conferência reconheceram ainda as melhorias contínuas na evolução dos projetos de reator ao longo dos anos. Espera-se que os projetos de futuros reatores contem com recursos de segurança ainda mais avançados. Muitos acreditam que reatores rápidos, ciclos fechados de combustível e reutilização de combustível nuclear são algumas das opções-chave na melhoria da sustentabilidade dos futuros sistemas nucleares.

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