Energia Solar

Energia solar supera fontes termelétricas

Estudo aponta que matriz fotovoltaica supera biomassa e gás natural, separadamente


02/08/2022 13:14
Energia solar supera fontes termelétricas Visualizações: 1442

Oaumento do custo do petróleo e a busca cada vez maior por fontes renováveis impulsionam a energia solar no Brasil. Estudos recentes mostram que a energia solar instalada no país já supera matrizes mais poluentes, como as usinas termelétricas movidas por biomassa ou gás natural.

Segundo estudo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), a potência operacional da energia solar fotovoltaica ultrapassou a das termelétricas de gás natural e de biomassa, tornando-se a terceira maior fonte na matriz elétrica nacional, atrás apenas da hídrica e eólica. O estudo considerou a análise das matrizes separadamente.

De acordo com mapeamento da entidade, atualmente são 16,4 gigawatts (GW) de energia solar instalada em grandes usinas e pequenos projetos de geração própria. O gás natural e a biomassa possuem 16,3 GW de potência instalada, cada um. É importante frisar que as termelétricas ainda respondem por parcela significativa do potencial energético nacional, já que o conjunto termelétrico inclui as usinas movidas por biomassa, gás natural e outros combustíveis, como o carvão.

Para o diretor da Absolar, Carlos Dornellas, o avanço da matriz solar, por meio de grandes usinas e pela geração própria em residências, pequenos negócios, propriedades rurais e prédios públicos, é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do Brasil. “A fonte ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica do País, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos”, diz Dornellas, que também destaca as vantagens econômicas ao consumidor.

“As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, acrescenta Dornellas.

Desde 2012, a matriz fotovoltaica, segundo a Absolar, já proporcionou ao Brasil mais de R$ 86,2 bilhões em novos investimentos, R$ 22,8 bilhões em arrecadação de impostos e gerou mais de 479,8 mil empregos. Do ponto de vista ambiental, deixaram de ser emitidas 23,6 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

As projeções da Absolar são de que, apenas este ano, a energia solar deve trazer mais de R$ 50,8 bilhões em investimentos ao país e proporcionar a abertura de 357 mil novos empregos. Isso torna 2022 o melhor ano para a energia solar desde 2012.  “A tecnologia fotovoltaica tem se popularizado cada vez mais no País, atingindo todas as classes de consumo e provocando um efeito multiplicador na sociedade brasileira”, afirma o presidente do Conselho de Administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk.

O diretor-executivo do setor de energia da EY, André Flavio, concorda que os números revelam o potencial das energias renováveis no Brasil. “Os números mostram o crescimento da energia solar em um país onde há grande potencial para o desenvolvimento dessa matriz”, afirma. Ele acrescenta os benefícios ambientais proporcionados pela diversificação. “O caminho a ser explorado para a melhoria do meio ambiente passa pela energia solar.”

André Flavio explica, porém, que a opção pela energia solar vem acompanhada de gastos de produção e armazenamento que elevam o preço final ao consumidor. Um deles é o preço de instalação dos painéis e equipamentos para a geração da energia. Além disso, mesmo com o gerador de energia fotovoltaica em funcionamento, o consumidor continua dependendo de outras fontes, mesmo em quantidades menores. “É necessário muito cuidado e muitas análises quando se fala em redução de custos com outras fontes de energia, como a solar”, diz o consultor.

Segundo ele, esses custos devem ser reduzidos nos próximos anos com aprimoramento dos sistemas de produção e armazenamento, e com mudanças na legislação que permitam ao consumidor aproveitar melhor a energia produzida em excesso. “Ainda não temos um grande mercado de carros elétricos, por exemplo, que poderia absorver essa energia.”

Fonte: Redação TN com Agência EY

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