Energia

Energisa assume controle do Grupo Rede

Previsão é que a receita anual líquida quase triplique.

Valor Econômico
29/01/2014 09:45
Visualizações: 902

 

Com a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) da transferência do controle das oito distribuidoras do Grupo Rede, do empresário paulista Jorge Queiroz para a Energisa, foi encerrada ontem a última etapa formal para a conclusão do negócio. A Energisa ampliará, de cinco para 13, o número de concessionárias e se tornará o quinto maior grupo de distribuição do país (atrás apenas de Neoenegia, CPFL, Cemig e AES Eletropaulo), com cerca de 6 milhões de clientes e uma fatia de 8% do mercado. A previsão é que a receita anual líquida quase triplique, passando de R$ 2,9 bilhões para aproximadamente R$ 8 bilhões.
Segundo o diretor-presidente da Energisa, Ricardo Botelho, resta agora apenas algumas condições precedentes no plano de recuperação judicial do Grupo Rede, aprovado por credores e homologado pela Justiça de São Paulo. Entre as questões estão a aprovação do negócio pela BNDESPar, que possui participação acionária nas distribuidoras do Grupo Rede. A expectativa do executivo é que todas as questões sejam resolvidas até 15 de abril, prazo dado pela Aneel para que a Energisa assuma a operação das distribuidoras, que estão em intervenção desde agosto de 2012.
"Do ponto de vista formal, já temos as autorizações. Não acredito que [as condições precedentes] vão representar maiores embaraços e esperamos tê-las resolvidas em breve. Essa não é uma transação convencional. Ela envolve a cessão de créditos de uma empresa que está em recuperação judicial e uma intervenção federal sob oito distribuidoras" afirmou Botelho ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.
Em paralelo às ações para a conclusão da operação, os executivos da Energisa já estão realizando reuniões com os interventores das distribuidoras. O objetivo, explica Botelho, é realizar a transição de forma segura.
As primeiras medidas no comando das distribuidoras do Rede será adaptar a administração das empresas para o modelo de gestão da Energisa e iniciar o pagamento de pendências financeiras das concessionárias. O plano de recuperação das empresas aprovado pela Aneel prevê um aporte mandatório de capital de R$ 1,2 bilhão nas empresas.
Os recursos serão destinados principalmente ao pagamento de empréstimos mútuos criados entre as distribuidoras e a holding. Outra parte será utilizada para o pagamento de compra de energia feita no passado, que está atrasado, e para o pagamento de débitos de encargos setoriais.
Além disso, a Energisa prevê investir cerca de R$ 3,3 bilhões nas oito distribuidoras do Rede até 2017. O objetivo é melhorar a qualidade do serviço. O valor equivale a 35% a mais do que foi investido nas empresas entre 2009 e 2011. "Temos que modernizar a infraestrutura como um todo. Existe uma carência de anos", disse o executivo.
A Energisa também tem o compromisso de desembolsar R$ 1,95 bilhão aos credores do Grupo Rede, no âmbito do plano de recuperação judicial, homologado pela Justiça de São Paulo.
O diretor-presidente da Energisa explicou que, para fazer frente ao aporte imediato necessário e pagar parte dos credores, a companhia já tem aprovada uma linha de crédito de R$ 2 bilhões com um grupo de bancos. A empresa também pretende fazer um "reperfilamento" da dívida remanescente das distribuidoras. Segundo Botelho, de forma geral, a dívida das concessionárias é elevada e de prazo curto.
Durante a reunião de ontem que aprovou a troca do controle das distribuidoras do Rede, o relator do processo, o diretor da Aneel José Jurhosa Junior, informou que foi atestado que a Energisa tem "fonte de liquidez" suficiente para assumir o comando das concessionárias, mesmo com os desafios operacional e financeiro, e até enfrentar eventual cenário desfavorável no setor.
O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino comentou que algumas das distribuidoras do Grupo Rede estão em situação crítica e levarão um período longo para se recuperar. "No Mato Grosso, por exemplo, a Cemat talvez seja a que tenha um grande desafio junto com a Celtins [no Tocantins]. As situações delas são mais complexas, tanto pela questão econômico-financeira como pelo mercado que atendem, com necessidade de investimento e o tamanho da concessão que têm. Já a Enersul está numa situação bastante confortável, certamente está muito mais próxima desse ponto de equilíbrio", afirmou.
A Energisa atua hoje em quatro Estados através de cinco empresas: Energisa Paraíba e Energisa Borborema (PB); Energisa Minas Gerais (MG); Energisa Sergipe (SE); e Energisa Nova Friburgo (RJ). Com a operação, o grupo entrará em cinco Estados através da Cemat (MT); Enersul (MS); Celtins (TO); Caiuá, Bragantina, Nacional e Vale Paranapanema (SP); e Força e Luz do Oeste (PR).

Com a aprovação pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) da transferência do controle das oito distribuidoras do Grupo Rede, do empresário paulista Jorge Queiroz para a Energisa, foi encerrada ontem a última etapa formal para a conclusão do negócio. A Energisa ampliará, de cinco para 13, o número de concessionárias e se tornará o quinto maior grupo de distribuição do país (atrás apenas de Neoenegia, CPFL, Cemig e AES Eletropaulo), com cerca de 6 milhões de clientes e uma fatia de 8% do mercado. A previsão é que a receita anual líquida quase triplique, passando de R$ 2,9 bilhões para aproximadamente R$ 8 bilhões.

Segundo o diretor-presidente da Energisa, Ricardo Botelho, resta agora apenas algumas condições precedentes no plano de recuperação judicial do Grupo Rede, aprovado por credores e homologado pela Justiça de São Paulo. Entre as questões estão a aprovação do negócio pela BNDESPar, que possui participação acionária nas distribuidoras do Grupo Rede. A expectativa do executivo é que todas as questões sejam resolvidas até 15 de abril, prazo dado pela Aneel para que a Energisa assuma a operação das distribuidoras, que estão em intervenção desde agosto de 2012.

"Do ponto de vista formal, já temos as autorizações. Não acredito que [as condições precedentes] vão representar maiores embaraços e esperamos tê-las resolvidas em breve. Essa não é uma transação convencional. Ela envolve a cessão de créditos de uma empresa que está em recuperação judicial e uma intervenção federal sob oito distribuidoras" afirmou Botelho ao Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor.

Em paralelo às ações para a conclusão da operação, os executivos da Energisa já estão realizando reuniões com os interventores das distribuidoras. O objetivo, explica Botelho, é realizar a transição de forma segura.

As primeiras medidas no comando das distribuidoras do Rede será adaptar a administração das empresas para o modelo de gestão da Energisa e iniciar o pagamento de pendências financeiras das concessionárias. O plano de recuperação das empresas aprovado pela Aneel prevê um aporte mandatório de capital de R$ 1,2 bilhão nas empresas.

Os recursos serão destinados principalmente ao pagamento de empréstimos mútuos criados entre as distribuidoras e a holding. Outra parte será utilizada para o pagamento de compra de energia feita no passado, que está atrasado, e para o pagamento de débitos de encargos setoriais.

Além disso, a Energisa prevê investir cerca de R$ 3,3 bilhões nas oito distribuidoras do Rede até 2017. O objetivo é melhorar a qualidade do serviço. O valor equivale a 35% a mais do que foi investido nas empresas entre 2009 e 2011. "Temos que modernizar a infraestrutura como um todo. Existe uma carência de anos", disse o executivo.

A Energisa também tem o compromisso de desembolsar R$ 1,95 bilhão aos credores do Grupo Rede, no âmbito do plano de recuperação judicial, homologado pela Justiça de São Paulo.

O diretor-presidente da Energisa explicou que, para fazer frente ao aporte imediato necessário e pagar parte dos credores, a companhia já tem aprovada uma linha de crédito de R$ 2 bilhões com um grupo de bancos. A empresa também pretende fazer um "reperfilamento" da dívida remanescente das distribuidoras. Segundo Botelho, de forma geral, a dívida das concessionárias é elevada e de prazo curto.

Durante a reunião de ontem que aprovou a troca do controle das distribuidoras do Rede, o relator do processo, o diretor da Aneel José Jurhosa Junior, informou que foi atestado que a Energisa tem "fonte de liquidez" suficiente para assumir o comando das concessionárias, mesmo com os desafios operacional e financeiro, e até enfrentar eventual cenário desfavorável no setor.

O diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino comentou que algumas das distribuidoras do Grupo Rede estão em situação crítica e levarão um período longo para se recuperar. "No Mato Grosso, por exemplo, a Cemat talvez seja a que tenha um grande desafio junto com a Celtins [no Tocantins]. As situações delas são mais complexas, tanto pela questão econômico-financeira como pelo mercado que atendem, com necessidade de investimento e o tamanho da concessão que têm. Já a Enersul está numa situação bastante confortável, certamente está muito mais próxima desse ponto de equilíbrio", afirmou.

A Energisa atua hoje em quatro Estados através de cinco empresas: Energisa Paraíba e Energisa Borborema (PB); Energisa Minas Gerais (MG); Energisa Sergipe (SE); e Energisa Nova Friburgo (RJ). Com a operação, o grupo entrará em cinco Estados através da Cemat (MT); Enersul (MS); Celtins (TO); Caiuá, Bragantina, Nacional e Vale Paranapanema (SP); e Força e Luz do Oeste (PR).

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
Resultado
Produção de petróleo da União chega a 244 mil barris por...
17/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.