Indústria

Engevix e GVA devem construir cascos para a Petrobras

Oito meses depois da entrega das propostas para a construção dos primeiros oito cascos de plataformas que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos, a Petrobras está prestes a anunciar oficialmente a contratação do consórcio formado entre a cons

JC/ RS
17/03/2010 09:55
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Oito meses depois da entrega das propostas para a construção dos primeiros oito cascos de plataformas que vão operar no pré-sal da Bacia de Santos, a Petrobras está prestes a anunciar oficialmente a contratação do consórcio formado entre a construtora Engevix e a sueca GVA por um total de US$ 3,748 bilhões. Será a primeira vez que a Petrobras contrata um pacote de plataformas de uma vez só.

O gerente de Planejamento da Exploração e Produção da estatal, Mauro Yuji, disse hoje que já há um vencedor para a licitação e que o comunicado seria feito oficialmente em breve. Mesmo sem citar o nome da Engevix, ele comentou que as unidades seriam construídas no dique seco da Petrobras, dentro do estaleiro Rio Grande (RS). Há cerca de duas semanas, representantes da Engevix apresentaram os planos para a realização das obras ao governo gaúcho, com perspectivas de geração de sete mil empregos. Dos oito cascos encomendados, quatro serão entregues em 2015 e outros quatro em 2016. Eles terão capacidade para produzir 120 mil barris por dia e serão destinados às áreas de Tupi e de Guará.

Segundo a Agência Estado apurou junto a fontes, o consórcio está se preparando para realizar as obras, no entanto, apenas com base em uma carta de intenções da Petrobras, já que o contrato não foi aprovado ainda pelos sócios da estatal nas áreas citadas. Em Tupi, no bloco BM-S-11, a Petrobras possui participação de 65%, em parceria com a BG (25%) e com a Galp (10%). Já em Guará, no BM-S-9, a estatal possui 45%. A BG possui 30% e a Repsol 25%. As três empresas estariam, segundo fontes, discutindo não somente aspectos técnicos, como a própria estratégia financeira de contratar uma empresa ainda sem experiência no setor de construção naval (a Engevix) para a realização da obra.

A Petrobras não comenta o assunto. A inexperiência da Engevix, segundo outra fonte, também teria sido questionada pelos demais consórcios que disputaram a licitação. Eles teriam questionado o preço apresentado pela dupla Engevix/GVA no processo, muito abaixo dos demais. O segundo colocado na licitação, o consórcio Atlântico Sul/ LMG, apresentou proposta de US$ 4,287 bilhões. Os demais concorrentes apresentaram propostas que oscilaram entre US$ 5,2 bilhões e US$ 5,7 bilhões. A exceção foi o consórcio Fels/Gusto, com o preço de US$ 7,22 bilhões, quase o dobro do primeiro colocado.

À época, em entrevista à Agência Estado, o presidente da Engevix, Daniel Perez, disse que o preço mais baixo foi possível por conta de uma tecnologia desenvolvida por sua parceira no projeto, a sueca GVA. "Ao contrário dos outros investidores, que fizeram seus projetos com base em cascos já existentes, consideramos que essas plataformas não precisarão navegar como navios comuns e pudemos fazer um corte de excessos que propiciou o melhor preço", disse.

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