Transmissão

ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ 20 milhões para desenvolver nova geração de torres de transmissão no Brasil

Projeto de inovação busca ampliar a capacidade de escoamento de energia, reduzir custos e ampliar capacidade de transmissão.

Redação TN Petróleo/Assessoria ENGIE
08/06/2026 13:42
ENGIE lidera projeto de tecnologia inédito e investe R$ 20 milhões para desenvolver nova geração de torres de transmissão no Brasil Imagem: Divulgação ENGIE Visualizações: 151

A ENGIE Brasil está liderando um projeto inédito de inovação que pode redefinir os padrões das linhas de transmissão de alta tensão no país. Em parceria com a Engetower e a SAE Towers, a empresa aplicou um investimento de R$ 20 milhões para desenvolver uma nova plataforma estrutural para linhas de transmissão de até 525 kV projetada para aumentar a capacidade de transporte de energia. Nomeado de Torre Água, o projeto visa reduzir custos de implantação, ampliar a eficiência operacional dos empreendimentos de energia e mitigar impactos ambientais. A iniciativa integra o programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e tem conclusão prevista para o final de 2027.

"Acreditamos que inovação e sustentabilidade caminham juntas. Este projeto reforça o compromisso da ENGIE com o desenvolvimento de soluções que ampliem a eficiência do sistema elétrico brasileiro, ao mesmo tempo em que reduzem impactos ambientais e construtivos, além de trazerem mais competitividade para novos empreendimentos de transmissão de energia. A expectativa é que a Série Torre Águia contribua significativamente para o aumento da eficiência, confiabilidade e sustentabilidade das linhas de transmissão, consolidando uma solução tecnológica nacional com alto potencial de aplicação em futuros empreendimentos", destaca o diretor de Transmissão da ENGIE Brasil, Gustavo Labanca.

O projeto surge em um contexto estratégico para o setor elétrico. Com a expansão acelerada da geração renovável, especialmente em regiões distantes dos grandes centros consumidores, cresce a necessidade de soluções capazes de transportar volumes cada vez maiores de energia sem exigir a construção de novos corredores de transmissão.

A proposta da ENGIE é justamente romper uma das principais barreiras técnicas do setor: elevar a capacidade natural de transmissão das linhas, medida pelo indicador conhecido como SIL (Surge Impedance Loading). A nova tecnologia permitirá alcançar aproximadamente 1.682 MW de capacidade de transmissão, superando os níveis atualmente praticados pelo mercado, em torno de 1.665 MW.

O diferencial está na engenharia da solução. Ao contrário dos modelos convencionais, que dependem fortemente de estruturas estaiadas, a Série Torre Águia foi concebida para ampliar o uso de torres autoportantes, facilitando a implantação em regiões de relevo complexo e reduzindo restrições técnicas frequentemente encontradas em grandes projetos de transmissão. Além dos ganhos de desempenho, os estudos indicam potencial de redução de custos entre 2% e 5% nos investimentos em linhas de transmissão — um percentual expressivo em um segmento cujos projetos frequentemente ultrapassam R$ 1 bilhão.

Inovação e ganhos técnicos

A Série Torre Águia reúne diferentes configurações estruturais — autoportantes, estaiadas, de ancoragem e de ancoragem terminal — em uma concepção monomastro desenvolvida para aumentar a eficiência e a flexibilidade dos projetos. Entre os avanços esperados estão a uniformização do desempenho elétrico entre diferentes tipologias de torres, a eliminação de efeitos de balanço assíncrono, o aumento da disponibilidade operacional dos ativos, maior segurança durante a montagem e o lançamento de cabos e a simplificação das atividades construtivas em campo.

"Além dos ganhos técnicos, a nova série de estruturas traz benefícios ambientais relevantes, como a redução do número de fundações, menor necessidade de supressão vegetal, diminuição da largura das faixas de servidão e a redução dos impactos fundiários associados à implantação", acrescenta o diretor de Implantação da ENGIE Brasil Energia, Paulo Henrique Muller. Esses fatores são resultado de características como maior amplitude da variação das alturas estruturais e novos arranjos de fixação de fases dos cabos condutores, permitindo maiores afastamentos entre os condutores e vegetação adjacente. 

Etapas do projeto

Com duração estimada em 20 meses, o projeto será desenvolvido em cinco etapas: levantamento do estado da arte e diagnóstico do setor, concepção da nova arquitetura estrutural, simulações elétricas e mecânicas, desenvolvimento de cadeias de isoladores específicas e realização de ensaios virtuais e físicos para validação da tecnologia. Ao final, a expectativa é disponibilizar ao mercado um conjunto completo de projetos, estudos e validações capazes de viabilizar a adoção da nova tecnologia em futuros empreendimentos de transmissão, contribuindo para aumentar a capacidade do sistema elétrico brasileiro em um cenário de crescente demanda por energia limpa e renovável.

"Este projeto representa um avanço consistente na engenharia de transmissão ao propor uma solução estrutural capaz de dissociar o desempenho em SIL da dependência de torres estaiadas, algo que historicamente limita a flexibilidade de implantação em campo. A Série Torre Águia combina inovação em concepção estrutural, estudos eletromecânicos avançados e novos arranjos de isolação para entregar maior capacidade de transmissão, robustez operacional e ganhos concretos de eficiência ao sistema elétrico", acrescenta o gerente de Gestão da Performance e Inovação da ENGIE, Mario Wilson Cusatis.

Sobre a ENGIE - A ENGIE é um importante player na transição energética e tem como propósito acelerar a transição para uma economia neutra em carbono. Com 90.000 colaboradores em 30 países, o Grupo atua em toda a cadeia de valor da energia, da produção à infraestrutura e comercialização. A ENGIE combina atividades complementares, como a geração de energia renovável e de gases verdes, ativos de flexibilidade (principalmente baterias), redes de transmissão e distribuição de gás e eletricidade, infraestruturas locais de energia (redes de aquecimento e resfriamento) e o fornecimento de energia para domicílios, autoridades locais e empresas. Anualmente, a ENGIE investe, em média, 12 bilhões de euros para impulsionar a transição energética e alcançar sua meta de neutralidade de carbono até 2045. Faturamento em 2025: 71,9 bilhões de euros.

No Brasil, a ENGIE, umas das líderes em geração 100% renovável do país, atua em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas. A empresa possui cerca de 14 GW de capacidade instalada, provenientes de fontes renováveis e com baixas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e a biomassa. A empresa está presente em 22 estados e conta com 146 usinas.  A ENGIE é também a detentora da mais extensa malha de transporte de gás natural do país, com 4.500 km, que atravessam 10 estados e 191 municípios, graças à aquisição da Transportadora Associada de Gás - TAG, concluída em 2020. Além disso, a ENGIE possui um portfólio completo em soluções integradas responsáveis por reduzir custos, emissões e melhorar infraestruturas para empresas, como ar comprimido, autoprodução solar local, biogás e biomassa, consultoria e gestão de energia, HVAC e subestações. Nas cidades, atua como parceira para tornar os espaços urbanos mais eficientes e sustentáveis, com soluções de iluminação pública, mobilidade elétrica e de district cooling.

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