Tecnologia

Eólicas buscam ampliar negócios

Empresários querem internalizar tecnologia.

Diário do Nordeste
05/04/2013 12:56
Visualizações: 1280

 

Em mais um ano de seca, com reservas hídricas em baixa em todos os grandes reservatórios e usinas hidrelétricas no país, o uso de energias renováveis ganha força no Ceará e no Nordeste e ascende o alerta à abertura de novos negócios. Diante do potencial que a região dispõe de geração de energias alternativas, notadamente a dos ventos, onde só no Ceará, 19 parques eólicos estão em operação, além de apresentar potência operacional de 588,8 Megawatts/hora (MW/h), empresários cearenses voltam a se mobilizar e a discutir, agora, formas de internalizar a tecnologia e participar mais dos negócios que giram em torno da cadeia produtiva do setor eólico.
"Gerar energia eólica nós já aprendemos, já sabemos, o que nos interessa agora é transformar essa energia em novos negócios, em empregos", destacou o consultor de Energia da Fiec, Jurandir Picanço.
Conforme expôs na manhã de quinta-feira (4), durante a realização do 4º Fórum de Oportunidades de Negócios em Energias Renováveis, na Fiec, as empresas geradoras de energia eólica ainda importam muitas máquinas e equipamentos, que poderiam ser produzidas no Ceará.
Maior participação
"As empresas cearenses poderiam participar mais desse mercado", defende Picanço, lembrando que outros 24 parques eólicos estão em construção no estado, que empresas de equipamentos, transporte e logística - de fora -, estão se instalando no estado, mas poucas são as empresas cearenses participantes desse "bolo", da cadeia produtiva do setor energético.
Picanço reconhece que o setor ainda encontra resistências para avançar, a começar pela deficiência na infraestrutura de transmissão e de linhas de distribuição de energia eólica. Somente no Ceará, por exemplo, 622 MW/h de energia eólica estão prontos para ser gerados, mas se encontram "represados" por falta de linhas de transmissão.
Além do atraso na construção dessas linhas, por parte da Chesf, sobretudo; outro problema está na disposição espacial dos parques eólicos, muito dispersos e muitos distantes um dos outros. "Se tivéssemos linhas já instaladas em áreas determinadas, isso facilitaria a instalação de linhas (de transmissão) e a atração de novos negócios", avalia Picanço.
Preços
Palestrante do fórum, o vice-presidente do Conselho Administrativo da ABEEólica, Pedro Cavalcanti, também cobrou maior velocidade do governo Federal na solução dos problemas de infraestrutura. Ele questionou ainda, os preços do MW/h, em torno de R$ 89,00, praticados nos leilões de energia eólica.
"O planejamento da transmissão não pode vir a reboque do planejamento da geração", afirmou Cavalcanti. Segundo ele, embora o problema não esteja em situação alarmante, ainda não existe conexão disponível para escoar a produção dos projetos contratados nos últimos leilões de energia dos ventos, para os estados do Rio Grande do Norte e Ceará.
Para Cavalcanti e para Picanço, uma solução, nesse sentido, seria o poder público garantir a infraestrutura necessária para que o setor possa evoluir de acordo com o potencial da região Nordeste e do Brasil.

Em mais um ano de seca, com reservas hídricas em baixa em todos os grandes reservatórios e usinas hidrelétricas no país, o uso de energias renováveis ganha força no Ceará e no Nordeste e ascende o alerta à abertura de novos negócios. Diante do potencial que a região dispõe de geração de energias alternativas, notadamente a dos ventos, onde só no Ceará, 19 parques eólicos estão em operação, além de apresentar potência operacional de 588,8 Megawatts/hora (MW/h), empresários cearenses voltam a se mobilizar e a discutir, agora, formas de internalizar a tecnologia e participar mais dos negócios que giram em torno da cadeia produtiva do setor eólico.


"Gerar energia eólica nós já aprendemos, já sabemos, o que nos interessa agora é transformar essa energia em novos negócios, em empregos", destacou o consultor de Energia da Fiec, Jurandir Picanço.


Conforme expôs na manhã de quinta-feira (4), durante a realização do 4º Fórum de Oportunidades de Negócios em Energias Renováveis, na Fiec, as empresas geradoras de energia eólica ainda importam muitas máquinas e equipamentos, que poderiam ser produzidas no Ceará.



Maior participação


"As empresas cearenses poderiam participar mais desse mercado", defende Picanço, lembrando que outros 24 parques eólicos estão em construção no estado, que empresas de equipamentos, transporte e logística - de fora -, estão se instalando no estado, mas poucas são as empresas cearenses participantes desse "bolo", da cadeia produtiva do setor energético.


Picanço reconhece que o setor ainda encontra resistências para avançar, a começar pela deficiência na infraestrutura de transmissão e de linhas de distribuição de energia eólica. Somente no Ceará, por exemplo, 622 MW/h de energia eólica estão prontos para ser gerados, mas se encontram "represados" por falta de linhas de transmissão.


Além do atraso na construção dessas linhas, por parte da Chesf, sobretudo; outro problema está na disposição espacial dos parques eólicos, muito dispersos e muitos distantes um dos outros. "Se tivéssemos linhas já instaladas em áreas determinadas, isso facilitaria a instalação de linhas (de transmissão) e a atração de novos negócios", avalia Picanço.



Preços


Palestrante do fórum, o vice-presidente do Conselho Administrativo da ABEEólica, Pedro Cavalcanti, também cobrou maior velocidade do governo Federal na solução dos problemas de infraestrutura. Ele questionou ainda, os preços do MW/h, em torno de R$ 89,00, praticados nos leilões de energia eólica.


"O planejamento da transmissão não pode vir a reboque do planejamento da geração", afirmou Cavalcanti. Segundo ele, embora o problema não esteja em situação alarmante, ainda não existe conexão disponível para escoar a produção dos projetos contratados nos últimos leilões de energia dos ventos, para os estados do Rio Grande do Norte e Ceará.


Para Cavalcanti e para Picanço, uma solução, nesse sentido, seria o poder público garantir a infraestrutura necessária para que o setor possa evoluir de acordo com o potencial da região Nordeste e do Brasil.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Produção total de petróleo em regime de partilha bate re...
19/05/26
Biometano
Naturgy debate cenário de gás natural e oportunidades co...
19/05/26
BOGE 2026
Impacto da geopolítica global no setor de petróleo loca...
19/05/26
Dia Internacional da Mulher
IBP celebra Dia Internacional da Mulher no Mar e reforça...
19/05/26
Meio Ambiente
Refinaria de Mataripe acelera agenda ambiental com uso e...
19/05/26
Etanol
Diretor da Fenasucro & Agrocana debate avanço da bioener...
19/05/26
Leilão
PPSA comercializa cargas de Atapu e de Bacalhau em junho
18/05/26
Participação especial
Valores referentes à produção do primeiro trimestre de 2...
18/05/26
Apoio Offshore
Petrobras assina contrato de R$ 11 bilhões para construç...
18/05/26
Logística
Wilson Sons planeja expansão do Tecon Rio Grande para at...
18/05/26
Combustíveis
Etanol mantém baixa na semana, mas Paulínia esboça reaçã...
18/05/26
Fertilizantes
Fafen celebra retomada da produção de fertilizantes na Bahia
18/05/26
Conteúdo Local
ANP abre consulta prévia sobre regras de preferência a f...
15/05/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
15/05/26
Descomissionamento
ANP aprova realização de consulta e audiência públicas p...
15/05/26
Resultado
Vallourec registra alta eficiência operacional no Brasil...
15/05/26
Energia Elétrica
Encontro das Indústrias do Setor Elétrico reúne mais de ...
15/05/26
Apoio Marítimo
Wilson Sons lança novo rebocador para operar no Porto de...
14/05/26
Hidrogênio
ANP e OCDE realizam wokshop sobre gerenciamento de risco...
14/05/26
Pré-Sal
Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, recebe tec...
13/05/26
Resultado
No primeiro trimestre de 2026 Petrobras registra lucro l...
13/05/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23