Gás Natural

Época de ouro do gás natural no Brasil será de 2009 a 2012, diz especialista

A análise do mercado de gás brasileiro a partir da experiência na Europa será o tema da palestra do executivo internacional Luiz Rocha no seminário sobre petróleo e gás que será realizado nesta sexta-feira (01/07) no Rio.


30/06/2005 00:00
Visualizações: 1044

O período de esplendor do mercado brasileiro de gás natural deverá ocorrer a partir de 2009, mas terá vida curta: até 2012, segundo a análise do gerente sênior do Petroleum Services Group da Deloitte no Reino Unido, Luiz Rocha. O executivo antecipa que durante este período, o Brasil chegará a ter um excesso de oferta do combustível, mas logo terá que se preparar para receber suprimento de fontes externas novamente.
Rocha, com a experiência de 22 anos de Petrobras e outros quase dez anos no exterior, compara o mercado brasileiro ao europeu, onde atua como coordenador de projetos de consultoria e auditoria na área de energia. "Em ambos os mercados é preciso delinear projetos que possam garantir a flexibilidade deste suprimento externo para evitar riscos como o caso da Bolívia, onde o Brasil é completamente dependente do país andino", considera.
No caso europeu, 50% de todo o petróleo e gás consumido na União Européia vem da Rússia, outros 36% vem da Argélia e o conjunto de países faz muitos esforços para diversificar estas fontes, trazendo gás da Líbia, do Egito, além do gás natural liqüefeito (LGN, sigla em inglês) da Nigéria, do Oriente Médio, e de Trinidad e Tobago, entre outros projetos.
No caso Brasileiro, Rocha adverte que todas as discussões tem estado centradas no consumo de gás das regiões Sul e Sudeste. Segundo ele, as preocupações são com o gás boliviano e o anel energético a partir das reservas do Peru, mas não se considera o crescimento do mercado nordestino e a possibilidade de se importar o gás da Venezuela e até de Trinidad e Tobago. "Principalmente da Venezuela, onde os tratados de cooperação entre os dois países já foram assinados e há um entrosamento com o Brasil. É um tema que merece ser olhado com atenção", acredita.
Segundo o executivo, seria possível traçar um paralelo entre o mercado brasileiro e o espanhol, ambos pequenos, mas com grande potencial. Dentro de 10 ou 15 anos haverá "um novo Brasil de gás", com consumo próximo ao da França, cerca de 45 bilhões de metro cúbicos anuais. Hoje o consumo brasileiro é pequeno: cerca de 19 bilhões de m³/ano. "Mas para este novo mercado funcionar é preciso haver a definição de regras de funcionamento", ressalta.
No conjunto dos países europeus o problema - assim como no Brasil - gira em torno da dificuldade de regulamentação legal no setor. Embora a lei de liberalização do mercado tenha sido aprovada em 1998, até hoje cada país-membro da UE adota as regras de acordo com seus interesses. "A Inglaterra abriu o mercado completamente, já a França diz que é a favor da abertura, mas protege as empresas em seu território, enquanto elas avançam em outros países", comenta.
Luiz Rocha será um dos palestrantes do Seminário Internacional de Petróleo e Gás, promovido pela Câmara Britânica de Comércio e Indústrica (Britcham) e que se realizará nesta sexta-feria (01/07), no Hotel Glória, no Rio de Janeiro. A palestra de Rocha será sobre as lições aprendidas na Europa sobre a indústria do gás natural.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25