Os principais especialistas e profissionais do setor portuário nacional se reuniram hoje para o primeiro dia de debates no evento Port Finance International, no Rio de Janeiro. Realizado na Bolsa de Valores do Rio, o evento teve como tema principal o futuro do setor após a entrada em vigor da nova lei dos portos, que entre outras medidas, adotou o funcionamento 24 horas de alguns portos no país, como o do Rio de Janeiro e o de Santos.
Na opinião de Luíz Felipe Pinheiro, coordenador de energia e infraestrutura do escritório da presidência da República, o setor portuário ainda precisa de muitas melhorias na infraestrutura para que novos investimentos sejam feitos. Ele lembrou que os portos foram os primeiros a serem abertos ao mercado e hoje, ele é o pior setor para se investir.
Por isso, ele ressaltou a importância da nova lei dos portos, que busca agilizar os investimentos públicos, aumentar a eficiência portuária, destravar investimentos e fazer um planejamento logístico nacional. Com 128 terminais de uso privado e 34 portos públicos, o setor movimentou no ano passado 904 milhões de toneladas. Para os especialistas, o grande problema dos portos brasileiros não é falta de recursos e sim problema de gestão dos recursos.
"O grande problema está na gestão dos recursos, na alta burocracia, o que prejudica a produtividade dos portos brasileiros", disse Sérgio Aquino, diretor da SPA Consult.
Fernando Fonseca, diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) acredita que o novo modelo vai ajudar a modernizar o setor e que o governo está empenhado em aumentar os investimentos, eliminando barreiras que interrompem esse processo de reformulação.