ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar decisões de investimento no pré-sal.
Redação TN Petróleo/Assessoria PPSA
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Na foto: Francisco Torres, Claudio Kuyven, Indira Ribeiro da Silva e Sinesio Nicoleti
A atuação integrada entre operadores, a PPSA, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e demais participantes dos consórcios, apoiada por soluções tecnológicas, equipes qualificadas e boas práticas de governança, é determinante para o avanço de projetos complexos no pré-sal. Essa é uma das principais conclusões de um estudo elaborado por técnicos da PPSA, que será apresentado na ROG.e 2026, realizada de 21 a 24 de setembro, no Riocentro.
Intitulado "Da Aquisição dos Blocos às Decisões Finais de Investimento: Casos Reais no Polígono do Pré-Sal", o trabalho analisa a trajetória de projetos desenvolvidos sob o regime de partilha de produção. O estudo acompanha o caminho entre a aquisição de um bloco exploratório e a decisão final de investimento, momento em que as empresas decidem pela implantação do projeto e comprometem os recursos necessários para seu desenvolvimento.
A análise considera experiências dos projetos de Mero, Sapinhoá, Tartaruga Mestiça, Bacalhau e Orca/Gato do Mato. Embora cada um tenha enfrentado desafios técnicos, regulatórios, gerenciais e econômicos até avançar à decisão final de investimento, e tenha aplicado um conjunto particular de soluções, o estudo ressalta que que todos os projetos compartilharam uma característica particular: a presença de equipes altamente qualificadas trabalhando em estruturas de gestão eficiente e governança ativa.
O estudo mostra que, muitas vezes, a falta de entendimento sobre os regramentos e os ritos do regime de partilha não apenas comprometem a fluidez no processo de gestão dos projetos, gerando ineficiências e retrabalhos simples, mas podem gerar atrasos na tomada de decisões críticas e dificuldades para o reconhecimento de gastos como custo em óleo.
"Não existe uma solução única que possa ser aplicada a todos os projetos. Cada projeto demanda um conjunto particular de respostas. O que verificamos é que uma gestão eficiente, com diálogo, planejamento, equipes qualificadas e processos decisórios estruturados, ajudam as empresas a encontrar os melhores caminhos para cada situação", explica Claudio Martins Kuyven, Gerente Executivo de Contratos da PPSA e apresentador do trabalho na ROG.e.
Como gestora dos contratos de partilha e representante da União nos acordos de individualização da produção envolvendo áreas não contratadas, a PPSA acompanha projetos em diferentes estágios de maturidade. Essa posição, segundo os autores, permite à empresa reunir experiências, identificar práticas que funcionaram em situações anteriores e compartilhar esse conhecimento com os consórcios.
"A PPSA possui um papel singular na consolidação e disseminação de boas práticas e lições aprendidas com projetos no pré-sal. Essa atuação contribui tanto para a proteção dos planos de negócios das empresas — particularmente no que se refere ao reconhecimento do custo em óleo — quanto para a geração de benefícios sustentáveis para a União com o fortalecimento da governança e da qualidade das decisões de investimento nesses projetos", completou Kuyven.
O estudo foi elaborado por Claudio Martins Kuyven, Ricardo de Oliveira Loureiro, Sinesio Nicoleti, Francisco Eugenio Magarinos Torres e Indira Ribeiro da Silva.
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