Mercado

Falta de trabalhador qualificado afeta 69% das indústrias, revela CNI

Praticamente sete em cada 10 empresas industriais brasileiras enfrentam problemas de falta de trabalhador qualificado. A constatação é da Sondagem Especial divulgada na última quarta-feira (6), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em seu esc

Redação
08/04/2011 07:19
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Praticamente sete em cada 10 empresas industriais brasileiras enfrentam problemas de falta de trabalhador qualificado. A constatação é da Sondagem Especial divulgada na última quarta-feira (6), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em seu escritório em São Paulo. As empresas que têm tais dificuldades afirmam que a escassez de mão de obra qualificada prejudica a competitividade.
 


Segundo a pesquisa Falta de Trabalhador Qualificado na Indústria, 78% das empresas que informam enfrentar o problema procuram capacitar o trabalhador dentro da própria empresa. Essa é a principal forma de lidar com a situação, revela o levantamento.
 
 
 
A pesquisa aponta que a tarefa dos empresários é difícil: 52% dos consultados disseram que a má qualidade da educação básica é uma das principais dificuldades que têm para capacitar seus trabalhadores.
 
 
“O que chama a atenção é que as empresas estão sentindo as mesmas dificuldades que os cursos de capacitação já tinham detectado, que é a pouca qualidade da educação básica”, disse o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, que divulgou a pesquisa. “As empresas hoje necessitam de trabalhadores versáteis, flexíveis, que precisam de educação e treinamento”, completou.
 
 
A Sondagem Especial foi realizada entre os dias 3 e 26 de janeiro, com 1.616 empresas. Foram consultadas 931 empresas de pequeno porte, 464 de médio porte e 221 grandes.
 
 
IMPACTOS - A pesquisa mostrou que 69% das indústrias passam pelo problema de 0qualificação do trabalhador. As que menos sofrem são as indústrias de grande porte: 63%. Tanto entre as pequenas quanto entre as médias, 70% informaram ter essa dificuldade.


O impacto maior da falta da mão-de-obra capacitada dentro da empresa é na produção. Quase a totalidade das empresas (94%) registra dificuldades para encontrar operadores. E 82% encontram problemas para contratar técnicos. As indústrias também informaram ter dificuldades para contratar funcionários qualificados em vendas/marketing (71%), para a área administrativa (66%), gerentes e profissionais de pesquisa e desenvolvimento (62%) e engenheiros (61%).

A busca de eficiência ou redução de desperdício, com consequente aumento da produtividade, é a atividade mais prejudicada nas empresas, de acordo com 70% dos pesquisados. A garantia e melhoria da qualidade dos produtos foram a segunda atividade prejudicada mais apontada, com 63% de respostas. A expansão da produção foi citada por 40% dos empresários e o gerenciamento da produção teve 28% de assinalações.


O principal mecanismo utilizado para lidar com o problema da falta de trabalhador qualificado é a capacitação profissional feita dentro da própria empresa. A alternativa foi assinalada por 78% dos empresários consultados. O fortalecimento das políticas de retenção de talentos foi apontado por 40% dos pesquisados, seguido da capacitação fora da empresa (33%).
 
 
De acordo com os resultados da pesquisa, a má qualidade da educação básica prejudica a qualificação dos trabalhadores tanto dentro quanto fora da empresa. Essa resposta foi assinalada por 52% das empresas consultadas. Para 38% dos pesquisados, a maior dificuldade é que, ao investir na educação do funcionário, a empresa o perde para o mercado. O terceiro problema mais apontado, com índice de 35%, foi o pouco interesse demonstrado pelos trabalhadores em se capacitar. Em seguida vem a falta de cursos adequados às necessidades das empresas, alternativa assinalada por 33% das empresas.
 
 
A falta de trabalhador qualificado é disseminada por toda a indústria, mas é crítica em alguns setores. Os que se dizem mais afetados pelo problema são os segmentos de vestuário (84% das empresas), outros equipamentos de transporte (83%), limpeza e perfumaria (82%) e móveis (80%).
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