Indústria naval

Firjan adota medidas para reaquecer indústria naval

Em um cenário desafiador, entidade afirma que propostas de soluções coordenadas são o melhor caminho para a minimização dos efeitos negativos.

Assessoria Marintec/Redação
13/07/2016 20:56
Firjan adota medidas para reaquecer indústria naval Imagem: Divulgação/Karine Fragoso Visualizações: 449 (0) (0) (0) (0)

A indústria naval vive um cenário complexo, onde seu principal demandante, a indústria de petróleo e gás, encontra-se em meio a um turbilhão de acontecimentos que vão desde a queda substancial do preço do petróleo aos desdobramentos da Operação Lava Jato, segundo a gerente de petróleo, gás e naval do Sistema FIRJAN, Karine Fragoso (foto). Com isso, para contornar essa situação e reaquecer a indústria naval, a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro adotou algumas medidas.

De acordo com Karine, essa retração do mercado acabou por diminuir o número de encomendas do setor, o que paralisou uma série de empresas do encadeamento produtivo, inclusive os estaleiros. “No Brasil, e em especial, no Rio de Janeiro, a indústria naval é altamente dependente das demandas do mercado offshore. Com as quedas significativas nas encomendas do setor e a diminuição do número de empregos, hoje o que temos visto é a necessidade de um reposicionamento dessa indústria, mudando seu foco para uma maior atuação com serviços de reparação e manutenção”, afirma.

Para ela, uma vez que a indústria offshore está com seus esforços concentrados mais no OPEX (Operation Expenditure - capital utilizado para manter uma empresa) do que no CAPEX (Capital Expenditure - montante destinado para investimentos) e a vida útil das embarcações está sendo estendida, ao operarem em condições extremas e sob estritas normas de segurança, faz sentido que o setor mude sua direção. “Outro desafio está relacionado às questões logísticas e de dragagem dos portos para dar celeridade aos processos de carga e descarga além de aduaneiros, por exemplo. Com os cortes nos orçamentos de instituições federais, como a Marinha do Brasil, há ainda que se avaliar um modelo de negócios que contemple a participação da iniciativa privada nos projetos dessas instituições”, reforça.

Para superar esses desafios, o Sistema FIRJAN, que será uma das entidades parceiras na realização do Fórum de Líderes da Construção Naval - que acontece em setembro durante a 13ª Marintec South America - vem desenvolvendo uma série de iniciativas, que para surtirem efeito precisam ser realizadas de forma coordenada, com o envolvimento de todas as partes interessadas.

Em maio, por exemplo, a entidade realizou o Seminário Naval Brasil-França em parceria com a Marinha, que reuniu os principais agentes do setor de ambos os países para discutir as tendências do segmento e apresentar projetos visando parcerias. “Vale destacar também as ações do SENAI para o desenvolvimento de programas de qualificação de mão de obra específicos, com o Centro de Treinamento SENAI Barreto, instalado em Niterói, dedicado ao setor naval. Além disso, no ano passado, durante a Marintec 2015, lançamos o Mapeamento da Indústria Naval, em que foram propostos 20 projetos que devem ser implementados em conjunto com os agentes deste setor, como o desenvolvimento e a implantação do Comitê de Desenvolvimento da Economia do Mar (CODEMAR) e a promoção de intercâmbios técnicos e comerciais”, pondera a gerente do Sistema FIRJAN.

Por outro lado, Karine ressalta que a recuperação do setor, de fato, deverá ocorrer em médio e longo prazo. “Para nós, o objetivo é que o estado do Rio de Janeiro, em 2020, seja novamente referência como centro de excelência em engenharia, construção, reparação naval e apoio offshore, com competência para construção e integração de módulos, até porque o berço dessa indústria é aqui. Ainda hoje, mais de 50% das atividades do setor se concentram nessa região”, conclui.

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