Rio de Janeiro

Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petróleo no Rio e destaca força da região na indústria de óleo e gás

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
04/09/2026 10:18
Firjan lança recorte Norte Fluminense do Anuário do Petróleo no Rio e destaca força da região na indústria de óleo e gás Imagem: Divulgação Firjan Visualizações: 823

A Firjan SENAI SESI lançou a 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio, com um recorte específico sobre o Norte Fluminense. A publicação traz uma visão sobre uma das principais regiões produtoras de petróleo do país e reúne dados, análises e perspectivas sobre a indústria de óleo, gás natural e energia. O lançamento aconteceu na quinta-feira (3/9), na Firjan SENAI Macaé e foi seguido de um debate sobre as perspectivas para o mercado.

Participaram do lançamento o prefeito de Macaé, Welberth Rezende, os secretários de Desenvolvimento Econômico do município, Sylvio Lopes, João Carlos, coordenador da Comissão Empresarial da Firjan em Macaé, empresários e representantes de instituições ligadas ao mercado de Óleo e Gás.

O anuário foi apresentado em evento na Firjan SENAI Macaé, que também contou com um debate com dados relevantes do mercado mediado pela gerente geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso, com a participação de Carlos Augusto Pacheco, Analista de Pesquisa Energética da EPE e o secretário Executivo de Políticas Energéticas de Macaé.

O evento em Macaé é parte do trabalho realizado pela Federação que, em junho deste ano, divulgou a publicação em que são abordados os mais diversos temas do mercado que mais movimenta a economia do estado, como a geopolítica energética, o conteúdo local, as novas fronteiras exploratórias, o futuro do pré-sal, a inovação tecnológica no offshore, o ambiente de negócios para produtores independentes, o licenciamento ambiental e os impactos socioeconômicos da atividade.

Welberth Rezende ressaltou a importância da atividade de petróleo e gás para o desenvolvimento econômico do município e da região. “Ter acesso a dados qualificados e atualizados é fundamental para que o poder público e o setor produtivo possam planejar investimentos, fortalecer a infraestrutura e preparar a cidade para as novas oportunidades que surgem com a transformação do mercado de energia”, afirma.

Para Karine Fragoso, o lançamento do recorte regional amplia a compreensão sobre o papel estratégico do Norte Fluminense para a indústria nacional. “O Anuário do Petróleo reúne análises e perspectivas de instituições públicas, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades que devem moldar o futuro da indústria de petróleo, gás natural e energia nos próximos anos. Ao trazer um olhar específico para o Norte Fluminense, ampliamos o acesso à informação e oferecemos uma visão integrada da infraestrutura, da produção e dos fatores que sustentam a liderança fluminense no setor”, destaca.

Bacia de Campos mantém trajetória de crescimento

Entre os principais destaques do recorte Norte Fluminense está o desempenho da Bacia de Campos. A produção alcançou 741 mil barris de petróleo por dia em 2025, crescimento de 9% em relação ao ano anterior. Nos primeiros sete meses de 2026, a média diária ficou 11% acima da registrada em 2025, reforçando a trajetória de recuperação da região.

Mais de 75% da produção da Bacia de Campos teve origem no estado do Rio de Janeiro em 2025. No Norte Fluminense, o crescimento da produção foi de 4% em relação a 2024, e os primeiros sete meses de 2026 também apresentaram alta, com média diária 5% superior à registrada no ano anterior.

O coordenador da Comissão da Firjan, em Macaé, João Carlos, destacou a importância de o lançamento acontecer justamente no coração da bacia de Campos. “Não faria sentido apresentar um retrato tão detalhado da indústria do petróleo fluminense sem trazer esse debate para dentro da região que mais sente, no dia a dia, os efeitos dessa atividade. Macaé viveu a expansão do petróleo, viveu momentos de retração e hoje vive um novo ciclo de crescimento com a chegada de operadoras independentes. É fundamental que os municípios estejam munidos de dados sólidos, como os que o Anuário traz, para planejar o futuro com mais segurança”.

Para Carlos Augusto Pacheco, da EPE, os resultados reforçam a relevância dos ativos maduros e a capacidade de renovação da indústria. “A Bacia de Campos demonstra que ativos maduros ainda têm grande potencial quando recebem investimentos, novas tecnologias e estratégias adequadas de recuperação. A diversificação dos operadores e a revitalização dos campos contribuem para manter a produção, gerar investimentos e prolongar os benefícios econômicos da atividade para a região”, avalia.

A edição de 2026 do Anuário também mostra a reformulação do Mapa do Petróleo no Rio de Janeiro, ferramenta interativa que reúne, em um único ambiente, as principais estruturas e ativos da cadeia produtiva do petróleo no estado, ampliando o acesso à informação sobre a infraestrutura que sustenta a liderança fluminense na indústria nacional de petróleo. Além do mapa, a publicação conta com um painel dinâmico de dados, disponível em observatorio.firjan.com.br.

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