Indústria naval

Firjan: vem aí o novo Panorama Naval do estado do Rio de Janeiro

Redação/Assessoria
24/01/2018 08:47
Firjan: vem aí o novo Panorama Naval do estado do Rio de Janeiro Imagem: TN Petróleo, Time criado para o Panorama Naval 2018 Visualizações: 799

A gerência de Petróleo, Gás e Naval (GPN) do Sistema Firjan iniciou a elaboração da construção do Mapa Estratégico Naval 2018. O documento servirá de guia para todos os agentes do mercado e para atuação das empresas fluminenses. O pontapé inicial ocorreu durante o Workshop Panorama Naval realizado nesta terça-feira (23/1) na Regional Leste da Federação, em Niterói, com a participação das principais entidades, empresas e formadores de opinião ligados à indústria naval.

De acordo com a gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Fragoso, o novo mapa é uma atualização da publicação divulgada em 2016, agora refletindo os objetivos, temas prioritários e desafios do segmento diante de uma realidade com dificuldades vivida pelos últimos anos no setor. Segundo ela, será constituído um grupo de trabalho com integrantes de todos os segmentos da cadeia produtiva, que terá a missão de consolidar os dados, as oportunidades e necessidades futuras para a retomada dessa importante indústria para o estado do Rio e para o país.

O encontro foi aberto pelo presidente da Regional Leste da Federação, Luiz Césio Caetano, que destacou a importância do documento para o desenvolvimento do mercado tanto para o polo naval de Niterói quanto de todo o estado. “A Firjan vem defendendo os principais pleitos dos empresários fluminenses e criando contribuindo para melhorar o ambiente de negócios do nosso estado”, afirmou.

Sob a orientação dos técnicos de GPN da Federação, a primeira discussão para a formulação do mapa estratégico naval contou com a participação de representantes de diversas entidades, de estaleiros e empresas do encadeamento produtivo da indústria naval como os estaleiros Mauá, Eisa, Mac Laren, Brasa, entre outros. Também estiveram presentes representantes da Transpetro e Emgepron, entre outras.

Uma crise generalizada

O secretário-executivo do Sinaval, Sérgio Leal, apresentou dados mostrando a crise profunda do mercado a partir de 2015, após uma retomada em meados da década passada. Segundo ele, em dezembro de 2014 haviam 82 mil postos de trabalho em todo o país, reduzidos hoje para menos de 35 mil. Leal ressaltou ainda que a crise se generalizou principalmente por dois fatores: crise da Petrobras e a não efetivação da Sete Brasil.

Para Leal, o mercado de petróleo e gás é o mais qualificado para reagir a uma mudança de rumo e atrair novos investimentos. Ele disse, no entanto, que é inadiável a adoção de medidas, principalmente por parte do governo, para reverter os atuais entraves que paralisam a indústria, e ações para o desenvolvimento da cabotagem no país.

Presidente da Asscenon, Elízio Moreira da Fonseca confirmou que Niterói possui uma cadeia produtiva invejável, mas que é necessário haver uma ação em defesa desta indústria para que ela volte a ter a pujança de outrora. Já o secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria Naval e Petróleo e Gás de Niterói, Luiz Paulino, destacou que o município vem adotando medidas para manter as empresas na cidade, assim como reativar a indústria naval na região. Ele acrescentou que o processo de produção do EIA-Rima, licença que permitirá a dragagem do canal São Lourenço já está em andamento e que espera que ele fique pronto até meados do ano.

O encontro contou ainda com a palestra do capitão de Mar e Guerra da Escola de Guerra Naval da Marinha do Brasil, Luciano Ponce, sobre a necessidade de ações de segurança e defesa do Pré-sal brasileiro.

 

 

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Sustentabilidade
Porto do Pecém é premiado com Selo de Sustentabilidade p...
27/01/26
Logística
Terminais Ageo captam R$ 450 milhões em debêntures incen...
23/01/26
Apoio Offshore
Fundo da Marinha Mercante destina R$ 2,3 bilhões à const...
23/01/26
Turismo
Porto do Rio de Janeiro receberá sete navios de cruzeiro...
23/01/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 174 mil barris por ...
21/01/26
Navegação
Petrobras e Transpetro assinam contratos do Programa Mar...
20/01/26
Navegação Marítima
Descarbonização: a nova rota do setor marítimo brasileiro
20/01/26
Resultado
Granel sólido e contêineres impulsionam alta de 26% na m...
19/01/26
Bacia de Campos
Brava Energia anuncia aquisição de 50% de participação n...
17/01/26
Resultado
Porto de Santos movimenta 186,4 milhões de toneladas em ...
16/01/26
Resultado
Ministério de Portos e Aeroportos realizou 21 leilões em...
14/01/26
Pré-Sal
Campo de Tupi/Iracema volta a atingir produção de 1 milh...
13/01/26
Indústria Naval
Marinha do Brasil inicia a construção do 4º navio da Cla...
12/01/26
Navegação
Shell obtém licença inédita como Empresa Brasileira de N...
09/01/26
Resultado
Petróleo é o principal produto da exportação brasileira ...
09/01/26
Investimento
Fundo da Marinha Mercante prioriza R$ 4,6 bilhões para p...
07/01/26
Resultado
Com eficiência portuária, Brasil consolida o melhor triê...
07/01/26
Bacia de Pelotas
TGS disponibiliza aplicativo de segurança marítima para ...
06/01/26
Resultado
Movimentação de cargas nos portos privados do Brasil cre...
06/01/26
ANP
Em novembro o Brasil produziu 4,921 milhões de barris boe/d
05/01/26
Pré-Sal
Seatrium conquista primeiro marco do escopo completo da ...
02/01/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.