Energia

Furnas, Chesf e Eletronorte devem ficar de fora do próximo leilão de transmissão

Aneel pode impedir participação de empresas com desempenho ruim.

Folha de São Paulo
11/10/2012 10:42
Visualizações: 623

 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidirá na terça-feira (23), se irá impedir a participação de empresas que tenham "resultados ruins" da competição pelos próximos lotes de transmissão, que serão licitados em novembro.
Da maneira como será proposta, a medida deixará de fora três empresas. Todas elas do grupo Eletrobras - Furnas, Chesf e Eletronorte.
À "Folha", o relator da medida, diretor da Aneel, Julião Coelho, disse que, se aprovado, o edital trará as restrições.
"Quando tratarmos das habilitações técnicas, vamos restringir a participação das empresas com casos reiterados de atraso na construção de obras e que tiverem recebido número elevado de penalidades", explicou.
A tendência é de que a mudança seja aprovada sem grandes dificuldades, uma vez que o texto já passou por aprovação prévia pelos diretores da Aneel, em julho deste ano, e também pelo período de consulta pública.
Mais cedo, o diretor da agência André Pepitone comentou que a medida não só deverá ser aplicada no próximo leilão, como será usada como "guia" em futuros processos.
Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o modelo deve evitar atrasos "sistemáticos".
"Temos muitos competidores, [a medida] não vai causar problema de competição", disse após sair de reunião com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).
Proposta
A proposta vai eliminar apenas empresas que tiverem atrasado obras anteriores em mais de 180 dias e que também foram punidas por três vezes nos últimos 3 anos.
"Determinamos que a regra só se aplica para a empresa que tiver os dois problemas, isso para que não fossemos muito restritivos, a ponto de eventualmente reduzir muito o número de concorrentes", explicou o relator Julião Coelho.
Segundo Coelho, há casos em que, devido a demora da implantação das linhas de transmissão, as usinas acabaram ficando prontas antes, impedindo que a energia pudesse ser escoada.
O prejuízo acaba sendo distribuído pelos consumidores. Em alguns casos, o valor que é gasto com a demora da implantação das redes supera o deságio do leilão.
Por meio de sua assessoria, a Eletronorte informou que não iria se manifestar. O grupo Eletrobras, Furnas e Chesf ainda não responderam aos pedidos da reportagem.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidirá na terça-feira (23), se irá impedir a participação de empresas que tenham "resultados ruins" da competição pelos próximos lotes de transmissão, que serão licitados em novembro.


Da maneira como será proposta, a medida deixará de fora três empresas. Todas elas do grupo Eletrobras - Furnas, Chesf e Eletronorte.


À "Folha", o relator da medida, diretor da Aneel, Julião Coelho, disse que, se aprovado, o edital trará as restrições.


"Quando tratarmos das habilitações técnicas, vamos restringir a participação das empresas com casos reiterados de atraso na construção de obras e que tiverem recebido número elevado de penalidades", explicou.


A tendência é de que a mudança seja aprovada sem grandes dificuldades, uma vez que o texto já passou por aprovação prévia pelos diretores da Aneel, em julho deste ano, e também pelo período de consulta pública.


Mais cedo, o diretor da agência André Pepitone comentou que a medida não só deverá ser aplicada no próximo leilão, como será usada como "guia" em futuros processos.


Para o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o modelo deve evitar atrasos "sistemáticos".


"Temos muitos competidores, [a medida] não vai causar problema de competição", disse após sair de reunião com o ministro Edison Lobão (Minas e Energia).



Proposta


A proposta vai eliminar apenas empresas que tiverem atrasado obras anteriores em mais de 180 dias e que também foram punidas por três vezes nos últimos 3 anos.


"Determinamos que a regra só se aplica para a empresa que tiver os dois problemas, isso para que não fossemos muito restritivos, a ponto de eventualmente reduzir muito o número de concorrentes", explicou o relator Julião Coelho.


Segundo Coelho, há casos em que, devido a demora da implantação das linhas de transmissão, as usinas acabaram ficando prontas antes, impedindo que a energia pudesse ser escoada.


O prejuízo acaba sendo distribuído pelos consumidores. Em alguns casos, o valor que é gasto com a demora da implantação das redes supera o deságio do leilão.


Por meio de sua assessoria, a Eletronorte informou que não iria se manifestar. O grupo Eletrobras, Furnas e Chesf ainda não responderam aos pedidos da reportagem.

 

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