Seminário

Gabrielli comenta matriz energética mundial

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou nesta segunda-feira (21), em seminário no Rio, projeções que mostram que até 2030 a matriz energética mundial não sofrerá grandes alterações, com predominância de petróleo, carvão e gás natural.

Agência Petrobras
22/02/2011 09:32
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O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo, apresentou nesta segunda-feira (21), em seminário no Rio, projeções que mostram que até 2030 a matriz energética mundial não sofrerá grandes alterações, com predominância de petróleo, carvão e gás natural.

 

Neste horizonte, a participação das fontes alternativas, hoje em torno de 13%, tem perspectiva de crescimento de até 16%. Embora seja esperada uma demanda por veículos hídricos, elétricos e a gás natural, a partir de 2015, as vendas destes automóveis ainda serão pequenas.

 

Segundo Gabrielli, o desenvolvimento tecnológico aumentará a eficiência energética e haverá uma mudança da demanda em nível mundial que será menor em países como EUA, Japão e da Europa e maior no Brasil, China e Oriente Médio. “Cerca de dois terços da demanda mundial virá de países de fora da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento Econômico (OCDE)”, formada por países de alta renda.

 

Gabrielli enfatizou a necessidade de ampliar o parque de refino nacional para atender o mercado interno. Ele destacou que, no ano passado, a demanda por petróleo e derivados no país cresceu 10%, índice maior do que o PIB que ficou em torno em 7,5%. Nossa última refinaria foi construída na década de 80 e, recentemente, fizemos a maior descoberta de reservas dos últimos 15 anos no mundo. Estamos no limite da capacidade interna de produção de gasolina, por exemplo".

 

O seminário Cenários da economia brasileira e mundial em 2011, realizado na sede da Firjan (RJ), foi promovido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 

 

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