ROG.e 2026
Presidente Jorge Hijjar destacou novas rotas de suprimento, expansão da infraestrutura e segurança regulatória para ampliar o mercado de gás no Brasil.
Redação TN Petróleo/Assessoria TBG
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A integração dos mercados de gás natural do Cone Sul e as novas possibilidades de suprimento para o Brasil estiveram entre os temas discutidos pela TBG no terceiro dia da ROG.e 2026, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O presidente da Companhia, Jorge Hijjar, participou de plenária que reuniu representantes do setor para debater a expansão da produção argentina, especialmente em Vaca Muerta, o declínio estrutural da oferta boliviana e os impactos dessas mudanças sobre os fluxos de gás e a infraestrutura de transporte na América do Sul.
Segundo Hijjar, a expansão da oferta argentina abre diferentes possibilidades de integração com o mercado brasileiro. Entre as alternativas estão o transporte de gás via Bolívia, o aproveitamento de rotas pelo Sul do Brasil, a conexão com terminais de GNL e o desenvolvimento de novos projetos de infraestrutura.
"A TBG ocupa uma posição relevante na integração entre Argentina, Brasil e os demais países do Cone Sul. Nesse contexto, a infraestrutura existente e a capacidade disponível para transporte podem contribuir para o atendimento da demanda do mercado", afirmou.
O executivo destacou que a rota via Bolívia se beneficia de uma infraestrutura de integração já consolidada, enquanto as alternativas pelo Sul do Brasil e por novas conexões exigem diferentes níveis de investimento e coordenação entre os países envolvidos. "A TBG já desenvolve estudos e projetos relacionados à ampliação de sua capacidade de transporte e à conexão com novas fontes de suprimento", reforçou Hijjar.
Para o presidente, a definição das alternativas deverá levar em conta não apenas a infraestrutura disponível, mas principalmente a competitividade do gás entregue ao consumidor. "O fator preponderante quando falamos de logística é a competição. Precisamos avaliar a que preço o gás argentino chegará ao Brasil e como ele vai se posicionar frente às demais fontes de suprimento disponíveis", explicou.
Apesar de reconhecer o cenário favorável à ampliação da competividade a partir da elevação da oferta argentina, o presidente pondera ainda a necessidade de um ambiente regulatório estável. Nesse cenário, o fator "preço" entra na equação, avalia Hiijar.
"Muitas vezes se discute apenas a tarifa da transportadora, mas a transportadora não define o preço do gás, e sim a tarifa pelo serviço de transporte. Hoje, essa tarifa representa uma parcela relativamente pequena do preço final. O mais importante é viabilizar a chegada de mais gás ao mercado a um preço final menor", explicou.
A infraestrutura de transporte esteve entre os principais pontos da plenária, que também discutiu os desafios de adaptação da malha às novas condições de oferta e demanda na América do Sul.
Participaram também para plenária: Alejandro Catalano Dupuy, Country Manager Brazil da Pan American Energy; Luciano Rojas, diretor Comercial de Gás e Líquidos da TotalEnergies; e Rodrigo Soares, General Manager da Shell Energy. A moderação foi conduzida por Vinicius Romano, vice-presidente de Mercados de Gás para a América Latina da Rystad Energy.
Considerada um dos principais eventos de petróleo, gás e energia da América Latina, a ROG.e 2026, que contou com o patrocínio silver da TBG, aconteceu entre os dias 21 e 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro. O encontro reuniu líderes, especialistas, empresas e formuladores de políticas públicas para discutir os desafios e oportunidades do setor energético, com destaque para temas como transição energética, descarbonização, inovação tecnológica e integração entre diferentes fontes de energia.
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