ROG.e 2026

Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empresas dos mercados de óleo, gás e energias

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
24/09/2026 10:49
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empresas dos mercados de óleo, gás e energias Imagem: Divulgação Firjan Visualizações: 70

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A Firjan SENAI, em parceria com o Sebrae Rio, realizou a 30ª edição do programa Rede de Oportunidades para Fornecedores (RdO Fornecedores) no primeiro dia da ROG.e 2026, na segunda-feira (21/9). Na ocasião, foi lançada a segunda edição da cartilha da iniciativa – voltada para micro e pequenas empresas (MPEs) dos mercados de petróleo, gás, energias e naval –, sendo está a primeira desenvolvida com o Sebrae. Principal feira de energia da América Latina, a ROG.e 2026 reúne mais de 400 empresas no Riocentro até quinta-feira (24/9).

Gerente-geral de Petróleo, Gás, Energias e Naval da Firjan, Karine Fragoso (foto) destacou a importância da cartilha focada para as MPEs. Conforme explicou, a cartilha visa contribuir para o posicionamento de fornecedores do mercado, apresentando dicas e informações e funcionando também como uma agenda de trabalho para planejamento do próximo ano de 2027.

"Desejamos apoiar a jornada das empresas do encadeamento produtivo fluminense e brasileiro e, assim, contribuir para que elas conheçam as oportunidades e os grandes players destes mercados e, consequentemente, para a geração de contratos industriais e de serviços no Rio de Janeiro", destacou Karine.

Para acessar a Cartilha clique no link!

Oportunidades com grandes players

O evento promoveu uma série de palestras de grandes empresas âncoras do mercado para o público fornecedor. Entre elas estavam Petrobras, Transpetro, PRIO, Braskem, Equinor, Seatrium, TBG e Ocyan.

Também participaram desta programação Danielle Rodrigues, coordenadora dos Projetos de Energia do Sebrae Rio, que reforçou o importante papel das MPEs para o mercado; Talita Müller, coordenadora de Design de Produtos de Saúde e Performance para Negócios da Firjan SESI, que apresentou o Programa Saúde para Pequena Indústria; Gabriel Amorim, gerente de Transferência, Estocagem e Utilidades do Complexo de Energias Boaventura na Petrobras, que apresentou ao público um vídeo institucional do empreendimento, além de uma palestra especial sobre o Complexo.

Clarissa Furtado, gerente de competitividade da ApexBrasil, destacou a relevância dos programas de qualificação e de bolsas de incentivo à exportação, convidando os fornecedores fluminenses a inserirem a internacionalização em suas estratégias de negócios. "Também estamos falando de competências necessárias, por exemplo, de entendimento do mercado, de colocar a exportação ou a internacionalização dentro da estratégia da empresa. É pensar em como trazer benefícios para a empresa em termos de inovação, de tecnologia", disse.

Ricardo Der Haroutiounian, CEO da Usemol, apresentou a estrutura do Portal Rede de Oportunidades, desenvolvido em parceria com a Firjan SENAI, ressaltando o ecossistema tecnológico que integra homologação, cotações (sourcing) e gestão de contratos com avaliação contínua de níveis de serviço (SLA), sem a necessidade de planilhas.

Critérios e processos de compra

O painel seguinte reuniu as empresas âncoras para apresentar suas dinâmicas de contratação ao público. Na ocasião, foram detalhados os critérios de seleção, os requisitos de cadastro e as particularidades operacionais de cada player.

A PRIO, representada por Lucas Prudencio, coordenador de Suprimentos, e Pedro Henrique de Souza, analista de Suprimentos, detalhou sua estratégia focada na revitalização e na extensão da vida útil de campos maduros de forma 100% verticalizada. Destacou que seu maior desafio na cadeia de suprimentos é a busca por fornecedores especializados em caldeiraria, pintura e spare parts para equipamentos críticos e obsoletos. Para negociar com a companhia, o cadastramento deve ser realizado no portal via Usemol, exigindo atenção rigorosa na seleção das 575 categorias de fornecimento e o envio de comprovações técnicas.

A Equinor, apresentada por Cássia Paes, líder de Projetos de Suprimentos, enfatizou seu portfólio diversificado em energia – abrangendo petróleo, gás, solar e eólica –, com forte alinhamento a metas globais de descarbonização em projetos como Bacalhau e Raia. A executiva ressaltou que a empresa exige rigoroso cumprimento de padrões de direitos humanos, ética e sustentabilidade de seus parceiros, sendo o ingresso na cadeia realizado de forma direta pelo portal global da companhia.

Já a Petrobras, por meio de Wilton Câmara, gerente setorial de Relacionamento com o Mercado Fornecedor, pontuou o cumprimento estrito da Lei das Estatais e ressaltou que Segurança, Compliance e Direitos Humanos são os três pilares inegociáveis para qualquer empresa que deseje contratar com a estatal. Ele destacou a relevância de manter o cadastro ativo no sistema para a obtenção do Certificado de Registro Cadastral (CRC), o que simplifica etapas de habilitação em licitações públicas e permite a participação em contratações por dispensa de valor.

A TBG, representada por Gleyce Ramos, gerente de Suprimentos, abordou a operação do maior gasoduto da América Latina - Gasoduto GASBOL, também conhecido como o Gasoduto Bolívia-Brasil. Ela ressaltou que a atuação da TBG de compras também é regida pela Lei das Estatais, combinando processos competitivos e contratações diretas. A executiva reforçou a importância da leitura atenta dos editais para o envio de propostas claras no portal próprio de compras da empresa, destacando que os fornecedores cadastrados são automaticamente notificados para dispensa de licitação por valor em demandas de até R$ 100 mil.

A Transpetro, por Guilherme Rosa Gomes, gerente de Estratégia de Contratação e Planejamento, destacou a vocação da empresa em logística, transporte de combustíveis e operações ship-to-ship, impulsionada pela incorporação da TPLog e pelo programa de reconstrução da frota naval própria. O executivo apontou que as grandes licitações da companhia são concentradas na plataforma Petronect, incentivando os fornecedores de bens e serviços de manutenção a monitorarem os estaleiros e projetos vencedores para se inserirem na subcadeia de suprimentos.

Pela Braskem, Rafael Pinzon, coordenador de Suprimentos, salientou que a empresa procura fornecedores locais no Rio de Janeiro. Ele valorizou a proximidade e a atenção dedicada que empresas de pequeno e médio porte conseguem oferecer aos contratos. O escopo de contratação da companhia é amplo e abrange desde serviços tradicionais de engenharia, manutenção, caldeiraria e automação até suprimentos essenciais como farmácia, materiais médicos e insumos de saúde.

A Seatrium Brasil, representada por Marina Moreno, coordenadora de Procurement, apresentou a força dos polos industriais de construção naval e fabricação de módulos em Angra dos Reis, Aracruz e Navegantes. As executivas pontuaram que todas as etapas de cotação e negociação ocorrem por meio do sistema Paradigma e reforçaram que o grupo realiza inspeções qualitativas no recebimento de materiais e avaliações anuais contínuas ancoradas na certificação anticorrupção ISO 37001.

Pela Ocyan, Wellington Souza, coordenador de Suprimentos, detalhou as entregas em serviços de engenharia, manutenção, montagem e integridade offshore a partir de sua base em Macaé. Wellington explicou que a empresa prioriza a segurança operacional e a integridade em altura e ressaltou que os novos parceiros devem realizar o pré-cadastro no site oficial, aceitando termos rígidos de SSMA e compliance, integrando-se posteriormente ao sistema Oracle Cloud da companhia.

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