Gás Natural

Gas Energy defende adoção imediata de um plano para aumentar a oferta

Plano tem dez medidas.

Redação
21/12/2012 10:30
Visualizações: 1186

 

A Gas Energy defendeu uma imediata intervenção
 no mercado de gás natural, tendo em vista os recorrentes problemas de desabastecimento e a falta de novas ofertas desta fonte energética, através da adoção de um plano emergencial composto por 10 medidas.
De acordo com a empresa o "Plano de Gás" teria como resultado um choque de oferta, ampliando o mercado dos 80 milhões de m³ /dia atuais para 200 milhões em 2020, correspondendo a 15% da matriz energética do Brasil.
“Seria, também um mercado muito mais competitivo, e sem os problemas de concentração de oferta que temos hoje, com suas consequências nocivas”, argumenta Marco Tavares, presidente do Conselho de Administração da Gas Energy.
O plano seria integrado pelas seguintes medidas:
1) Desinvestimento, pela Petrobras, dos ativos de gasodutos (pelo valor correto em parâmetros internacionais e já considerando a depreciação) e das participações nas distribuidoras de gás, o que poderia gerar recursos de US$ 15 bilhões para investimentos no pré-sal;
2) Desinvestimento, pela Petrobras, dos ativos de térmicas já instaladas, desconcentrando a oferta verticalizada no setor e permitindo a participação das empresas privadas;
3) Mudança do modelo contratual das novas térmicas, permitindo que elas possam comprar gás quase firme (100% de despacho no período seco e 70% de despacho no período úmido), com o preço sendo disputado pelos produtores de gás em leilões específicos estruturantes;
4) Imediato desenvolvimento de um Plano de Gás Não Convencional (em terra) que poderia agregar, em cinco anos, o equivalente a uma Bolívia (30 milhões de m3/dia de gás), com a vantagem de interiorizar a oferta;
5) Desenvolvimento de terminais privados de GNL nos extremos do território nacional, evitando enormes gastos em expandir a malha de gasodutos com volumes ineficientes (Norte e Sul do país);
6) Desenvolvimento imediato de um grande plano de cogeração e geração distribuída nos centros desenvolvidos, evitando custos de transmissão e distribuição e suas respectivas perdas em energia;
7) Desenvolvimento de um grande programa de uso de gás natural nos ônibus e caminhões leves nas grandes cidades, com um grande impacto ambiental favorável em relação ao diesel que importamos;
8) Utilização dos leilões estruturantes de gás natural e térmicas para incluir grandes indústrias químicas consumidoras de gás natural como matéria prima, de forma a evitar a atual concentração de investimento da Petrobras no setor;
9) Renegociação com a Bolívia, de forma a ampliar a exploração de gás naquele país e mudar a indexação atual;
10) Adaptação da Lei do Gás para a nova realidade de oferta e demanda, com alterações como liberação imediata do livre acesso aos gasodutos em mercados já desenvolvidos e obrigação de expansão em gasodutos antigos caso haja demanda do mercado.

A Gas Energy defendeu uma imediata intervenção no mercado de gás natural, tendo em vista os recorrentes problemas de desabastecimento e a falta de novas ofertas desta fonte energética, através da adoção de um plano emergencial composto por 10 medidas.


De acordo com a empresa o "Plano de Gás" teria como resultado um choque de oferta, ampliando o mercado dos 80 milhões de m³ /dia atuais para 200 milhões em 2020, correspondendo a 15% da matriz energética do Brasil.


“Seria, também um mercado muito mais competitivo, e sem os problemas de concentração de oferta que temos hoje, com suas consequências nocivas”, argumenta Marco Tavares, presidente do Conselho de Administração da Gas Energy.


O plano seria integrado pelas seguintes medidas:


1) Desinvestimento, pela Petrobras, dos ativos de gasodutos (pelo valor correto em parâmetros internacionais e já considerando a depreciação) e das participações nas distribuidoras de gás, o que poderia gerar recursos de US$ 15 bilhões para investimentos no pré-sal;


2) Desinvestimento, pela Petrobras, dos ativos de térmicas já instaladas, desconcentrando a oferta verticalizada no setor e permitindo a participação das empresas privadas;


3) Mudança do modelo contratual das novas térmicas, permitindo que elas possam comprar gás quase firme (100% de despacho no período seco e 70% de despacho no período úmido), com o preço sendo disputado pelos produtores de gás em leilões específicos estruturantes;


4) Imediato desenvolvimento de um Plano de Gás Não Convencional (em terra) que poderia agregar, em cinco anos, o equivalente a uma Bolívia (30 milhões de m3/dia de gás), com a vantagem de interiorizar a oferta;


5) Desenvolvimento de terminais privados de GNL nos extremos do território nacional, evitando enormes gastos em expandir a malha de gasodutos com volumes ineficientes (Norte e Sul do país);


6) Desenvolvimento imediato de um grande plano de cogeração e geração distribuída nos centros desenvolvidos, evitando custos de transmissão e distribuição e suas respectivas perdas em energia;


7) Desenvolvimento de um grande programa de uso de gás natural nos ônibus e caminhões leves nas grandes cidades, com um grande impacto ambiental favorável em relação ao diesel que importamos;


8) Utilização dos leilões estruturantes de gás natural e térmicas para incluir grandes indústrias químicas consumidoras de gás natural como matéria prima, de forma a evitar a atual concentração de investimento da Petrobras no setor;


9) Renegociação com a Bolívia, de forma a ampliar a exploração de gás naquele país e mudar a indexação atual;


10) Adaptação da Lei do Gás para a nova realidade de oferta e demanda, com alterações como liberação imediata do livre acesso aos gasodutos em mercados já desenvolvidos e obrigação de expansão em gasodutos antigos caso haja demanda do mercado.

 

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