Gás

GNL seria opção permanente, diz Barbassa

O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a importação de gás natural liqüefeito (GNL) está sendo firmemente estudado pela companhia e que o GNL seria uma alternativa permanente para os 15 milhões m³ diários que viriam da Bolívia.


18/05/2006 00:00
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O diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, afirmou que a importação de gás natural liqüefeito (GNL) está sendo firmemente estudado pela companhia e que o GNL seria uma solução permanente para suprir os 15 milhões de m³ diários adicionais que seriam importados da Bolívia antes da paralisação dos investimentos da Petrobras no país.

"O GNL é uma opção permanente e tende a crescer no mundo", afirmou o executivo. Com esta opção, o gás pode ser transportado como o petróleo e se torna equivalente no aspecto logístico. "Com o desenvolvimento de várias plantas está sendo criado um mercado spot de gás no mundo", comentou.

O diretor admite, no entanto, que ao assumir a mesma natureza do petróleo, o gás também sofreria as mesmas alterações de preço e disponibilidade do petróleo em função de instabilidades geopolíticas mundiais.

No entanto, em relação à situação boliviana, Barbassa pondera que "o gasoduto deveria cria maior dependência, mas no caso da Bolívia, com a atitude que está tomando, ela acaba desvalorizando seu próprio produto. Na medida em que a Bolívia coloca alguma dúvida sobre o suprimento, o gás interruptível passa a ser competitivo em relação ao gás com oferta firme".

Segundo Barbassa, as plantas de regaseificação para a utilização do GNL seriam construídas no Nordeste e no Sudeste. Na região Sudeste, o estado do Rio de Janeiro é considerado a melhor opção. Embora tenham comentado a possibilidade de instalação de uma planta mais ao sul da região, Barbassa acredita que o Rio tem melhores chances e, ainda que tenham mais gás disponível vindo da Bacia de Campos. "O estado é um grande consumidor, assim como São Paulo e Minas Gerais", diz.

O executivo informa que o custo de construção de uma planta de regaseificação é variável desde pouco mais de US$ 100 milhões até US$ 300 milhões, dependendo de uma série de escolhas de características da unidade. A importação poderia ser feita de várias fontes, como Nigéria, Angola, Trinidad e Tobago, Argélia, entre outros.

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