Política

Governo começa a retirar os estímulos à economia

BNDES diminuirá créditos.

Valor Econômico
05/11/2013 10:22
Visualizações: 571

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem ao 'Valor' que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) não será mais uma instituição de R$ 190 bilhões, mas de algo entre R$ 150 bilhões e R$ 155 bilhões. São recursos, disse ele, "mais que suficientes para financiar as prioridades nas quais os bancos privados não têm interesse". Ele revelou que o Tesouro Nacional fará empréstimo de cerca de R$ 22 bilhões ao banco neste ano, recursos que se somam aos R$ 15 bilhões já repassados em 2013 a título de capitalização.
A redução de aportes ao BNDES e a diminuição dos créditos subsidiados do banco são parte do desmonte do conjunto de estímulos fiscais e creditícios concedidos à economia no pós-crise de 2008/09. "Depois de 2009, o ano de 2013 foi o pior desse período de crise. E não só para o Brasil, mas para o México, a China, a Índia", disse Mantega, acrescentando que a diminuição dos estímulos e a esperada recuperação da economia vão fazer com que os resultados fiscais de 2014 sejam melhores que os deste ano. "Estamos no fim da crise de 2008, que ainda não passou, com seus resquícios e suas consequências", afirmou.
Para 2013, o ministro informou que o governo central cumprirá superávit primário de R$ 73 bilhões nas contas públicas, o equivalente a 1,5% do PIB - até setembro, a economia foi de apenas R$ 26,6 bilhões. Em 2009, assinalou, o superávit primário caiu para 2,1% do PIB, frente à meta de 3,1% do PIB, e "ninguém reclamou". "Agora, estamos recompondo o IPI sobre bens duráveis, não vamos mais conceder desonerações e o subsídio do BNDES será bem menor", assegurou.
Mantega atribuiu também os gastos maiores em 2013 à area de energia. Foram desembolsados R$ 30 bilhões a título de indenização às empresas que aceitaram os termos propostos pelo governo para renovar os contratos de concessão de hidrelétricas e linhas de transmissão. Houve ainda um custo maior com energia térmica, usada para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas. "Só em setembro foram R$ 2,5 bilhões", revelou.
O ministro disse, ainda, que a fórmula de reajuste dos combustíveis não pode comprometer a política de controle da inflação nem representar algum tipo de indexação, seja à taxa de câmbio ou a preços domésticos.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem ao 'Valor' que o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) não será mais uma instituição de R$ 190 bilhões, mas de algo entre R$ 150 bilhões e R$ 155 bilhões. São recursos, disse ele, "mais que suficientes para financiar as prioridades nas quais os bancos privados não têm interesse". Ele revelou que o Tesouro Nacional fará empréstimo de cerca de R$ 22 bilhões ao banco neste ano, recursos que se somam aos R$ 15 bilhões já repassados em 2013 a título de capitalização.

A redução de aportes ao BNDES e a diminuição dos créditos subsidiados do banco são parte do desmonte do conjunto de estímulos fiscais e creditícios concedidos à economia no pós-crise de 2008/09. "Depois de 2009, o ano de 2013 foi o pior desse período de crise. E não só para o Brasil, mas para o México, a China, a Índia", disse Mantega, acrescentando que a diminuição dos estímulos e a esperada recuperação da economia vão fazer com que os resultados fiscais de 2014 sejam melhores que os deste ano. "Estamos no fim da crise de 2008, que ainda não passou, com seus resquícios e suas consequências", afirmou.

Para 2013, o ministro informou que o governo central cumprirá superávit primário de R$ 73 bilhões nas contas públicas, o equivalente a 1,5% do PIB - até setembro, a economia foi de apenas R$ 26,6 bilhões. Em 2009, assinalou, o superávit primário caiu para 2,1% do PIB, frente à meta de 3,1% do PIB, e "ninguém reclamou". "Agora, estamos recompondo o IPI sobre bens duráveis, não vamos mais conceder desonerações e o subsídio do BNDES será bem menor", assegurou.

Mantega atribuiu também os gastos maiores em 2013 à area de energia. Foram desembolsados R$ 30 bilhões a título de indenização às empresas que aceitaram os termos propostos pelo governo para renovar os contratos de concessão de hidrelétricas e linhas de transmissão. Houve ainda um custo maior com energia térmica, usada para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas. "Só em setembro foram R$ 2,5 bilhões", revelou.

O ministro disse, ainda, que a fórmula de reajuste dos combustíveis não pode comprometer a política de controle da inflação nem representar algum tipo de indexação, seja à taxa de câmbio ou a preços domésticos.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Margem Equatorial
Poço Morpho: Petrobras descobre hidrocarbonetos em águas...
15/08/26
Fenasucro
Necta destaca biometano como alternativa ao diesel duran...
14/08/26
Fenasucro
Binatural defende ampliação do uso de biodiesel em setor...
14/08/26
Petrobras
Ao completar 20 anos, ativo de Tupi alcança produção acu...
14/08/26
Fenasucro
Do biobunker ao biometano, bioenergia avança sobre novos...
14/08/26
ANP
Participação Especial: valores referentes à produção do ...
14/08/26
Evento
IBP discute os impactos da tecnologia e inovação no futu...
14/08/26
Premiação
Tereos é destaque no prêmio MasterCana com projetos de i...
14/08/26
Firjan
BR Offshore apresenta na Firjan Norte Fluminense projeto...
14/08/26
Evento
UDOP participa de mesa redonda no Conexão Cana 2026
13/08/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda estabili...
13/08/26
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.