Energia

Governo decide diminuir o uso de termelétricas para geração de energia

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu hoje (30) que a geração de energia por termelétricas no país deverá diminuir a partir da próxima semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a geração, que é de 4 mil megawatts (MW) médios atualmente,

Agência Brasil
31/08/2010 09:01
Governo decide diminuir o uso de termelétricas para geração de energia Visualizações: 351
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu hoje (30) que a geração de energia por termelétricas no país deverá diminuir a partir da próxima semana. De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, a geração, que é de 4 mil megawatts (MW) médios atualmente, vai passar para 2,5 mil MW médios. “Isso é um sinal interessante, é um sinal de tranquilidade em relação ao sistema”, disse o ministro. 

As termelétricas são utilizadas no Brasil principalmente para evitar que falte energia no país em épocas de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos. Zimmermann assegurou que o nível dos reservatórios está satisfatório, e que não há risco de faltar energia. 

Segundo ele, o Sudeste está com uma média de 90% dos reservatórios cheios, o que é um bom padrão para essa época do ano. Já no Nordeste, o nível está um pouco mais baixo, mas isso não compromete a segurança do sistema, de acordo com o ministro. 

“O sistema está tranquilo, operando dentro das condições, o que nos leva até a poder reduzir [o uso de termelétricas]. Vamos acompanhando como vai ser a projeção para as próximas semanas e, se for necessário, voltaremos a atuar com térmicas”, explicou.
O CMSE é formado pelo Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). 

Zimmermann também afirmou hoje que o governo não pretende privatizar a construção e operação de usinas nucleares, ao contrário do que foi divulgado recentemente pela imprensa. “Não existe nenhum estudo, não existe nada com relação a isso”, garantiu o ministro.
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