Porto de Santos

Governo Federal estuda renovar contratos de arrendamentos

Após anunciar a licitação de terminais portuários com contratos de exploração vencidos ou prestes a vencer, o Governo Federal volta atrás e afirma que estuda a renovação do arrendamento de algumas dessas instalações. Pelo m

A Tribuna
18/09/2013 12:08
Visualizações: 862
Após anunciar a licitação de terminais portuários com contratos de exploração vencidos ou prestes a vencer, o Governo Federal volta atrás e afirma que estuda a renovação do arrendamento de algumas dessas instalações. Pelo menos uma delas já teve a manutenção de seu contrato confirmado. Trata-se da unidade da ADM do Brasil no Porto de Santos, que ocupa os armazéns 39, XLI e XLIII (51 e 53 externos), no Corredor de Exportação.

A decisão do Governo de renovar os contratos foi confirmada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que é a responsável pela licitação dos terminais portuários no país. Segundo a entidade, seus técnicos estão “concluindo o levantamento em todos os portos para verificar quais arrendamentos se encontram nesta situação”. A renovação dependerá se a empresa “tem direito a regular renovação prevista em contrato” e se há o que a agência reguladora descreveu como “caráter de política pública”, ou seja, se tal medida está em sintonia com os planos da União para o setor, o que será decidido pela Casa Civil e pela Secretaria de Portos.

No último dia 9 de agosto, o Governo Federal anunciou que licitaria 20 áreas do Porto de Santos e 20 áreas em complexos marítimos do Pará. No caso santista, esses terrenos seriam agrupados em 11 terminais. Em sua maioria, tratam-se de glebas atualmente arrendadas a empresas e cujos contratos já venceram ou estão prestes a vencer nos próximos anos. Nesses casos, os direitos de exploração até poderiam ser renovados, mas, na época, a união informou que não manteria as concessões, mas faria novas licitações, a fim de motivar investimentos nos portos.

Tal decisão revoltou empresários do setor, acostumados com o antigo marco regulatório, a Lei de Modernização dos Portos (Lei 8.630). Ela previa que a decisão sobre a renovação caberia à Brasília. E quase sempre a resposta federal era favorável à iniciativa privada. Essa prática mudou – ou pelo menos, foi o que o Planalto anunciou - em 5 de junho último, com a promulgação da nova Lei dos Portos (a de nº 12.815).

No último dia 30, na audiência pública realizada pela Antaq em Santos, para debater as licitações de áreas portuárias, vários empresários e consultores criticaram a decisão de Governo de encerrar contratos de arrendamento que poderiam ser renovados. Entre esses casos, estava o da ADM, multinacional líder na exportação de soja.

Uma semana e meia depois, Brasília mudou de ideia em relação à empresa. A própria ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, anunciou que o contrato com a exportadora seria renovado e as áreas exploradas por ela no complexo santista não mais seriam licitadas.


Justificativa

Questionada sobre a mudança de rumo, a ministra disse que, “na audiência pública (do dia 30), os empresários alegaram que a ideia original poderia gerar monopólio (o plano da União era transformar os terminais de embarque de grão em uma única instalação, a ser operada por uma única empresa). E monopolizar não seria bom para a concorrência, por isso podemos atender o pleito”.

Segundo a Antaq, a nova decisão do Planalto tem o objetivo de “conferir segurança jurídica àqueles arrendatários que vem cumprindo com suas obrigações contratuais junto às Autoridades Portuárias”.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
Resultado
Com 5,304 milhões de boe/d, produções de petróleo e de g...
02/04/26
Logística
Vast realiza primeira operação de transbordo de petróleo...
01/04/26
ANP
Audiência pública debate revisão de resolução sobre aqui...
01/04/26
Biocombustíveis
RenovaBio: ANP divulga metas definitivas para as distrib...
31/03/26
Drilling
Norbe IX, da Foresea, conclui parada programada de manut...
31/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23