Termelétrica

Governo vai atuar junto à Petrobras para acionar térmicas de baixo custo, diz ONS

Reuters, 20/09/2017
20/09/2017 17:00
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O governo vai trabalhar para viabilizar contratos entre a Petrobras e usinas termelétricas de baixo custo que atualmente estão paradas, como forma de evitar o acionamento de térmicas mais caras, que teriam impacto maior sobre os custos da energia, disse nesta quarta-feira o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata.

Segundo ele, os esforços deverão se concentrar neste momento em retomar a geração nas termelétricas Araucária, da paranaense Copel; Cuiabá, da Âmbar, elétrica da J&F, controladora do grupo de alimentos JBS; e Termonorte II, de um produtor independente de energia.

As duas primeiras usinas utilizam gás natural como combustível, enquanto a TermoNorte II funciona com óleo combustível.

"O governo vai atuar junto à Petrobras para viabilizar o gás para essas termelétricas...é um empenho do governo junto à Petrobras para resolver o problema, principalmente porque essas são usinas mais baratas", disse Barata a jornalistas nos bastidores de um evento do setor em São Paulo.

No caso da usina da Âmbar, o contrato com a Petrobras foi rescindido pela petroleira após executivos da J&F admitirem prática de corrupção em acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal.

Desde então, a Âmbar tem tentado recuperar o suprimento com ações judiciais e com uma chamada em busca de novos fornecedores.

Na terça-feira, o governo realizou reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) devido a projeções pessimistas de chuvas nas hidrelétricas nos próximos meses, que geram preocupação com um aumento no custo para atendimento à demanda por eletricidade.

"As condições climáticas estão muito ruins...precisamos conscientizar a população sobre essa condição, para incentivar um consumo consciente. Não vai faltar energia, mas vai ficar mais cara", disse Barata.

 

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