Petróleo e Gás

Grandes petroleiras se voltam para os países mais estáveis da OCDE

 Vinte anos atrás, as grandes companhias petrolíferas ocidentais viam seu futuro na África, América Latina e ex-União Soviética, que mudanças políticas e novas tecnologias estavam abrindo para elas. No entanto, uma onda de nacionalismo no

Valor Econômico
27/04/2010 03:03
Visualizações: 441

"Não tememos estar em lugares como a África, mas na OCDE temos menor risco político e tributação mais previsível", disse Patrice de Vivies, diretor de prospecção da Total no Europa Setentrional, mirando o norte, na direção das colunas de fumaça que emergem das chamas nas colunas queimadoras de gases no campo Brent, a 30 quilômetros de distância.

 

Embora as empresas ainda mantenham-se interessadas em contratos no Oriente Médio, África, América Latina e ex-URSS, existe amplo consenso de que oportunidades atraentes nessas áreas serão escassas. Maior empresa europeia petrolífera em valor de mercado, a Royal Dutch Shell disse que planeja canalizar entre 60% e 70% de seus investimentos nos países industrializados pertencentes à OCDE. "Queremos uma determinada parcela de investimento alocada no âmbito da OCDE porque pensamos que, no longo prazo, teremos maior estabilidade política e fiscal lá", disse Peter Voser, executivo-chefe da Shell.

 

 

Anteriormente, grandes projetos na Rússia e na Nigéria implicavam menor proporção de investimento nos países da OCDE em relação outros países, disse Simon Henry, CFO da Shell.

 

 

A Repsol, importante petrolífera espanhola cujos campos de gás na Bolívia foram estatizados em 2006, assumiu como pedra angular de sua estratégia reequilibrar seu portfólio assumindo um foco na OCDE, iniciando novos empreendimentos no Golfo do México, Alasca e Canadá, disse um porta-voz. A Exxon Mobil, que saiu da Venezuela devido ao confisco de seus ativos nesse país e disse que não colocaria mais dinheiro na Rússia até que suas regras sobre investimento estrangeiro ficassem mais claras, sinalizou seu foco ao ver aceita em dezembro sua proposta de compra da XTO Energy, produtora americana de gás, por US$ 27 bilhões. A Chevron disse crer que sua produção OCDE vá crescer.

 

 

Isso contribuiu para ausências em concorrências e não distibuição de licenciamentos na Venezuela e na Argélia nos últimos quatro meses. Maior investimento e produção nos EUA e na Europa vai ao encontro do desejo dos líderes políticos de aumentar a segurança do suprimento energético, mas para as empresas a motivação é exclusivamente econômica. "Há pouca vantagem em alocar grandes investimentos em países ricos em recursos naturais, se os retornos não são comparáveis com as outras opções em um "portfólio", disse Iain Brown, vice-presidente para produção na consultora Wood Mackenzie, em Edimburgo. A OCDE, alvo de muitas aberturas de poços, é atraente apesar de as dimensões das descobertas serem menores.

 

 

 

Os custos de produção em países fora da OCDE são muito mais baixos, mas os impostos e royalties são altos e os acordos de partilha de produção muitas vezes asseguram ao governo anfitrião a parte do leão dos lucros. Há também os custos associados a instabilidades em países fora da OCDE. Na Nigéria, por exemplo, a violência paralisa um terço da produção.

 

 

 

Fonte: Valor Econômico/ Agências internacionais    

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
UDOP participa de mesa redonda no Conexão Cana 2026
13/08/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Equilíbrio entre oferta e demanda estabili...
13/08/26
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.