Empresas

Honeywell prevê expansão no país com projetos de aviação e energia

Na AL, Brasil é o maior mercado para a companhia.

Valor Econômico
08/01/2014 10:26
Visualizações: 1306

 

O desempenho fraco da balança comercial em 2013 e as perspectivas de pouca melhora este ano, com queda nos preços de commodities e aumento das importações, preocupa uma parcela significativa das indústrias. Mas, para a Honeywell, grupo americano de automação e sistemas de controle e segurança, o cenário para 2014 no Brasil é positivo.
Para Shane Tedjarati, presidente e executivo-chefe mundial para regiões de alto crescimento, apesar das perspectivas de inflação acima da meta de 4,5% e de crescimento baixo da economia, em torno de 2%, os negócios da Honeywell vão se expandir acima desses patamares este ano, sobretudo nas áreas aeroespacial, automotiva e de eficiência energética.
"Normalmente a companhia cresce cinco a dez vezes mais que o PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. A expectativa para 2014 é de um ano de bom crescimento", afirmou o executivo, sem citar números. Ele disse apenas que a expectativa para os países emergentes - incluindo o Brasil - é de um incremento em receita de 15% este ano.
A América Latina responde por 8% da receita global da Honeywell, sendo que o Brasil é o maior mercado na região para a companhia. A Honeywell estima para 2014 um aumento de 4% a 5% na sua receita global, para um valor entre US$ 40,3 bilhões e US$ 40,7 bilhões. No ano de 2013 a receita situou-se entre US$ 38,8 bilhões e US$ 39 bilhões. Para o lucro líquido, a previsão é de um aumento de 8% a 12% este ano, para algo entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,4 bilhões, ante um lucro de aproximadamente US$ 3,9 bilhões alcançado em 2013.
No Brasil, um dos agentes do crescimento é a área de aviônica, disse Tedjarati. A Honeywell fechou em fevereiro de 2013 um contrato de cinco anos com a Embraer, no valor de US$ 2,8 bilhões, para fornecer equipamentos de aviônica de segunda geração para os novos jatos regionais E-170 e E-190 da Embraer.
A companhia também prevê expandir os negócios na área de óleo e gás, graças ao avanço dos projetos na área do pré-sal. A Honeywell, por meio da sua subsidiária UOP Separex, já tem contratos com a Petrobras, com duração até 2017, para fornecer tecnologia de sistemas de membrana para processar gás natural em plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSO) da estatal. O executivo estima ainda um aumento nas vendas de componentes para o setor automotivo. No Brasil, a Honeywell produz sistemas de turboalimentação.
Além dessas áreas, a Honeywell fornece tecnologias de controle para edifícios, residências e indústrias, sistemas de automação e materiais especiais. No Brasil, a companhia emprega 900 pessoas e mantém 12 unidades. Em setembro do ano passado, a Honeywell concluiu a compra da Intermec, companhia de equipamentos, sistemas e serviços de automação, por US$ 600 milhões. Com a aquisição, o grupo tornou-se o maior competidor no país em sistemas de automação. "Antes disso éramos um competidor pequeno no país", disse Tedjarati.
Com a compra, o grupo herdou uma fábrica de equipamentos que a Intermec mantinha em Itajubá (MG) e uma equipe de aproximadamente 30 pessoas. Tedjarati disse que esses funcionários foram integrados à área de tecnologias digitais e mobilidade, uma das treze áreas de negócios da Honeywell. A Intermec fabrica no país sistemas para identificação de veículos por radiofrequência (também conhecidos como tags de cobrança automática), usadas por companhias como Sem Parar e Via Fácil.
Ben Driggs, presidente da Honeywell no Brasil, citou essas tags como uma das tecnologias que a Intermec detinha e que abriram um novo nicho de mercado para o grupo americano atuar no país. "Existem muitas tecnologias complementares que colocarão a Honeywell em uma forte posição no mercado internacional", disse Driggs. O executivo afirmou que a meta é implantar parte dessas tecnologias em mercados de forte crescimento, como a Ásia. Além das tags de cobrança automática, a Intermec produz coletores para captura e transmissão de dados para gestão de estoques, chão de fábrica, armazéns e varejo.

O desempenho fraco da balança comercial em 2013 e as perspectivas de pouca melhora este ano, com queda nos preços de commodities e aumento das importações, preocupa uma parcela significativa das indústrias. Mas, para a Honeywell, grupo americano de automação e sistemas de controle e segurança, o cenário para 2014 no Brasil é positivo.

Para Shane Tedjarati, presidente e executivo-chefe mundial para regiões de alto crescimento, apesar das perspectivas de inflação acima da meta de 4,5% e de crescimento baixo da economia, em torno de 2%, os negócios da Honeywell vão se expandir acima desses patamares este ano, sobretudo nas áreas aeroespacial, automotiva e de eficiência energética.

"Normalmente a companhia cresce cinco a dez vezes mais que o PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro. A expectativa para 2014 é de um ano de bom crescimento", afirmou o executivo, sem citar números. Ele disse apenas que a expectativa para os países emergentes - incluindo o Brasil - é de um incremento em receita de 15% este ano.

A América Latina responde por 8% da receita global da Honeywell, sendo que o Brasil é o maior mercado na região para a companhia. A Honeywell estima para 2014 um aumento de 4% a 5% na sua receita global, para um valor entre US$ 40,3 bilhões e US$ 40,7 bilhões. No ano de 2013 a receita situou-se entre US$ 38,8 bilhões e US$ 39 bilhões. Para o lucro líquido, a previsão é de um aumento de 8% a 12% este ano, para algo entre US$ 4,2 bilhões e US$ 4,4 bilhões, ante um lucro de aproximadamente US$ 3,9 bilhões alcançado em 2013.

No Brasil, um dos agentes do crescimento é a área de aviônica, disse Tedjarati. A Honeywell fechou em fevereiro de 2013 um contrato de cinco anos com a Embraer, no valor de US$ 2,8 bilhões, para fornecer equipamentos de aviônica de segunda geração para os novos jatos regionais E-170 e E-190 da Embraer.

A companhia também prevê expandir os negócios na área de óleo e gás, graças ao avanço dos projetos na área do pré-sal. A Honeywell, por meio da sua subsidiária UOP Separex, já tem contratos com a Petrobras, com duração até 2017, para fornecer tecnologia de sistemas de membrana para processar gás natural em plataformas flutuantes de produção, armazenamento e transferência (FPSO) da estatal. O executivo estima ainda um aumento nas vendas de componentes para o setor automotivo. No Brasil, a Honeywell produz sistemas de turboalimentação.

Além dessas áreas, a Honeywell fornece tecnologias de controle para edifícios, residências e indústrias, sistemas de automação e materiais especiais. No Brasil, a companhia emprega 900 pessoas e mantém 12 unidades. Em setembro do ano passado, a Honeywell concluiu a compra da Intermec, companhia de equipamentos, sistemas e serviços de automação, por US$ 600 milhões. Com a aquisição, o grupo tornou-se o maior competidor no país em sistemas de automação. "Antes disso éramos um competidor pequeno no país", disse Tedjarati.

Com a compra, o grupo herdou uma fábrica de equipamentos que a Intermec mantinha em Itajubá (MG) e uma equipe de aproximadamente 30 pessoas. Tedjarati disse que esses funcionários foram integrados à área de tecnologias digitais e mobilidade, uma das treze áreas de negócios da Honeywell. A Intermec fabrica no país sistemas para identificação de veículos por radiofrequência (também conhecidos como tags de cobrança automática), usadas por companhias como Sem Parar e Via Fácil.

Ben Driggs, presidente da Honeywell no Brasil, citou essas tags como uma das tecnologias que a Intermec detinha e que abriram um novo nicho de mercado para o grupo americano atuar no país. "Existem muitas tecnologias complementares que colocarão a Honeywell em uma forte posição no mercado internacional", disse Driggs. O executivo afirmou que a meta é implantar parte dessas tecnologias em mercados de forte crescimento, como a Ásia. Além das tags de cobrança automática, a Intermec produz coletores para captura e transmissão de dados para gestão de estoques, chão de fábrica, armazéns e varejo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
ANP
Oferta Permanente: 6º Ciclo de Concessão terá 22 setores...
06/08/26
Internacional
Tarifaço EUA, Firjan Internacional elabora cartilha de a...
06/08/26
Bacia de Campos
Projeto Raia avança com novos marcos em um dos principai...
06/08/26
Resultado
ENGIE Brasil Energia registra lucro líquido de R$ 1,9 bi...
06/08/26
Resultado
BRAVA Energia alcança recorde histórico de receita líqui...
06/08/26
Drilling
Foresea completa 3 anos de liderança com frota contratad...
05/08/26
Oferta Permanente
ANP participa de cerimônia alusiva à assinatura de contr...
05/08/26
SOG 2026
Petrol Industrial S.A. Consolida Presença Regional e Apr...
05/08/26
Gás Natural
IBP, ABRACE e Abpip lançam novo Relivre com foco na comp...
05/08/26
SOG 2026
HYTORC CENTRAL BR reforça sua presença no mercado de óle...
05/08/26
SOG 2026
ABPIP fortalece agenda de desenvolvimento territorial em...
04/08/26
Fenasucro
Brasil concentra oportunidades de investimento em biocom...
04/08/26
Transição Energética
Segurança energética e transição entram no centro do deb...
04/08/26
Etanol
Alteração de normas sobre comercialização de etanol anid...
03/08/26
SOG 2026
SOG26 supera a edição anterior e reforça o papel estrat...
03/08/26
Resultado
ANP divulga dados consolidados da produção de petróleo e...
03/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.