Petróleo

HRT faz oferta por parte da Petra nos blocos na Amazônia

Valor Econômico
27/05/2011 09:59
Visualizações: 1012
A HRT decidiu exercer seu direito de compra da participação de 45% da sua sócia Petra em 21 blocos exploratórios que as duas dividem na Amazônia por R$ 1,28 bilhão. Em nota ao mercado, a HRT informou que trata-se de um preço "fixo e irreajustável". A quantia equivale a US$ 796 milhões pelo câmbio de ontem, e foi estipulada com base no valor de fechamento da oferta pública de ações da HRT, em outubro de 2010.
 

A decisão da HRT de exercer sua opção foi tomada após a Petra, controlada pelo empresário Roberto Viana, recusou oferta de US$ 1,050 bilhão da TNK-BP, joint-venture entre a russa TNK (Alfa Group e Access Renova) e a inglesa BP. O Valor apurou que a Petra entende que sua participação vale mais do que isso, podendo chegar a até US$ 3 bilhões.
 

Desde que a HRT abriu capital, o papel subiu 24,17% - chegou a acumular alta de 80,83% no dia 17 de março - enquanto o Ibovespa caiu 7,81% no período. O negócio bilionário, que poderia ser mais um entre os que estão agitando o setor de óleo e gás no Brasil, pode se tornar um contencioso de grandes proporções.
 

A TNK-BP é a terceira maior produtora de petróleo da Rússia, com receitas de US$ 40 bilhões no ano passado e valor de mercado próximo a US$ 35 bilhões. Os russos estariam dispostos a aumentar o valor da proposta pela área da Petra e ontem à noite um novo comunicado da HRT informava que a TNK aceitaria negociar "outras soluções, incluindo pagamentos ajustáveis de acordo com resultados operacionais e reservas que excedessem as expectativas".
 

Procurada, a Petra não quis se pronunciar, informando apenas que "irá respeitar integralmente todos e quaisquer direitos da HRT e vai exigir o respeito a todos e quaisquer direitos para que receba o valor justo de mercado por suas ações". Após o comunicado sobre a aquisição na manhã de ontem, as ações da HRT subiram 6,8%. A valorização se deve à percepção de que, se não aceitar a oferta russa, a Petra será obrigada a vender seus 45% para a HRT por um valor US$ 250 milhões menor. John Forman, diretor da HRT, explicou que a decisão da empresa de exercer a opção de compra foi tomada porque o prazo venceu na quarta-feira.
 

A TNK-BP não é a primeira grande estrangeira a mostrar interessa na participação da Petra no Solimões. O Valor apurou que a chinesa Sinopec desistiu da negociação em janeiro, aparentemente por ter considerado excessivo o valor pedido. Além dos russos, outras empresas que mostraram interesse foram a francesa Total e a colombiana Ecopetrol.
 

Recentemente a Petra se associou ao banco BTG Pactual, que comprou 9% das suas ações. A empresa tem um vasto programa exploratório para cumprir na bacia do São Francisco, em Minas, única área que ela não vendeu para parceiros dispostos a investir. A Petra cedeu 70% da gigantesca área que detinha na bacia do Parnaíba - 21 mil km2 - para a OGX e 55% dos 48.485 km2 no Solimões para a HRT. Nessas áreas a Petra fez acordos pelos quais as sócias se comprometeram a realizar os investimentos em troca de participação acionária. Até um determinado volume de investimentos, a Petra tinha o direito de ser "carregada", como se diz no jargão do setor para empresas que têm sua parte nos investimentos feitas por outros. Trocou o controle por uma participação fixa nos resultados futuros.
 

No jargão do setor, a HRT fez um "farm in" em blocos concedidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os do Solimões foram arrematados em 2005 pela argentina Oil M&S e custaram, cada um, R$ 10 mil. Três anos depois, 51% dessas áreas foram vendidas para a HRT por US$ 30 milhões, em uma valorização de 68.000%. Em agosto do ano passado, a HRT comprou mais 4%. Foi quando as duas empresas assinaram um adendo ao acordo anterior, estabelecendo que a HRT poderia, "com base em determinados parâmetros contratualmente definidos" negociar a participação da Petra nos blocos do Solimões ou adquirir essa participação. Segundo o fato relevante, a HRT não pretende ficar com a participação da Petra. Até 2014 serão necessários investimentos de US$ 3,5 bilhões somente na perfuração de poços no Solimões.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Descomissionamento
Descomissionamento: ANP realiza audiência pública sobre ...
13/08/26
Geração de Energia
Campo Grande recebe quatro dias de debates sobre bioener...
12/08/26
Biometano
Com salto de 75% na produção, setor de biometano lança d...
12/08/26
Agronegócio
Firjan comemora aprovação do Programa de Desenvolvimento...
12/08/26
Internacional
KPMG: consumo de combustível fóssil cai, apesar da parti...
12/08/26
Fenasucro
Abertura da Fenasucro & Agrocana destaca liderança do Br...
12/08/26
Terminais
Ultracargo finaliza investimentos em melhorias no termin...
11/08/26
Evento
IBP e BIP reúnem líderes para discutir a tecnologia no f...
11/08/26
Evento
Gestão de Ativos ganha protagonismo na estratégia empres...
11/08/26
Fenasucro
CEO da ORPLANA modera debate sobre cana e milho na Fenas...
11/08/26
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.