COP30

IBP e Câmara Brasil-Texas debatem papel estratégico do Brasil na COP30

Especialistas defendem foco em implementação, financiamento e o equilíbrio na transição energética.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
17/10/2025 13:30
IBP e Câmara Brasil-Texas debatem papel estratégico do Brasil na COP30 Imagem: Divulgação Chervron Visualizações: 1550

O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), em parceria com a Câmara de Comércio Brasil-Texas (BRATECC) e o Centro de Estudos de Energia do Instituto Baker, realizou nesta quarta-feira (15/10) o webinar "COP30 na Amazônia: Um Diálogo Estratégico para a Confirmação da Ação Climática". O evento reuniu especialistas dos setores de energia, diplomacia e indústria para debater os desafios e as oportunidades da conferência climática que será realizada pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA), em novembro.

O encontro virtual teve como objetivo revisar os resultados de COPs anteriores e abordar tópicos críticos para o avanço da agenda climática no Brasil e nas Américas. Os participantes apontaram a necessidade de transformar os debates em ações práticas.

Roberto Ardenghy, presidente do IBP, destacou a importância de avançar para a fase de execução dos projetos. "Nas duas últimas COPs foram debatidas intensamente a financiabilidade da transição energética. Agora é a hora de implementar os projetos. A COP30 é uma excelente oportunidade para nós promovermos essa agenda num caminho de equilíbrio, reconhecendo que a sociedade necessita de óleo e gás para movimentar a economia e o transporte."

Já Carla Lacerda, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Texas, reforçou a urgência da colaboração entre os setores. "Existe uma urgente necessidade de ação para todos os setores, e o setor privado tem um papel determinante nesse contexto e no debate da COP30. A Amazônia não é apenas um lugar para visitar, mas um lembrete do que devemos ter e proteger."

Para Francisco Monaldi, Diretor do Programa de Energia da América Latina do Instituto Baker, o Brasil possui uma posição singular no cenário global. "O país tem uma posição única no cenário de energia, com fontes diversificadas como solar e eólica, que auxiliam no processo de descarbonização. Possui ainda recursos atrativos como óleo, gás e minerais críticos, o que traz grandes oportunidades e também desafios interessantes."

Representante do governo brasileiro, João Marcos Paes Leme, diretor do departamento de energia do Itamaraty, confirmou o foco da conferência em buscar entregas concretas para o processo de descarbonização e transição energética. "Entendemos que essa é uma COP30 de implementação. Teremos um road map importante a tratar, com comprometimentos e ações que não foram feitas antes. Temos debates importantes, como os combustíveis sustentáveis, onde o Brasil tem papel relevante, além de ser importante colocar na mesa o avanço em hidrogênio e outras fontes renováveis."

Com a perspectiva da indústria internacional, Arthur Lee (foto), consultor para Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Chevron, apontou uma das principais barreiras a serem superadas. "O financiamento é um desafio. Não se trata apenas de onde pegar o dinheiro, mas também de saber quem vai gerenciar o recurso e como será o processo de alocar esse dinheiro."

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