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Importação na indústria cearense salta 35,7%

Índice foi puxado, principalmente, pelos combustíveis e óleos (22,96%).

Diário do Nordeste
14/11/2013 10:25
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As importações na indústria cearense apresentaram um crescimento de 35,7% no período de janeiro a setembro. Conforme dados do Panorama Industrial divulgados pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), é possível observar um déficit na balança considerável, em vista da queda de 2,4% nas exportações do estado.
Apenas três dos principais produtos destacados pelo estudo apresentaram crescimento nas exportações durante o acumulado dos nove primeiros meses do ano: frutas (6,73%); geradores, máquinas e aparelhos elétricos (2,99%); peixes e crustáceos (3,32%). Já o alto índice das importações foi puxado pelos combustíveis e óleos (22,96%); ferro e aço (17,53%) e máquinas e metalmecânico (12%).
Para o diretor corporativo do Indi, Carlos Matos, o desequilíbrio da balança não é um fator necessariamente preocupante. "Alguns produtos são para investimento e outros são matéria prima que chegam em um preço mais competitivo. No caso dos combustíveis, por exemplo, o que aconteceu foi mais uma questão de logística. O Ceará tem uma posição estratégica para receber o produto", comenta.
Produção
Por outro lado, a produção industrial do Ceará obteve um crescimento de 5,1% durante o terceiro trimestre. O número é acima daqueles verificados na região Nordeste e no Brasil, que apresentaram desempenhos de 1,0% e 0,8%, respectivamente. Este é o melhor resultado do estado desde o início do ano passado.
No acumulado do ano, a variação do Ceará foi de 2,8%, também à frente do Brasil e do Nordeste, ambos com expansão de 1,6% para o período. Destacaram-se os crescimentos registrados nos setores de petróleo, derivados e álcool (23,5%) e calçados e couros (23,3%).
Emprego
Embora tenha apresentado queda pela terceira vez consecutiva em setembro, na comparação com igual período do ano passado (-2,38%), o emprego na indústria local desempenhou variação de 2,9% no acumulado de janeiro a setembro deste ano, com a criação de 13.630 postos de trabalho. Os números foram positivos graças à geração de empregos nos setores de construção civil (5.397), calçados (2.377) e têxtil e vestuário (1.991). O setor de alimentos e bebidas (1.357) também está entre os maiores geradores de oportunidades de trabalho no período. Os números estão inferiores aos registrados no País (3,4%).
Conforme o diretor do Indi, a expectativa é de que a indústria encerre o ano com alta de 4% dos postos de trabalho, sendo o setor calçadista o principal responsável pelo desempenho.
PIB no semestre
O PIB (Produto Interno Bruto) cearense fechou o primeiro semestre com expansão de 2,95%, contra 2,6% do país. As quatro atividades que compõem o setor cresceram superior à média da economia. Com isso, a estimativa da participação do Ceará no PIB do País é de 2,16%.

As importações na indústria cearense apresentaram um crescimento de 35,7% no período de janeiro a setembro. Conforme dados do Panorama Industrial divulgados pelo Instituto de Desenvolvimento Industrial do Ceará (Indi), é possível observar um déficit na balança considerável, em vista da queda de 2,4% nas exportações do estado.

Apenas três dos principais produtos destacados pelo estudo apresentaram crescimento nas exportações durante o acumulado dos nove primeiros meses do ano: frutas (6,73%); geradores, máquinas e aparelhos elétricos (2,99%); peixes e crustáceos (3,32%). Já o alto índice das importações foi puxado pelos combustíveis e óleos (22,96%); ferro e aço (17,53%) e máquinas e metalmecânico (12%).

Para o diretor corporativo do Indi, Carlos Matos, o desequilíbrio da balança não é um fator necessariamente preocupante. "Alguns produtos são para investimento e outros são matéria prima que chegam em um preço mais competitivo. No caso dos combustíveis, por exemplo, o que aconteceu foi mais uma questão de logística. O Ceará tem uma posição estratégica para receber o produto", comenta.


Produção

Por outro lado, a produção industrial do Ceará obteve um crescimento de 5,1% durante o terceiro trimestre. O número é acima daqueles verificados na região Nordeste e no Brasil, que apresentaram desempenhos de 1,0% e 0,8%, respectivamente. Este é o melhor resultado do estado desde o início do ano passado.

No acumulado do ano, a variação do Ceará foi de 2,8%, também à frente do Brasil e do Nordeste, ambos com expansão de 1,6% para o período. Destacaram-se os crescimentos registrados nos setores de petróleo, derivados e álcool (23,5%) e calçados e couros (23,3%).


Emprego

Embora tenha apresentado queda pela terceira vez consecutiva em setembro, na comparação com igual período do ano passado (-2,38%), o emprego na indústria local desempenhou variação de 2,9% no acumulado de janeiro a setembro deste ano, com a criação de 13.630 postos de trabalho. Os números foram positivos graças à geração de empregos nos setores de construção civil (5.397), calçados (2.377) e têxtil e vestuário (1.991). O setor de alimentos e bebidas (1.357) também está entre os maiores geradores de oportunidades de trabalho no período. Os números estão inferiores aos registrados no País (3,4%).

Conforme o diretor do Indi, a expectativa é de que a indústria encerre o ano com alta de 4% dos postos de trabalho, sendo o setor calçadista o principal responsável pelo desempenho.


PIB no semestre

O PIB (Produto Interno Bruto) cearense fechou o primeiro semestre com expansão de 2,95%, contra 2,6% do país. As quatro atividades que compõem o setor cresceram superior à média da economia. Com isso, a estimativa da participação do Ceará no PIB do País é de 2,16%.

 

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