Indicadores

Indústria permanece pessimista em abril

Dados são da FGV.

Valor Econômico
25/04/2014 11:33
Visualizações: 700

 

Os empresários da indústria permanecem pessimistas em abril e não veem sinal de melhora na atividade industrial nos próximos meses. A avaliação partiu do Coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo. Ele fez a observação ao comentar sobre o aumento de 0,3% na prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) deste mês, divulgada ontem pelo Ibre/FGV. Caso confirmada, seria o primeiro resultado positivo do indicador no ano.
Esse aumento, no entanto, não indica melhora futura para o cenário industrial, na análise dele. Na prática, ajustes nos estoques melhoraram a avaliação do empresário sobre a situação atual - o que puxou para cima a prévia do ICI de abril. "As expectativas continuaram negativas em abril", afirmou.
A indústria tem lidado com patamar elevado de estoques desde o segundo semestre do ano passado, lembrou ele. Houve ligeira melhora em janeiro; mas que foi seguida por novos sinais de aumentos, em fevereiro e em março desse ano - e sinais de melhora na prévia do ICI de abril, anunciada ontem. Mas a redução dos estoques não ocorreu de forma generalizada. Campelo explicou que, entre as categorias de uso, a melhora no nível de estoques, em abril, ocorreu principalmente na indústria de não duráveis. "As indústrias de bens de capital e de duráveis continuam muito estocadas em abril", acrescentou.
Para Campelo, o contexto atual não é favorável para melhora na demanda da indústria e, por consequência, para o reaquecimento na atividade do setor. Ele lembrou que permanecem indicativos de continuidade no endividamento elevado das famílias, com juros elevados e crédito mais caro. Ao mesmo tempo, o mercado externo, que poderia ser uma válvula de escape para a produção industrial brasileira, em momentos de desempenho interno fraco, não opera em condições competitivas com câmbio desfavorável e crise na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.
O especialista lembrou ainda que o governo não tem ensejo de promover novas rodadas de isenção ou redução do IPI para a indústria, devido ao impacto dessas medidas no equilíbrio fiscal da União. Isso, na prática, também não contribuiria para uma possível reação na atividade industrial.
Esses fatores reunidos levam o empresário a não visualizar perspectiva de melhora, na demanda e na atividade, nos próximos meses, avaliou ele. Campelo comentou que isso contribuiu para ritmo mais fraco no Nível de Utilizacão de Capacidade Instalada (Nuci), cuja prévia de abril indica queda de 0,2 ponto percentual em relação a março desse ano.
Campelo chamou atenção para a pontuação do Índice de Confiança da Indústria (ICI), que opera abaixo de 100 pontos desde agosto do ano passado - sendo que, quanto mais distante dessa faixa, pior o resultado. Na prévia de abril, o ICI indica desempenho de 96,5 pontos no mês. "A última vez em que tivemos um ICI abaixo de 100 pontos foi na crise de 2009, e também por período de nove meses", disse, não descartando a possibilidade de, esse ano, o indicador cair por tempo mais prolongado do que o observado durante a crise global. "Por enquanto, não há expectativa de melhora. Os empresários não vislumbram atividade mais forte no futuro. Continuamos em um período de desaceleração da atividade", disse.

Os empresários da indústria permanecem pessimistas em abril e não veem sinal de melhora na atividade industrial nos próximos meses. A avaliação partiu do Coordenador de Sondagens Conjunturais do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo. Ele fez a observação ao comentar sobre o aumento de 0,3% na prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) deste mês, divulgada ontem pelo Ibre/FGV. Caso confirmada, seria o primeiro resultado positivo do indicador no ano.

Esse aumento, no entanto, não indica melhora futura para o cenário industrial, na análise dele. Na prática, ajustes nos estoques melhoraram a avaliação do empresário sobre a situação atual - o que puxou para cima a prévia do ICI de abril. "As expectativas continuaram negativas em abril", afirmou.

A indústria tem lidado com patamar elevado de estoques desde o segundo semestre do ano passado, lembrou ele. Houve ligeira melhora em janeiro; mas que foi seguida por novos sinais de aumentos, em fevereiro e em março desse ano - e sinais de melhora na prévia do ICI de abril, anunciada ontem. Mas a redução dos estoques não ocorreu de forma generalizada. Campelo explicou que, entre as categorias de uso, a melhora no nível de estoques, em abril, ocorreu principalmente na indústria de não duráveis. "As indústrias de bens de capital e de duráveis continuam muito estocadas em abril", acrescentou.

Para Campelo, o contexto atual não é favorável para melhora na demanda da indústria e, por consequência, para o reaquecimento na atividade do setor. Ele lembrou que permanecem indicativos de continuidade no endividamento elevado das famílias, com juros elevados e crédito mais caro. Ao mesmo tempo, o mercado externo, que poderia ser uma válvula de escape para a produção industrial brasileira, em momentos de desempenho interno fraco, não opera em condições competitivas com câmbio desfavorável e crise na Argentina, um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

O especialista lembrou ainda que o governo não tem ensejo de promover novas rodadas de isenção ou redução do IPI para a indústria, devido ao impacto dessas medidas no equilíbrio fiscal da União. Isso, na prática, também não contribuiria para uma possível reação na atividade industrial.

Esses fatores reunidos levam o empresário a não visualizar perspectiva de melhora, na demanda e na atividade, nos próximos meses, avaliou ele. Campelo comentou que isso contribuiu para ritmo mais fraco no Nível de Utilizacão de Capacidade Instalada (Nuci), cuja prévia de abril indica queda de 0,2 ponto percentual em relação a março desse ano.

Campelo chamou atenção para a pontuação do Índice de Confiança da Indústria (ICI), que opera abaixo de 100 pontos desde agosto do ano passado - sendo que, quanto mais distante dessa faixa, pior o resultado. Na prévia de abril, o ICI indica desempenho de 96,5 pontos no mês. "A última vez em que tivemos um ICI abaixo de 100 pontos foi na crise de 2009, e também por período de nove meses", disse, não descartando a possibilidade de, esse ano, o indicador cair por tempo mais prolongado do que o observado durante a crise global. "Por enquanto, não há expectativa de melhora. Os empresários não vislumbram atividade mais forte no futuro. Continuamos em um período de desaceleração da atividade", disse.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Firjan
Agrega + Indústria reúne entidades, empresas e governo p...
29/07/26
SOG 2026
ABPIP leva ao Sergipe Oil & Gas debate sobre o fortaleci...
28/07/26
GLP
Copa Energia reúne setor de GLP em ação nacional voltada...
27/07/26
Biodiesel
Volatilidade do petróleo reforça importância estratégica...
27/07/26
Fenasucro
ApexBrasil traz investidores internacionais de SAF e e-S...
27/07/26
Energia Elétrica
ENGIE contrata WEG para fornecimento de equipamentos da ...
27/07/26
Combustíveis
Etanol amplia perdas e encerra a semana pressionado
27/07/26
ANP
ANP aprova relatório de estudo sobre controle de queima ...
24/07/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas 2026 impulsiona inovação e investiment...
24/07/26
Gás Natural
ANP aprova participação no Pacto Nacional para o Desenvo...
24/07/26
Combustíveis
ANP aprova Avaliação de Resultado Regulatório sobre ativ...
24/07/26
Evento
BR Aviation apresenta seu portfólio de soluções personal...
23/07/26
Royalties
Royalties: valores referentes à produção de maio foram d...
23/07/26
Combustíveis
Setor de combustíveis e lubrificantes registra queda 1,8...
22/07/26
Gestão
Constellation alcança paridade de gênero pela segunda ve...
21/07/26
IBP
Estudos apontam redundância do imposto de exportação e e...
21/07/26
Combustíveis
Queda do diesel puxa recuo dos combustíveis em julho e e...
21/07/26
PPSA
7º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Atapu e de B...
20/07/26
Fenasucro
Bioenergia amplia aporte econômico e energético do Brasil
20/07/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em queda, mas mercado dá sinais de...
20/07/26
Negócio
ENGIE Brasil Energia conclui oferta subsequente de ações...
17/07/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.