Portos

Iniciativa privada deverá controlar o Porto de Aratu

O Porto de Aratu, na Bahia, administrado atualmente pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), poderá ser comandado pelo setor privado. É candidata à posição uma companhia a ser formada pela Braskem, Ultracargo e Login.

Jornal do Commercio
27/11/2009 08:48
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O Porto de Aratu, na Bahia, administrado atualmente pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), poderá ser comandado pelo setor privado. É candidata à posição uma companhia a ser formada pela Braskem, Ultracargo e Login.

Segundo o ministro da Secretaria Especial de Portos, Pedro Brito, que participou nessa quinta-feira da 2ª Conferência de Logística Brasil-Alemanha, promovida pela Câmara Brasil-Alemanha do Rio de Janeiro (AHK), a secretaria poderá lançar, até o primeiro semestre de 2010, licitação para escolher a futura controladora do porto.

"As empresas estão fazendo a análise de viabilidade econômica. Elas deverão nos apresentar o estudo até o primeiro semestre de 2010", explicou. "Este é um exemplo da abertura do marco regulatório brasileiro para investimentos no setor portuário", afirmou Brito.

De acordo com o ministro, com a privatização o governo não precisará mais investir no Porto de Aratu. "Teremos um grupo empreendedor privado responsável por todos os investimentos necessários para o avanço do Porto de Aratu, aliviando o governo desta obrigação."

Segundo o gerente de Logística da Petroquímicos Básicos Braskem, José Frederico Maciel, a iniciativa privada pode tornar os portos brasileiros mais competitivos. "Vamos apresentar um projeto conceitual do que seria a oportunidade de administrar o porto público de Aratu. A Braskem tem na Bahia um dos grandes polos exportadores de carga. Seremos, caso o nosso grupo ganhe a licitação, a primeira experiência de uma empresa privada administrando um porto público", disse Maciel, assinalando que serão necessários pelo menos R$ 500 milhões em investimentos para deixar o Porto de Aratu competitivo.

INFRAESTRUTURA. O ministro Pedro Brito afirmou que até o fim de 2010 o governo brasileiro investirá US$ 365 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 657 bilhões, em infraestrutura de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, energia elétrica e telecomunicações. "Esse programa de investimento na área de infraestrutura não só tem preparado o Brasil para os desafios do comércio internacional, como, principalmente, foi determinante para tirar o País da grave crise financeira internacional", disse, acrescentando que a expectativa de crescimento para 2010 é de 6%.

De acordo com ele, até 2014 serão investidos cerca de R$ 864 bilhões em infraestrutura. "O programa de infraestrutura do governo é um programa audacioso de investimento no período de 2011 a 2014, de US$ 480 bilhões, cerca de R$ 864 bilhões. Isso define claramente a posição do governo brasileiro em relação ao papel da logística para o crescimento da nossa economia."

Na conferência, o ministro falou do Porto de Santos, em São Paulo, o maior da América Latina. Ele disse que estão programados para os próximos três anos investimentos de R$ 5,2 bilhões. "Atualmente, Santos movimenta 90 milhões de toneladas. Até 2024, estaremos movimentando 232 milhões. Estimamos aumento de 156% no volume de movimentação de cargas até 2024", afirmou Brito. gestão. Desde que foi criada a Secretaria Especial de Portos, há 2 anos, Brito disse estar profissionalizando a gestão portuária brasileira. Atualmente, o País possui cerca de 40 portos públicos e 128 terminais privados. Segundo o ministro, o Brasil precisa mudar a matriz de transporte urgentemente.

"Em um país continental como o nosso não ter hidrovias decentes é uma vergonha. O modal rodoviário é mais caro e mais poluente. Portanto, temos que mudar essa matriz, privilegiando as hidrovias. Como parte do Plano Nacional de Logística de Transporte, estamos prevendo sair dos 13% que hoje representam as hidrovias para 29% até 2025. O Brasil tem 40 mil quilômetros de rios navegáveis que precisam ser transformados em hidrovias", concluiu.

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