Mercado

Katrina acentua tendência de alta nos preços do petróleo e derivados

A tendência de curto prazo no mercado de petróleo é de alta nos preços e alcance de novos recordes históricos. A redução na capacidade de refino afeta o abastecimento de derivados.

Redação
09/09/2005 00:00
Visualizações: 678

A tendência de curto prazo no mercado de petróleo é de alta nos preços e alcance de novos recordes históricos. O principal motivo para a alta é a redução da oferta decorrente da passagem do furacão Katrina no Golfo do México, segundo analisa o relatório mensal da Espírito Santo Research.
Com a passagem do Katrina, os estoques de gasolina foram reduzidos e os prazos mais otimistas para a recuperação da capacidade de refino são calculadas em meses. Oito refinarias do estado da Luisiana foram inundadas. O estado representa 9% da capacidade de refino dos Estados Unidos.
A demora na retomada da capacidade de refino faz com que os estoques continuem apresentando reduções nas próximas semanas, ainda que sejam liberadas as reservas prometidas por outros produtores para atender a demanda dos Estados Unidos.
No mês de agosto o barril de petróleo WTI sofreu um aumento de 11,8% em relação ao mês anterior e chegou a uma média de US$ 68,9 o barril. O Brent chegou a US$ 67 o barril, que representa um aumento de 12,9%.
Além dos desastres já causados, o relatório da Espírito Santo Research destaca que a temporada de furacões se estende durante o mês de setembro, o que pode provocar novos aumentos de preço.
Por outro lado, a expectativa de desaceleração da China e a continuidade da elevação dos fundos do FED para evitar a expeculação no preço da commoditie pressionam os preços para baixo, o que faz esperar uma forte voltatilidade no curto prazo.

Petrobras - Na análise da Espírito Santo Research, a nova alta de agosto faz com que a defasagem entre os preços internos e externos de derivados se intensifique ainda mais. Pelos cálculos da consultora, o diesel está com uma defasagem de preço de 35% em relação ao mercado internacional e a gasolina está defasada em 44%.
Ainda assim, o relatório destaca que não se espera uma alteração de preços curto prazo, embora a tendência de aumento se acentue nos próximos meses, uma vez que os índices de inflação só seriam impactados em 2006, em função de reajustes no final do ano.

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