Política

Licenças de mineração estão suspensas até o novo código

Tema será prioridade após solução para o setor elétrico.

Valor Econômico
31/08/2012 11:24
Visualizações: 443

 

O governo está decidido a reter a maior parte dos pedidos para exploração e produção em novas jazidas até a entrada em vigor do novo Código de Mineração. Até o início do mês, havia no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) mais de 5 mil alvarás de pesquisa e 55 portarias de lavra pendentes de liberação. As empresas criticam a atitude do governo, ameaçam recorrer à Justiça e afirmam que a paralisação terá reflexos na economia e nas exportações.
O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu, em entrevista ao "Valor", que o governo decidiu reter a liberação de licenças. A exceção ocorre apenas para águas minerais e "agregados minerais" - produtos como areia, brita e cascalho, insumos básicos para a construção civil. O resto está praticamente parado. "Estamos, sim, segurando as autorizações. Já há um número excessivo de concessões de pesquisa e de lavra circulando por aí", disse Lobão.
A retenção das autorizações tem um propósito claro. Pelo novo código, o governo passará a leiloar o direito de exploração mineral, incentivando a concorrência entre as empresas. No modelo atual não existe disputa e o direito de exploração é concedido à empresa que primeiro apresentar o pedido.
Segundo Lobão, o novo código estabelecerá um prazo para a concessão do direito de exploração, algo que hoje não existe. "O prazo de concessão será de 30 anos, podendo ser renovado por mais 20 anos, e isso valerá para todos os minérios", afirmou.
A União também fixará um limite para o início da produção. As mineradoras receberão uma licença de pesquisa com prazo de sete anos, mas não poderão renová-lo, como ocorre hoje. "A empresa terá esse prazo máximo para começar a lavra. Não poderá mais ficar empurrando isso com a barriga pelo resto da vida", disse o ministro.
Lobão confirmou que os royalties cobrados às mineradoras terão o teto da alíquota elevado para até 6%. Hoje, ele varia de 0,2% a 3%. Na média, o recolhimento fica em torno de 2%, faixa que é aplicada para minério de ferro, fertilizantes e carvão. A média deve dobrar para 4%, adiantou o ministro.
A aprovação do Código de Mineração está atrasada em relação ao cronograma original. Lobão disse que ele entrará na pauta, como prioridade, logo após ser dada uma solução para as concessões do setor elétrico. O texto deve seguir ao Congresso até dezembro, prevê.

O governo está decidido a reter a maior parte dos pedidos para exploração e produção em novas jazidas até a entrada em vigor do novo Código de Mineração. Até o início do mês, havia no Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) mais de 5 mil alvarás de pesquisa e 55 portarias de lavra pendentes de liberação. As empresas criticam a atitude do governo, ameaçam recorrer à Justiça e afirmam que a paralisação terá reflexos na economia e nas exportações.


O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, reconheceu, em entrevista ao "Valor", que o governo decidiu reter a liberação de licenças. A exceção ocorre apenas para águas minerais e "agregados minerais" - produtos como areia, brita e cascalho, insumos básicos para a construção civil. O resto está praticamente parado. "Estamos, sim, segurando as autorizações. Já há um número excessivo de concessões de pesquisa e de lavra circulando por aí", disse Lobão.


A retenção das autorizações tem um propósito claro. Pelo novo código, o governo passará a leiloar o direito de exploração mineral, incentivando a concorrência entre as empresas. No modelo atual não existe disputa e o direito de exploração é concedido à empresa que primeiro apresentar o pedido.


Segundo Lobão, o novo código estabelecerá um prazo para a concessão do direito de exploração, algo que hoje não existe. "O prazo de concessão será de 30 anos, podendo ser renovado por mais 20 anos, e isso valerá para todos os minérios", afirmou.


A União também fixará um limite para o início da produção. As mineradoras receberão uma licença de pesquisa com prazo de sete anos, mas não poderão renová-lo, como ocorre hoje. "A empresa terá esse prazo máximo para começar a lavra. Não poderá mais ficar empurrando isso com a barriga pelo resto da vida", disse o ministro.


Lobão confirmou que os royalties cobrados às mineradoras terão o teto da alíquota elevado para até 6%. Hoje, ele varia de 0,2% a 3%. Na média, o recolhimento fica em torno de 2%, faixa que é aplicada para minério de ferro, fertilizantes e carvão. A média deve dobrar para 4%, adiantou o ministro.


A aprovação do Código de Mineração está atrasada em relação ao cronograma original. Lobão disse que ele entrará na pauta, como prioridade, logo após ser dada uma solução para as concessões do setor elétrico. O texto deve seguir ao Congresso até dezembro, prevê.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
IBP
RELIVRE parabeniza acordo que destrava o mercado livre d...
03/10/26
Gás Natural
Firjan celebra acordo para efetivar abertura do mercado ...
03/10/26
Gás Natural
Naturgy, Agenersa e Governo do Estado assinam acordo sob...
02/10/26
Margem Equatorial
Nova descoberta de petróleo em águas ultra profundas na ...
02/10/26
Biometano
Corredor Verde com 100 caminhões a biometano e pontos de...
02/10/26
Gasodutos
Acesso de terceiros a gasodutos de escoamento e instalaç...
02/10/26
Margem Equatorial
ANP aprova delimitação de 11 novos setores exploratórios...
02/10/26
Agronegócio
Agro diversifica matriz energética e busca alternativas ...
02/10/26
Firjan
Manifesto Firjan defende o voto consciente em 4 de outubro
02/10/26
PPSA
ExxonMobil e TotalEnergies vencem o 9º Leilão Spot de Pe...
02/10/26
Workshop
Petrobras, Shell, ArcelorMittal e IBRAM discutem desafio...
01/10/26
Resultado
Produção de petróleo e gás em agosto de 2026 alcançou 6,...
01/10/26
Normas
ANP recebe contribuições sobre revisão da norma para reg...
01/10/26
ROG.e 2026
Petrobras e Petronect levam nova solução para compras de...
30/09/26
Premiação
Mirante Tecnologia vence prêmio da Petrobras de melhor f...
30/09/26
ROG.e 2026
Empresa Piracicaba apresentou lançamentos em um dos prin...
30/09/26
Combustíveis
Diesel S-10 acumula alta de 15,1% em 12 meses, aponta Mo...
30/09/26
Segurança + IA
CTO da Oakmont é um dos representantes brasileiros no en...
29/09/26
Gás Natural
ANP realiza 2° Workshop para debater Gas Release
29/09/26
Sustentabilidade
Prêmio Firjan de Sustentabilidade: conheça as empresas e...
29/09/26
Etanol de milho
Produtores de etanol de cana investem em usinas híbridas...
29/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25