Empresas

Líder prevê crescer 30% e superar R$ 1 bilhão em 2013

Principal negócio é o fretamento de helicópteros para petroleiras.

Valor Econômico
08/01/2013 15:15
Visualizações: 737

 

A Líder Aviação, empresa mineira que tem como seu principal negócio o fretamento de helicópteros para empresas petroleiras, começa o ano com uma previsão otimista de bater uma marca ainda inédita. Seu presidente Eduardo Vaz fala em faturar pouco mais de um R$ 1 bilhão, o que significará um crescimento de até 30% em relação ao resultado do ano passado.
Os números do ano passado ainda não foram fechados, mas a previsão é que o faturamento tenha ficado em torno de R$ 820 milhões. Vaz, em entrevista ao Valor na sede da empresa em Belo Horizonte, disse que o avanço esperado para este ano se deve à entrada em operação de novos helicópteros adquiridos no ano passado. Atingir a marca de R$ 1 bilhão neste ano significa antecipar meta que era esperada para 2014.
São sete modelos de grande porte da marca americana Sikorsky. Os helicópteros levam até 18 passageiros e são usados principalmente para o transporte de pessoal da costa para áreas mais distantes de operação do pré-sal em alto mar. Quatro deles já chegaram ao país, mas começaram a operar somente nos últimos meses de 2012; outros três chegam ao Brasil entre este mês de janeiro e julho.
No ano passado a Líder deve ter registrado expansão de 17%, segundo seu presidente. "Um crescimento expressivo, mas tivemos também aumento das despesas. Entre 2011 e 2012 fizemos muitos investimentos de aproximadamente US$ 200 milhões cujos resultados começaram a aparecer no fim de 2012, mas que serão muito mais perceptíveis em 2013".
Além dos grandes aparelhos S-92 (cujo preço pode chegar a R$ 28 milhões cada um), a Líder também incorporou à frota outros modelos 12 ST6C ++, do mesmo fabricante.
Com as aquisições, a empresa passa a ter 67 helicópteros; além de 35 aviões. A frota está avaliada em US$ 1 bilhão.
O fretamento de helicópteros representa cerca de 60% do faturamento da empresa. Seus maiores clientes são Petrobras, Shell, Statoil e Chevron. Segundo Vaz, dos oito novos S-92, seis já foram contratados.
O executivo diz que a empresa ainda estuda a compra de novos helicópteros este ano, que seriam entregues em dois a três anos.
A perspectiva de crescimento da demanda por parte do setor petroleiro é o principal atrativo para as empresas de fretamento de helicópteros. A Líder tem como sua principal concorrente a BHS, subsidiária da Canadian Helicopter Corporation.
Em 2009, a empresa mineira fundada nos anos 50 por José Afonso Assumpção, vendeu 42,5% de suas ações para o Bristow Group, empresa de helicópteros dos Estados Unidos. O nome original, Líder Táxi Aéreo, já havia sido trocado para Líder Aviação.
A Líder atua em cinco áreas: fretamento de helicópteros e de aviões, venda, manutenção de aeronaves de terceiros, gerenciamento de aeronaves e atendimento aeroportuário.
Vaz estuda dar um passo em outro segmento: a operação de aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada. Os próximos são Confins, nas proximidades de Belo Horizonte, e Galeão, no Rio. "A Líder não tem vocação para ser a principal operadora, mas não descartamos participarmos como investidores". O executivo observa que o interesse maior seria em concessões de aeroportos mais direcionados à aviação executiva.
Este ano de 2013, segundo Vaz, a Líder vai fazer investimentos na construção de hangares. Um deles, no Galeão, no Rio, um processo que está em fase final de aprovação pela Infraero. O outro será erguido em Itanhaém, no litoral de São Paulo, para atender em princípio às petroleiras com operações em Santos. A empresa tem hoje mais de 20 bases no país.

A Líder Aviação, empresa mineira que tem como seu principal negócio o fretamento de helicópteros para empresas petroleiras, começa o ano com uma previsão otimista de bater uma marca ainda inédita. Seu presidente Eduardo Vaz fala em faturar pouco mais de um R$ 1 bilhão, o que significará um crescimento de até 30% em relação ao resultado do ano passado.


Os números do ano passado ainda não foram fechados, mas a previsão é que o faturamento tenha ficado em torno de R$ 820 milhões. Vaz, em entrevista ao Valor na sede da empresa em Belo Horizonte, disse que o avanço esperado para este ano se deve à entrada em operação de novos helicópteros adquiridos no ano passado. Atingir a marca de R$ 1 bilhão neste ano significa antecipar meta que era esperada para 2014.


São sete modelos de grande porte da marca americana Sikorsky. Os helicópteros levam até 18 passageiros e são usados principalmente para o transporte de pessoal da costa para áreas mais distantes de operação do pré-sal em alto mar. Quatro deles já chegaram ao país, mas começaram a operar somente nos últimos meses de 2012; outros três chegam ao Brasil entre este mês de janeiro e julho.


No ano passado a Líder deve ter registrado expansão de 17%, segundo seu presidente. "Um crescimento expressivo, mas tivemos também aumento das despesas. Entre 2011 e 2012 fizemos muitos investimentos de aproximadamente US$ 200 milhões cujos resultados começaram a aparecer no fim de 2012, mas que serão muito mais perceptíveis em 2013".


Além dos grandes aparelhos S-92 (cujo preço pode chegar a R$ 28 milhões cada um), a Líder também incorporou à frota outros modelos 12 ST6C ++, do mesmo fabricante.


Com as aquisições, a empresa passa a ter 67 helicópteros; além de 35 aviões. A frota está avaliada em US$ 1 bilhão.


O fretamento de helicópteros representa cerca de 60% do faturamento da empresa. Seus maiores clientes são Petrobras, Shell, Statoil e Chevron. Segundo Vaz, dos oito novos S-92, seis já foram contratados.


O executivo diz que a empresa ainda estuda a compra de novos helicópteros este ano, que seriam entregues em dois a três anos.


A perspectiva de crescimento da demanda por parte do setor petroleiro é o principal atrativo para as empresas de fretamento de helicópteros. A Líder tem como sua principal concorrente a BHS, subsidiária da Canadian Helicopter Corporation.


Em 2009, a empresa mineira fundada nos anos 50 por José Afonso Assumpção, vendeu 42,5% de suas ações para o Bristow Group, empresa de helicópteros dos Estados Unidos. O nome original, Líder Táxi Aéreo, já havia sido trocado para Líder Aviação.


A Líder atua em cinco áreas: fretamento de helicópteros e de aviões, venda, manutenção de aeronaves de terceiros, gerenciamento de aeronaves e atendimento aeroportuário.


Vaz estuda dar um passo em outro segmento: a operação de aeroportos que serão concedidos à iniciativa privada. Os próximos são Confins, nas proximidades de Belo Horizonte, e Galeão, no Rio. "A Líder não tem vocação para ser a principal operadora, mas não descartamos participarmos como investidores". O executivo observa que o interesse maior seria em concessões de aeroportos mais direcionados à aviação executiva.


Este ano de 2013, segundo Vaz, a Líder vai fazer investimentos na construção de hangares. Um deles, no Galeão, no Rio, um processo que está em fase final de aprovação pela Infraero. O outro será erguido em Itanhaém, no litoral de São Paulo, para atender em princípio às petroleiras com operações em Santos. A empresa tem hoje mais de 20 bases no país.

 

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