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Maersk sinaliza crescimento do comércio mundial

Dinamarquesa melhorou sua perspectiva de lucro para este ano.

Valor Econômico
18/11/2013 09:36
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A dinamarquesa AP Moller-Maersk vê sinais de um aumento no comércio mundial e melhorou sua perspectiva de lucro para este ano, devido a um desempenho aquecido da maior linha de transporte de contêineres do mundo. O grupo, dono da Maersk Line e, por isso, considerado um termômetro do comércio mundial, disse que seus lucros no ano inteiro deverão ficar em torno de US$ 3,5 bilhões, contra uma previsão anterior de US $ 3,3 bilhões.
"Acreditamos que a situação econômica mundial está estabilizando. Achamos que os mercados podem crescer até 5% ao ano, se tivermos uma evolução estável do PIB", disse Nils Andersen, principal executivo da Maersk.
Para a Maersk Line, o pior momento do ciclo econômico mundial ocorreu no fim de setembro. Ela avalia que o declínio iniciado com a crise financeira em 2008 terminou e que em 2014 e 2015 a demanda mundial contêineres deverá atingir o dobro da taxa registrada neste ano.
Sinais disso já eram evidentes no terceiro trimestre, quando a Maersk disse que a demanda mundial cresceu 5% em comparação com doze meses antes. A Maersk Line, responsável por cerca de 15% do transporte marítimo mundial, manteve sua previsão de crescimento de 2% a 3% neste ano, seguido por 4% a 6% nos próximos dois anos.
Mas Andersen advertiu que os níveis de comércio anteriores à crise financeira provavelmente não serão alcançados em curto prazo. "Estamos vendo multiplicadores de comércio muito menores, o que significa que atingir o mesmo PIB anterior não resultará em grande crescimento no comércio. Não podemos confiar na evolução do PIB para nos ajudar; precisamos fazer isso nós mesmos", disse
Os comentários de Andersen vêm num momento em que a Maersk revela resultados melhores do que esperados para o terceiro trimestre. O lucro líquido aumentou 28% em relação ao ano anterior, para US$ 1,2 bilhão, superando um consenso de estimativas de analistas, que apontavam para US$ 1 bilhão. A Maersk Line praticou novamente um rígido controle de custos. As receitas caíram 1%, para US$ 14,6 bilhões.
Andersen alertou que os lucros do quarto trimestre nas atividades relacionadas com transportes serão significativamente menores do que no terceiro trimestre devido a uma queda de 12% nos fretes. Ele disse que uma elevação nos fretes está em vigor desde 1º de novembro, mas que afetará a lucratividade apenas a partir de dezembro.
Apesar da queda nos fretes, a Maersk Line ampliou seu lucro líquido de US$ 498 milhões doze meses antes, para US$ 554 milhões, ao reduzir sua conta de combustíveis em quase um quinto. Em setembro, a Maersk reduziu de 10% para 8,5% sua meta de retorno sobre o capital investido em sua unidade que atua no setor de transportes, mas a Maersk Line obteve 10,9% no terceiro trimestre.
Andersen observou que as rotas entre a Ásia e a Europa tiveram um crescimento mais forte do que aquelas que servem os EUA, mas ele atribuiu isso principalmente a ajustes de níveis de estoques pelas empresas. "Foi um bom trimestre. O terceiro trimestre é sempre o que chamamos de estação de pico e a estação de pico no ano passado foi particularmente fraco. Não foi tão forte neste ano, porém melhor do que no ano passado", acrescentou o executivo.

A dinamarquesa AP Moller-Maersk vê sinais de um aumento no comércio mundial e melhorou sua perspectiva de lucro para este ano, devido a um desempenho aquecido da maior linha de transporte de contêineres do mundo. O grupo, dono da Maersk Line e, por isso, considerado um termômetro do comércio mundial, disse que seus lucros no ano inteiro deverão ficar em torno de US$ 3,5 bilhões, contra uma previsão anterior de US $ 3,3 bilhões.

"Acreditamos que a situação econômica mundial está estabilizando. Achamos que os mercados podem crescer até 5% ao ano, se tivermos uma evolução estável do PIB", disse Nils Andersen, principal executivo da Maersk.

Para a Maersk Line, o pior momento do ciclo econômico mundial ocorreu no fim de setembro. Ela avalia que o declínio iniciado com a crise financeira em 2008 terminou e que em 2014 e 2015 a demanda mundial contêineres deverá atingir o dobro da taxa registrada neste ano.

Sinais disso já eram evidentes no terceiro trimestre, quando a Maersk disse que a demanda mundial cresceu 5% em comparação com doze meses antes. A Maersk Line, responsável por cerca de 15% do transporte marítimo mundial, manteve sua previsão de crescimento de 2% a 3% neste ano, seguido por 4% a 6% nos próximos dois anos.

Mas Andersen advertiu que os níveis de comércio anteriores à crise financeira provavelmente não serão alcançados em curto prazo. "Estamos vendo multiplicadores de comércio muito menores, o que significa que atingir o mesmo PIB anterior não resultará em grande crescimento no comércio. Não podemos confiar na evolução do PIB para nos ajudar; precisamos fazer isso nós mesmos", disse.

Os comentários de Andersen vêm num momento em que a Maersk revela resultados melhores do que esperados para o terceiro trimestre. O lucro líquido aumentou 28% em relação ao ano anterior, para US$ 1,2 bilhão, superando um consenso de estimativas de analistas, que apontavam para US$ 1 bilhão. A Maersk Line praticou novamente um rígido controle de custos. As receitas caíram 1%, para US$ 14,6 bilhões.

Andersen alertou que os lucros do quarto trimestre nas atividades relacionadas com transportes serão significativamente menores do que no terceiro trimestre devido a uma queda de 12% nos fretes. Ele disse que uma elevação nos fretes está em vigor desde 1º de novembro, mas que afetará a lucratividade apenas a partir de dezembro.

Apesar da queda nos fretes, a Maersk Line ampliou seu lucro líquido de US$ 498 milhões doze meses antes, para US$ 554 milhões, ao reduzir sua conta de combustíveis em quase um quinto. Em setembro, a Maersk reduziu de 10% para 8,5% sua meta de retorno sobre o capital investido em sua unidade que atua no setor de transportes, mas a Maersk Line obteve 10,9% no terceiro trimestre.

Andersen observou que as rotas entre a Ásia e a Europa tiveram um crescimento mais forte do que aquelas que servem os EUA, mas ele atribuiu isso principalmente a ajustes de níveis de estoques pelas empresas. "Foi um bom trimestre. O terceiro trimestre é sempre o que chamamos de estação de pico e a estação de pico no ano passado foi particularmente fraco. Não foi tão forte neste ano, porém melhor do que no ano passado", acrescentou o executivo.

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