Energia

Mercado livre precisa de investimentos mais acessíveis do BNDES

Já que não tem contratos de alocação de longo prazo.

Ascom Trade Energy
29/07/2013 15:46
Visualizações: 582

 

As recentes concessões de energia renovadas no Brasil, que foram inteiramente destinadas ao mercado cativo, e as demandas insuficientes nos últimos leilões de energia nova impactam no mercado livre de energia. "O conjunto da oferta nacional já não apresenta folga significativa em relação à demanda total. Para reverter esse cenário é preciso a atuação conjunta dos órgãos de planejamento, dos bancos de fomento e de investidores", afirma Regina Pimentel, assessora de gestão de risco na Trade Energy, comercializadora independente de energia.
A atual carteira de projetos do setor elétrico financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chega a quase R$ 120 bilhões, com 158 projetos para o segmento energético. "Entendemos que o papel primordial do BNDES como fomentador é investir em infraestrutura. O problema é que o mecanismo utilizado majoritariamente para o setor elétrico exige contratos de alocação de energia de, no mínimo, dez anos, o que fica impraticável no mercado livre", ressalta a executiva.
Os consumidores livres trabalham com horizontes de previsibilidade menores. É importante notar que a demanda vai existir, mas a energia será vendida com risco de mercado alto, devido à volatilidade na percepção de preços. De acordo com Regina, devem ser desenvolvidos novos formatos de acesso do mercado livre a recursos do BNDES, como as debêntures de infraestrutura, acessíveis também ao gerador que investe para atender ao mercado livre. Este  representa quase um terço do consumo nacional, abrangendo o, segmentos cujo desempenho se reflete na riqueza nacional.
"Cedo ou tarde os órgãos reguladores deverão incorporar no planejamento e incentivo a expansão desta parcela significativa da demanda nacional. O BNDES, pela sua natureza pública, deverá ser instrumento importante para isso", finaliza Regina Pimentel.

As recentes concessões de energia renovadas no Brasil, que foram inteiramente destinadas ao mercado cativo, e as demandas insuficientes nos últimos leilões de energia nova impactam no mercado livre de energia. "O conjunto da oferta nacional já não apresenta folga significativa em relação à demanda total. Para reverter esse cenário é preciso a atuação conjunta dos órgãos de planejamento, dos bancos de fomento e de investidores", afirma Regina Pimentel, assessora de gestão de risco na Trade Energy, comercializadora independente de energia.


A atual carteira de projetos do setor elétrico financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) chega a quase R$ 120 bilhões, com 158 projetos para o segmento energético. "Entendemos que o papel primordial do BNDES como fomentador é investir em infraestrutura. O problema é que o mecanismo utilizado majoritariamente para o setor elétrico exige contratos de alocação de energia de, no mínimo, dez anos, o que fica impraticável no mercado livre", ressalta a executiva.


Os consumidores livres trabalham com horizontes de previsibilidade menores. É importante notar que a demanda vai existir, mas a energia será vendida com risco de mercado alto, devido à volatilidade na percepção de preços. De acordo com Regina, devem ser desenvolvidos novos formatos de acesso do mercado livre a recursos do BNDES, como as debêntures de infraestrutura, acessíveis também ao gerador que investe para atender ao mercado livre. Este  representa quase um terço do consumo nacional, abrangendo o, segmentos cujo desempenho se reflete na riqueza nacional.


"Cedo ou tarde os órgãos reguladores deverão incorporar no planejamento e incentivo a expansão desta parcela significativa da demanda nacional. O BNDES, pela sua natureza pública, deverá ser instrumento importante para isso", finaliza Regina Pimentel.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
Espírito Santo
Private Engenharia e Soluções debate segurança operacion...
06/03/26
Transição Energética
Braskem avança na jornada de transição energética com in...
05/03/26
Dia Internacional da Mulher
O mar é delas: a luta feminina por protagonismo no set...
05/03/26
Energia Solar
GoodWe e RB Solar anunciam parceria estratégica para ace...
05/03/26
Gás Natural
PetroReconcavo realiza primeira importação de gás bolivi...
04/03/26
iBEM26
Inovação, ESG e Sustentabilidade
04/03/26
Pré-Sal
PPSA realiza segunda etapa do 5º Leilão Spot da União do...
04/03/26
Apoio Offshore
OceanPact e CBO anunciam combinação de negócios
04/03/26
Dia Internacional da Mulher
Em indústria dominada por homens, Foresea avança e ating...
04/03/26
Biometano
Revisão de regras de especificação e controle da qualida...
04/03/26
FEPE
INOVAR É SEMPRE PRECISO - Entrevista com Orlando Ribeir...
04/03/26
Etanol
Nos 50 anos de ORPLANA, Cana Summit debate o futuro da p...
04/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.