Política

Ministros do Brics criticam resposta à crise econômica

E temem impactos no bloco.

Agência Brasil
15/07/2014 10:12
Visualizações: 801

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, informou hoje (14) que os ministros dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) veem com preocupação a lenta retomada da economia mundial, com prejuízos aos investimentos e ao fluxo de comércio. Ele leu o documento final do encontro de ministros de comércio reunidos na 6ª Reunião de Cúpula do Brics, que acontece em Fortaleza.
“Especificamente, (os ministros) observam que as incertezas relacionadas ao crescimento econômico global e às respostas de política econômica dos países desenvolvidos podem levar ao aumento da volatilidade dos mercados financeiros e, neste sentido, provocar desdobramentos não desejáveis para a economia mundial”, disse.
Os ministros do bloco enfatizaram que é necessário melhorar a governança internacional das estruturas globais para uma coordenação de política e prosperidade dos países. Os ministros acreditam também que, a despeito desse cenário desafiador, os países do Brics continuam a contribuir de forma decisiva para a recuperação econômica mundial.
“Eles reconheceram que o comércio e os investimentos entre os países do grupo aumentou significativamente nos anos recentes, de 2002 para cá, mas mais acentuadamente a partir da grande crise de 2008”, destacou. De acordo com o comunicado, o grupo está disposto a impedir qualquer iniciativa protecionista que afronte à Organização Mundial do Comércio (OMC), dos quais os cinco países são signatários.
Os ministros também destacaram que o sucesso do encontro de Bali, ocorrido em dezembro de 2013, tem o apoio do Brics em relação aos objetivos nos cronogramas que foram estabelecidos, de forma que se estabeleça o papel central da OMC e as regras globais de comércio. Os ministros enfatizaram a necessidade da conclusão da Rodada Doha e se comprometeram a dedicar esforços para assegurar um programa de trabalho na OMC para fortalecer uma estrutura de comércio mais equilibrada, inclusiva voltada para o desenvolvimento.
A Rodada Doha é um ciclo de negociações para liberalização do comércio mundial, iniciado em 2001. Os principais impasses estão nas negociações entre os países em desenvolvimento e os desenvolvidos nos setores de agricultura, facilitação de comércio, dos serviços e manufaturados.
Outro ponto apontado no documento foi um estudo preparado pelo Grupo de Relações para Assuntos Econômicos e Comércio (Cgeti, na sigla em inglês), que faz recomendações importantes para agregar valor às exportações entre os países do Brics e garantir que o comércio seja mais sustentável.
Os ministros de comércio do bloco também reafirmaram a importância do diálogo contínuo sobre acordos de investimentos internacionais e enfatizaram a necessidade de fortalecer a cooperação no comércio eletrônico entre os países do Brics.
Amanhã (15), durante a reunião de Cúpula, os chefes de Estado dos cinco países vão deliberar sobre a criação do novo banco de desenvolvimento do bloco, que financiará projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Também deverá ser criado o Arranjo Contingente de Reservas – linha de defesa adicional para os países do bloco em cenários de dificuldade de balanço de pagamento.
Em Brasília, na próxima quarta-feira (16), ocorrerá reunião de trabalho entre os mandatários dos países do Brics e chefes de Estado e de Governo da América do Sul.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges, informou hoje (14) que os ministros dos países que compõem o Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) veem com preocupação a lenta retomada da economia mundial, com prejuízos aos investimentos e ao fluxo de comércio. Ele leu o documento final do encontro de ministros de comércio reunidos na 6ª Reunião de Cúpula do Brics, que acontece em Fortaleza.

“Especificamente, (os ministros) observam que as incertezas relacionadas ao crescimento econômico global e às respostas de política econômica dos países desenvolvidos podem levar ao aumento da volatilidade dos mercados financeiros e, neste sentido, provocar desdobramentos não desejáveis para a economia mundial”, disse.

Os ministros do bloco enfatizaram que é necessário melhorar a governança internacional das estruturas globais para uma coordenação de política e prosperidade dos países. Os ministros acreditam também que, a despeito desse cenário desafiador, os países do Brics continuam a contribuir de forma decisiva para a recuperação econômica mundial.

“Eles reconheceram que o comércio e os investimentos entre os países do grupo aumentou significativamente nos anos recentes, de 2002 para cá, mas mais acentuadamente a partir da grande crise de 2008”, destacou. De acordo com o comunicado, o grupo está disposto a impedir qualquer iniciativa protecionista que afronte à Organização Mundial do Comércio (OMC), dos quais os cinco países são signatários.

Os ministros também destacaram que o sucesso do encontro de Bali, ocorrido em dezembro de 2013, tem o apoio do Brics em relação aos objetivos nos cronogramas que foram estabelecidos, de forma que se estabeleça o papel central da OMC e as regras globais de comércio. Os ministros enfatizaram a necessidade da conclusão da Rodada Doha e se comprometeram a dedicar esforços para assegurar um programa de trabalho na OMC para fortalecer uma estrutura de comércio mais equilibrada, inclusiva voltada para o desenvolvimento.

A Rodada Doha é um ciclo de negociações para liberalização do comércio mundial, iniciado em 2001. Os principais impasses estão nas negociações entre os países em desenvolvimento e os desenvolvidos nos setores de agricultura, facilitação de comércio, dos serviços e manufaturados.

Outro ponto apontado no documento foi um estudo preparado pelo Grupo de Relações para Assuntos Econômicos e Comércio (Cgeti, na sigla em inglês), que faz recomendações importantes para agregar valor às exportações entre os países do Brics e garantir que o comércio seja mais sustentável.

Os ministros de comércio do bloco também reafirmaram a importância do diálogo contínuo sobre acordos de investimentos internacionais e enfatizaram a necessidade de fortalecer a cooperação no comércio eletrônico entre os países do Brics.

Amanhã (15), durante a reunião de Cúpula, os chefes de Estado dos cinco países vão deliberar sobre a criação do novo banco de desenvolvimento do bloco, que financiará projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Também deverá ser criado o Arranjo Contingente de Reservas – linha de defesa adicional para os países do bloco em cenários de dificuldade de balanço de pagamento.

Em Brasília, na próxima quarta-feira (16), ocorrerá reunião de trabalho entre os mandatários dos países do Brics e chefes de Estado e de Governo da América do Sul.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Na ROG.e 2026, Shell destaca parcerias, inovação e disci...
25/09/26
ROG.e 2026
Nikki Martin, presidente e CEO da EnerGeo Alliance falou...
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e OceanPact assinam acordo para expansão de...
25/09/26
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
25/09/26
ROG.e 2026
Shell destaca papel da capacitação para aproximar jovens...
25/09/26
Terminais
Ultracargo é reconhecida pelo quarto ano consecutivo com...
25/09/26
GNL
Edge e Governo do Rio Grande do Sul assinam Memorando de...
25/09/26
E&P
ANP contrata B3 para assessoria técnica às licitações de E&P
25/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
25/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
24/09/26
ROG.e 2026
Lideranças apontam o Brasil como pilar de segurança ener...
24/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI e Sebrae Rio conectam MPEs a grandes empres...
24/09/26
ROG.e 2026
Estudo da PPSA identifica boas práticas para apoiar deci...
24/09/26
ROG.e 2026
EAS participa da ROG.e 2026
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.