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Monitoramento de aves feito pelos Portos do Paraná registra espécies ameaçadas na baía de Paranaguá

Redação/Assessoria Appa
17/08/2016 13:17
Monitoramento de aves feito pelos Portos do Paraná registra espécies ameaçadas na baía de Paranaguá Imagem: Divulgação Appa Visualizações: 452

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) iniciou em maio um programa de monitoramento das aves aquáticas que ocorrem nos ambientes costeiros e marinhos das baías de Paranaguá e Antonina.

O objetivo do monitoramento, feito durante quatro meses consecutivos e mensalmente, é avaliar abundância, a riqueza e a qualidade das espécies de aves existentes no entorno dos Portos do Paraná em diferentes períodos do ano.

“Este é mais um programa desenvolvido pelos Portos do Paraná para monitorar o estado de conservação da fauna e da flora nas baías de Paranaguá e Antonina. Todo o trabalho da Appa é fiscalizado pelos órgãos ambientais e visa minimizar os impactos da atividade portuária sobre os ecossistemas existentes”, explica o diretor-presidente Appa, Luiz Henrique Dividino.

Apenas nos três primeiros meses de monitoramento a equipe de técnicos, composta por um ornitólogo, engenheiro ambiental e oceanógrafo, registrou 4.057 indivíduos de aves distribuídas em 29 espécies associadas aos ambientes aquáticos.

HABITAT CONSERVADO - Entre as espécies registradas, três aves são consideradas como ameaçadas de extinção, segundo a lista nacional de espécies da fauna brasileira ameaçadas de extinção, elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio. São elas: trinta-réis-real (Thalasseus maximus) (fotos em anexo) considerado como Em Perigo e trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e saíra-sapucaia (Tangara peruviana), ambas as espécies consideradas como Vulnerável.

Além disso, o trabalho de monitoramento da avifauna produzido pela Appa também avistou espécies como o guará (Eudocimus ruber), ave com recolonização recente no litoral do Paraná e o papagaio-da-cara-roxa (Amazona brasiliensis), espécie que considerada “quase ameaçada” segundo a lista do ICMBio.

O monitoramento vem ao encontro com recente estudo divulgado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). A SPVS desenvolve desde 1998 o Projeto de Conservação do papagaio-de-cara-roxa e, este ano, o censo populacional apontou que a maioria da população de papagaios que habita o litoral do Paraná – cerca de quatro mil indivíduos, 60% do total – vivem no dormitório da Ilha da Cotinga, local que fica a 460 metros de distância do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Os estudos da Appa também identificaram espécies com maiores exigências ambientais como é o caso do savacu-de-coroa (Nyctanassa violacea) e a gaivota-maria-velha (Chroicocephalus maculipennis).

“O monitoramento de aves está demonstrando que é possível aliar o desenvolvimento econômico com a conservação do meio ambiente. Hoje, a Appa promove diariamente mais de 30 programas com o intuito de proteger as baías de Paranaguá e Antonina”, enfatiza Dividino.

LOCAIS MONITORADOS – Neste primeiro trimestre de trabalho a equipe monitorou a ocorrência de aves no Trapiche de Antonina, na Ponta da Pita, em Antonina; nos arredores do Santuário Nossa Senhora do Rocio, em Paranaguá; em Pontal do Sul, na Ilha do Mel e em um trecho de 60 quilômetros (embarcados) entre os Portos de Paranaguá e Antonina.

Nas incursões são investigados diversos tipos de ambientes, entre eles manguezais, restingas, marismas, praias arenosas, praias com presença de rochas e planícies de sedimentos que ficam expostos durante baixas de marés.

A primeira etapa de monitoramento da Avifauna será feita pela Appa até outubro de 2018. Serão 30 campanhas amostrais ininterruptas, correspondendo a dois anos e seis meses de monitoramento. “O principal objetivo do programa é levantar e monitorar as espécies que ocorrem nas baías e sua dinâmica ao longo do tempo, além de buscar as áreas de maior relevância ecológica para as aves”, explica o oceanógrafo e coordenador do Programa da Biota Aquática da Appa, André Cattani.

Dados relativos a outras espécies ocorrentes em matas, florestas, restingas e manguezais também são anotados e trabalhados. Tudo é fotografado e registrado pelo ornitólogo, sendo que algumas espécies de aves são localizadas pela audição.

O ornitólogo Jean Junior Barcik diz que na sequência do monitoramento, com o registro de aves difíceis de se perceber e a chegada de outras espécies durante o período de migração, o número de espécies e a abundância de cada uma delas tendem a variar ao longo das campanhas.

“Esperamos com este trabalho ter uma compreensão mais clara sobre o padrão de ocupação e uso dos ambientes aquáticos da região. O monitoramento poderá servir de subsídios para tomada de decisões futuras, visando à conservação das espécies de aves e de outros organismos associados”, afirmou Barcik.

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