Biocombustíveis

Novozymes fornecerá enzimas para a primeira planta de biocombustíveis avançados no Brasil

A empresa brasileira de bioenergia GraalBio anuncia a construção no Brasil de instalações para produção de etanol celulósico em escala comercial até 2013. Para atender a demanda futura esperada desta indústria, a Novozymes deverá estabelecer novas plantas de enzimas industriais no Brasil e

Redação
23/05/2012 17:46
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Esta manhã, a empresa GraalBio anunciou planos para iniciar a produção em Dezembro de 2013 de 82 milhões de litros de biocombustíveis avançados por ano em uma nova fábrica a ser construída no Estado de Alagoas.
 
A planta produzirá etanol celulósico a partir do bagaço e da palha de cana de açúcar e a Novozymes fornecerá a tecnologia enzimática necessária, enquanto a Beta Renewables e a Chemtex, ambas parte do grupo químico italiano Mossi & Ghisolfi (M&G), fornecerão outros processos tecnológicos e de engenharia.
 
 
"Esta planta será um marco para o Brasil e a América Latina", diz Bernardo Gradin, Presidente da GraalBio. "Estamos falando de um projeto de classe mundial com soluções tecnológicas inovadoras que ajudem a construir um planeta melhor e mais seguro."
 
 
"O anúncio de hoje do GraalBio é uma notícia fantástica para a indústria de etanol e para o Brasil, que sinaliza claramente a continuidade do caminho verde que o país tomou em relação aos biocombustíveis", diz Peder Holk Nielsen, Vice-Presidente Executivo da Novozymes. "Estamos entusiasmados em fornecer as enzimas para a primeira fábrica de biocombustíveis avançados no Brasil e orgulhosos por ajudar a GraalBio prosperar."
 
 
Nova produção de enzimas no Brasil
 
 
Biocombustíveis avançados na forma de etanol celulósico são produzidos a partir da biomassa, resíduos agrícolas, industriais e domésticos. As enzimas são um componente essencial do processo de produção, convertendo a biomassa em açúcar que pode ser fermentado em etanol.
 
 
À medida que a indústria de biocombustíveis avançados no Brasil progrida ao longo dos próximos anos, a demanda por enzimas também deve aumentar e a Novozymes, portanto, decidiu acompanhar esse processo e já começou a procura por locais para implantar novas unidades produtoras de enzimas industriais no Brasil.
 
 
“A indústria de biocombustíveis avançados está decolando no Brasil e estamos confiantes de que o etanol celulósico vai desempenhar um papel significativo na futura matriz energética brasileira", diz Peder Holk Nielsen. "Para apoiar isto, nós procuramos estabelecer novas unidades de produção de enzimas no Brasil, dedicadas a fazer enzimas para a indústria de biocombustíveis. A localização das novas plantas, entre outras coisas, depende de onde a indústria deverá se intensificar, onde os parceiros da Novozymes estão situados, e onde as melhores condições estruturais existem.”
 
 
Preparando o caminho para uma tecnologia verde rentável
 
A demanda por etanol está crescendo no Brasil e no mundo. O Brasil espera dobrar sua produção de etanol até 2020 para atender à crescente demanda do mercado doméstico e externo.
 
 
A produção mundial de biocombustíveis avançados deve chegar a 57 milhões de litros em 2012 e a 945 milhões de litros em2014, segundo planos de construção. Um estudo recente da Bloomberg New Energy Finance estima que a indústria de biocombustíveis avançados tenha o potencial de criar empregos, crescimento econômico e segurança energética.
 
 
Olhando apenas para o Brasil, o estudo mostra que mesmo utilizando menos de 20% dos resíduos agrícolas disponíveis (excluindo-se as culturas energéticas), o país poderia produzir 170 bilhões de litros de etanol por ano até 2030, substituindo 83% de seu consumo anual de gasolina. As empresas brasileiras seriam as principais beneficiárias de um mercado de US$ 94 bilhões em engenharia, construção e matéria-prima, além de fomentar a criação de 1,25 milhões de empregos.
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