Gás natural

Números do consumo de gás natural apresenta reação da economia diante a pandemia

Redação TN Petróleo/Assessoria Abegás
29/07/2020 09:48
Números do consumo de gás natural apresenta reação da economia diante a pandemia Imagem: Divulgação Visualizações: 927

Após muita apreensão com os impactos econômicos da pandemia e, consequentemente, no consumo de gás natural, o mercado catarinense dá sinais de recuperação. Esta tendência pode ser percebida em números apresentados pela SCGÁS. O Coordenador de Vendas da Companhia, Rafael Barreto Nicolazzi, explica que a reação vem acontecendo gradativamente desde abril, quando o volume de vendas reduziu quase pela metade, abaixo de 1 milhão de m³/dia. Desde então, houve um incremento, chegando a picos de pouco mais de 2,1 milhões de m³/dia no final da primeira quinzena de julho.

Todos os setores da indústria têm apresentado reação, principalmente o cerâmico, o de vidros e cristais e o metal mecânico. A redução das medidas restritivas por parte dos estados e municípios tem possibilitado a retomada da produção e, como consequência, do consumo de gás natural. O volume do segmento veicular também apresentou uma melhora significativa em junho. Se o isolamento social permanecer diminuindo, a tendência do segmento veicular é de seguir crescendo.

O Coordenador de Vendas afirma que o segmento industrial vem sinalizando a cada semana a sua recuperação, conforme demonstrado não apenas nos volumes retirados, mas também nas projeções de demanda, que indicam valores próximos dos seus orçamentos originais ainda em julho/agosto. “Entretanto, as incertezas
Institucionalquanto ao futuro da pandemia se refletem nas expectativas dos clientes para o final do ano. Elas podem mudar a qualquer momento, dependendo da evolução do cenário epidemiológico”, revela Nicolazzi.

Conforme grande parte destes clientes, suas projeções são afetadas não apenas pelas questões locais (município e estado), mas também pelas condições nacionais (principalmente SP) e em alguns casos até internacionais. Há também a preocupação com os colaboradores, que apesar de todos os cuidados, sempre estão sujeitos à contaminação pelo vírus, o que viria a afetar diretamente a capacidade produtiva.

Para Nicolazzi, o fato de o parque industrial catarinense ser bem distribuído em todas as regiões atendidas pela SCGÁS, há probabilidade de a recuperação que está se apresentando ser consistente. “São estas as manifestações recebidas dos nossos clientes, corroboradas pelos indicadores de confiança e de intenção de investir da CNI, a depender principalmente da evolução dos números da pandemia”.

Outra boa notícia que animou e deu novo fôlego ao setor econômico catarinense foi a queda, em julho, das tarifas de gás natural em 13,5%, na média, para a indústria. O Gerente de Planejamento da SCGÁS, Ricardo Santa Catarina, afirma que essa redução vai ajudar a economia catarinense na medida em que diminui o custo das empresas. “Esse aspecto é especialmente relevante para o caso de setores termo intensivos, a exemplo da indústria cerâmica, setor com maior participação nas vendas do segmento industrial da SCGÁS”, diz.

O enfrentamento à crise

Os efeitos da pandemia começaram a ser sentidos pela SCGÁS na segunda quinzena de março, quando as medidas restritivas impostas pelas esferas federal, estadual e municipal afetaram os clientes, direta e indiretamente, devido à falta de mão de obra, insumos e cancelamento de pedidos. “Logo nas primeiras semanas o nosso consumo caiu para cerca de 45% do estimado, passando de um volume médio semanal de 2,1 milhões de m³/dia para cerca de 980 mil m³/dia”, lembra Nicolazzi.

Na indústria, os setores mais afetados foram o cerâmico, o químico e o têxtil. O metal mecânico teve impacto mediano e os menos afetados foram o de produtos alimentares e o de vidros e cristais. Nicolazzi afirma que as incertezas em torno da pandemia tornaram a situação ainda mais complexa no que diz respeito a previsões de consumo/compra. “Com um fato novo a cada dia, nossos clientes não conseguiam nos informar sequer projeções semanais. Passamos, então, a estabelecer a rotina de consulta diária para ajustes da nossa programação de demanda com o supridor”, explica.

Ele revela que nestas consultas às empresas ocorreriam mudanças abruptas de estimativas por parte das mesmas devido à desistência de pedidos, falta de mão de obra e, em alguns casos ainda, suspeitas de contágio. “Inicialmente, nossos clientes projetavam para o segundo semestre do ano cenários de produção que variavam de 50% a 80% dos seus orçamentos”, conta.

Para ajudar os clientes neste momento tão difícil, a SCGÁS assumiu riscos e conseguiu negociar com o supridor e parcelar as faturas de março, abril e maio o quer permitiu o lançamento de uma Política Comercial Extraordinária. “Desta forma, temos conseguido manter a nossa inadimplência sob controle”, finaliza.

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