Bacia de Campos

OGX já tem poços perfurados em Tubarão Martelo

Que será o próximo a entrar em produção.

Valor Online
02/09/2013 09:58
Visualizações: 1107

 

A OGX informou na última sexta-feira (30) que já tem seis poços perfurados e completados no campo de Tubarão Martelo, na bacia de Campos, o próximo da companhia de Eike Batista a entrar em produção depois do fiasco de Tubarão Azul.
O 'Valor' apurou que seriam quatro poços já completados, e não os seis informados. A perfuração e completação dos poços é uma fase importante, e cara, da fase de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo. Tendo os poços já preparados e recobertos com tubulação, a fase seguinte é de lançamento das linhas que precisam ser conectadas à plataforma OSX-3 (já no Brasil) e bombas submarinas que vão permitir produzir o petróleo.
Essa fase envolve também empresas especializadas em ancoragem, barcos de apoio e pessoal. Normalmente somente um poço entra em produção por vez e por isso é que as companhias demoram a atingir a produção total prevista em uma área após o evento do “primeiro óleo”.
A plataforma OSX-3 tem capacidade de produzir até 100 mil barris por dia e armazenar 1,3 milhão de barris de óleo. A OGX deixou de fazer previsões sobre volumes de produção e até agora o que se tem é o previsto no acordo com a malaia Petronas, que comprou (e ainda não pagou) 40% da área pagando até US$ 850 milhões.
O acordo prevê US$ US$ 250 milhões mais o desembolso de 40% dos custos de desenvolvimento do campo a partir do dia 1º de maio, assim que a venda fosse aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica Cade). Outros US$ 500 milhões só serão pagos quando Tubarão Martelo começar a produzir. A partir daí a OGX receberá US$ 50 milhões quando a produção atingir 40 mil barris por dia. Outros dois pagamentos de US$ 25 milhões estão previstos a partir de uma produção de 50 mil barris/dia e 60 mil barris.
Mas a reestruturação da dívida da companhia veio antes que o Cade aprovasse o negócio. E a Petronas quer esperar para pagar a primeira parcela, o que é um balde de água fria nas expectativas de que o caixa da OGX recebesse uma injeção de dinheiro nesse trimestre. A empresa já está atrasando pagamentos de empresas fornecedoras e com a indicação da Petronas de que vai esperar a reestruturação da dívida o grande desafio é saber por quanto tempo as companhias de serviços vão aceitar a OGX como cliente sem receber.
O 'Valor' apurou que a OGX está “empurrando” os pagamentos para depois do início da produção, quando começará a entrar alguma receita. Uma fonte experiente do setor e que conhece a empresa observou os fornecedores podem conceder mais algum crédito por estarem sem saída. “Está todo mundo no mesmo barco, e se alguém parar de remar, todos morrem”, disse a fonte, referindo-se a perdas muito maiores em caso de um calote da companhia antes do início da produção de petróleo.

A OGX informou na última sexta-feira (30) que já tem seis poços perfurados e completados no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, o próximo da companhia de Eike Batista a entrar em produção depois do fiasco de Tubarão Azul.


O 'Valor' apurou que seriam quatro poços já completados, e não os seis informados. A perfuração e completação dos poços é uma fase importante, e cara, da fase de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo. Tendo os poços já preparados e recobertos com tubulação, a fase seguinte é de lançamento das linhas que precisam ser conectadas à plataforma OSX-3 (já no Brasil) e bombas submarinas que vão permitir produzir o petróleo.


Essa fase envolve também empresas especializadas em ancoragem, barcos de apoio e pessoal. Normalmente somente um poço entra em produção por vez e por isso é que as companhias demoram a atingir a produção total prevista em uma área após o evento do “primeiro óleo”.


A plataforma OSX-3 tem capacidade de produzir até 100 mil barris por dia e armazenar 1,3 milhão de barris de óleo. A OGX deixou de fazer previsões sobre volumes de produção e até agora o que se tem é o previsto no acordo com a malaia Petronas, que comprou (e ainda não pagou) 40% da área pagando até US$ 850 milhões.


O acordo prevê US$ US$ 250 milhões mais o desembolso de 40% dos custos de desenvolvimento do campo a partir do dia 1º de maio, assim que a venda fosse aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica Cade). Outros US$ 500 milhões só serão pagos quando Tubarão Martelo começar a produzir. A partir daí a OGX receberá US$ 50 milhões quando a produção atingir 40 mil barris por dia. Outros dois pagamentos de US$ 25 milhões estão previstos a partir de uma produção de 50 mil barris/dia e 60 mil barris.


Mas a reestruturação da dívida da companhia veio antes que o Cade aprovasse o negócio. E a Petronas quer esperar para pagar a primeira parcela, o que é um balde de água fria nas expectativas de que o caixa da OGX recebesse uma injeção de dinheiro nesse trimestre. A empresa já está atrasando pagamentos de empresas fornecedoras e com a indicação da Petronas de que vai esperar a reestruturação da dívida o grande desafio é saber por quanto tempo as companhias de serviços vão aceitar a OGX como cliente sem receber.


O 'Valor' apurou que a OGX está “empurrando” os pagamentos para depois do início da produção, quando começará a entrar alguma receita. Uma fonte experiente do setor e que conhece a empresa observou os fornecedores podem conceder mais algum crédito por estarem sem saída. “Está todo mundo no mesmo barco, e se alguém parar de remar, todos morrem”, disse a fonte, referindo-se a perdas muito maiores em caso de um calote da companhia antes do início da produção de petróleo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé Energy
Macaé Energy 2026 consolida município como capital nacio...
17/03/26
Macaé Energy
Com recorde de público, feira e congresso do Macaé Energ...
17/03/26
Macaé Energy
Macaé Energy debate segurança energética e inovação no s...
16/03/26
Macaé Energy
Firjan: congresso técnico é um dos pontos altos do Macaé...
16/03/26
Combustíveis
Etanol mantém leve alta no indicador semanal, enquanto P...
16/03/26
Petrobras
O diesel está mais caro
16/03/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Concessão (OPC): aprovada a indicaç...
16/03/26
Bacia de Campos
ANP fiscaliza plataforma na Bacia de Campos
14/03/26
Oferta Permanente
Inclusão de 15 novos blocos no edital da Oferta Permanen...
14/03/26
Rio de Janeiro
Prefeitura assina cessão do prédio do Automóvel Clube pa...
13/03/26
Resultado
Porto do Açu bate recorde histórico em movimentações
13/03/26
Meio Ambiente
Após COP30, IBP promove encontro para debater agenda cli...
13/03/26
QAV
Aprovada resolução que revisa as regras voltadas à quali...
13/03/26
Biocombustíveis
ANP participará de projeto de pesquisa sobre aumento de ...
13/03/26
Resultado
Petrobras recolheu R$ 277,6 bilhões de Tributos e Partic...
13/03/26
Internacional
Diesel S10 sobe 16,43% em 12 dias, mostra levantamento d...
13/03/26
Pré-Sal
Shell conclui assinatura de contratos de alienação que a...
12/03/26
Energia Elétrica
Geração distribuída atinge marco de 50 GW e se consolida...
12/03/26
FEPE
FEPE 2026: ação em movimento
11/03/26
Bacia de Santos
Lapa Sudoeste inicia produção, ampliando a capacidade no...
11/03/26
Pré-Sal
Primeiro óleo de Lapa Sudoeste consolida produção do pré...
11/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23