Bacia de Campos

OGX já tem poços perfurados em Tubarão Martelo

Que será o próximo a entrar em produção.

Valor Online
02/09/2013 09:58
Visualizações: 1344

 

A OGX informou na última sexta-feira (30) que já tem seis poços perfurados e completados no campo de Tubarão Martelo, na bacia de Campos, o próximo da companhia de Eike Batista a entrar em produção depois do fiasco de Tubarão Azul.
O 'Valor' apurou que seriam quatro poços já completados, e não os seis informados. A perfuração e completação dos poços é uma fase importante, e cara, da fase de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo. Tendo os poços já preparados e recobertos com tubulação, a fase seguinte é de lançamento das linhas que precisam ser conectadas à plataforma OSX-3 (já no Brasil) e bombas submarinas que vão permitir produzir o petróleo.
Essa fase envolve também empresas especializadas em ancoragem, barcos de apoio e pessoal. Normalmente somente um poço entra em produção por vez e por isso é que as companhias demoram a atingir a produção total prevista em uma área após o evento do “primeiro óleo”.
A plataforma OSX-3 tem capacidade de produzir até 100 mil barris por dia e armazenar 1,3 milhão de barris de óleo. A OGX deixou de fazer previsões sobre volumes de produção e até agora o que se tem é o previsto no acordo com a malaia Petronas, que comprou (e ainda não pagou) 40% da área pagando até US$ 850 milhões.
O acordo prevê US$ US$ 250 milhões mais o desembolso de 40% dos custos de desenvolvimento do campo a partir do dia 1º de maio, assim que a venda fosse aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica Cade). Outros US$ 500 milhões só serão pagos quando Tubarão Martelo começar a produzir. A partir daí a OGX receberá US$ 50 milhões quando a produção atingir 40 mil barris por dia. Outros dois pagamentos de US$ 25 milhões estão previstos a partir de uma produção de 50 mil barris/dia e 60 mil barris.
Mas a reestruturação da dívida da companhia veio antes que o Cade aprovasse o negócio. E a Petronas quer esperar para pagar a primeira parcela, o que é um balde de água fria nas expectativas de que o caixa da OGX recebesse uma injeção de dinheiro nesse trimestre. A empresa já está atrasando pagamentos de empresas fornecedoras e com a indicação da Petronas de que vai esperar a reestruturação da dívida o grande desafio é saber por quanto tempo as companhias de serviços vão aceitar a OGX como cliente sem receber.
O 'Valor' apurou que a OGX está “empurrando” os pagamentos para depois do início da produção, quando começará a entrar alguma receita. Uma fonte experiente do setor e que conhece a empresa observou os fornecedores podem conceder mais algum crédito por estarem sem saída. “Está todo mundo no mesmo barco, e se alguém parar de remar, todos morrem”, disse a fonte, referindo-se a perdas muito maiores em caso de um calote da companhia antes do início da produção de petróleo.

A OGX informou na última sexta-feira (30) que já tem seis poços perfurados e completados no campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, o próximo da companhia de Eike Batista a entrar em produção depois do fiasco de Tubarão Azul.


O 'Valor' apurou que seriam quatro poços já completados, e não os seis informados. A perfuração e completação dos poços é uma fase importante, e cara, da fase de desenvolvimento da produção de um campo de petróleo. Tendo os poços já preparados e recobertos com tubulação, a fase seguinte é de lançamento das linhas que precisam ser conectadas à plataforma OSX-3 (já no Brasil) e bombas submarinas que vão permitir produzir o petróleo.


Essa fase envolve também empresas especializadas em ancoragem, barcos de apoio e pessoal. Normalmente somente um poço entra em produção por vez e por isso é que as companhias demoram a atingir a produção total prevista em uma área após o evento do “primeiro óleo”.


A plataforma OSX-3 tem capacidade de produzir até 100 mil barris por dia e armazenar 1,3 milhão de barris de óleo. A OGX deixou de fazer previsões sobre volumes de produção e até agora o que se tem é o previsto no acordo com a malaia Petronas, que comprou (e ainda não pagou) 40% da área pagando até US$ 850 milhões.


O acordo prevê US$ US$ 250 milhões mais o desembolso de 40% dos custos de desenvolvimento do campo a partir do dia 1º de maio, assim que a venda fosse aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica Cade). Outros US$ 500 milhões só serão pagos quando Tubarão Martelo começar a produzir. A partir daí a OGX receberá US$ 50 milhões quando a produção atingir 40 mil barris por dia. Outros dois pagamentos de US$ 25 milhões estão previstos a partir de uma produção de 50 mil barris/dia e 60 mil barris.


Mas a reestruturação da dívida da companhia veio antes que o Cade aprovasse o negócio. E a Petronas quer esperar para pagar a primeira parcela, o que é um balde de água fria nas expectativas de que o caixa da OGX recebesse uma injeção de dinheiro nesse trimestre. A empresa já está atrasando pagamentos de empresas fornecedoras e com a indicação da Petronas de que vai esperar a reestruturação da dívida o grande desafio é saber por quanto tempo as companhias de serviços vão aceitar a OGX como cliente sem receber.


O 'Valor' apurou que a OGX está “empurrando” os pagamentos para depois do início da produção, quando começará a entrar alguma receita. Uma fonte experiente do setor e que conhece a empresa observou os fornecedores podem conceder mais algum crédito por estarem sem saída. “Está todo mundo no mesmo barco, e se alguém parar de remar, todos morrem”, disse a fonte, referindo-se a perdas muito maiores em caso de um calote da companhia antes do início da produção de petróleo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
BRANDED CONTENT
ROG.e 2026 começa na próxima segunda-feira (21) com a pr...
19/09/26
ROG.e 2026
Firjan SENAI SESI apresenta na ROG.e novas tecnologias d...
18/09/26
ROG.e 2026
Camorim investe R$ 250 milhões em 2026 para ampliar frot...
18/09/26
ROG.e 2026
Repsol Sinopec Brasil participa da ROG.e 2026 com agenda...
18/09/26
ROG.e 2026
PPSA inicia série de palestras na ROG.e com temas sobre ...
18/09/26
ROG.e 2026
ABESPetro promove fórum sobre cadeia de suprimentos de ó...
18/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 começa na próxima segunda-feira (21) com a pr...
18/09/26
ROG.e 2026
Constellation leva à ROG.e 2026 liderança operacional, i...
18/09/26
ROG.e 2026
Avanços em Wahoo e eficiência operacional integram agend...
18/09/26
ROG.e 2026
Vallourec apresenta novas tecnologias para operações off...
18/09/26
Brasil
CoreMarine dá um passo decisivo para expandir sua presen...
18/09/26
ROG.e 2026
SLB celebra 80 anos no Brasil na ROG.e 2026 e destaca av...
17/09/26
ROG.e 2026
ANP participará de evento que reúne o setor de energia
17/09/26
ROG.e 2026
BRAVA Energia consolida presença na ROG.e 2026 com desta...
17/09/26
ROG.e 2026
IATI leva dez tecnologias desenvolvidas em Pernambuco à ...
17/09/26
ANP
Oferta Permanente: divulgadas as sequências das ofertas ...
17/09/26
Petroquímica
Braskem registra recorde histórico de produção de propen...
17/09/26
ROG.e 2026
Eficiência energética com redução de consumo de diesel é...
17/09/26
ROG.e 2026
M&O e Belga Marine apresentam soluções globais para ener...
17/09/26
ROG.e 2026
IBP e OPITO promovem experiência imersiva e gamificada p...
17/09/26
ROG.e 2026
Amapá leva estratégia de atração de investimentos para a...
17/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25