Porto

Operadora de terminais Santos Brasil já prevê expansão acima do PIB

A empresa ainda não fechou seu balanço de 2011, mas estima ter movimentado 1,51 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado. Se considerado um incremento ligeiramente acima do crescimento do PIB, na casa dos 4%, o que se tem é

A Tribuna
02/02/2012 10:23
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A movimentação portuária está diretamente ligada à economia de um país. Se o país vai bem, o porto segue a mesma linha. Se o porto vai mal, é sinal de que a economia tem problemas.

Para este ano, o Governo Federal estima que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) fique entre 4% e 5%, segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega. As consultorias financeiras, no entanto, são mais modestas: estimam que o Brasil crescerá 3,5% em 2012.

Com base nestas expectativas, as empresas portuárias montam suas estratégias para o futuro. A Santos Brasil, operadora do Terminal de Contêineres do Porto de Santos (Tecon) e do Terminal de Exportação de Veículos (TEV), ambos em Guarujá, faz uma leitura otimista do mercado.

“A movimentação de contêineres na nossa região (Santos) tende a variar acima do crescimento do PIB. Isto porque cada vez mais cargas são conteinerizadas”, avalia o diretor comercial da Santos Brasil, Mauro Salgado. “As consultorias dizem que o Brasil crescerá 3,5% em 2012. Esperamos algo pouco superior a isto”, completou. Segundo ele, isto ocorre devido ao direcionamento de cargas agrícolas e outras commodities para os contêineres.

A Santos Brasil ainda não fechou seu balanço de 2011, mas estima ter movimentado 1,51 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) no ano passado. Se considerado um incremento ligeiramente acima do crescimento do PIB, na casa dos 4%, o que se tem é uma previsão de 1,57 milhão de TEUs para 2012.

Salgado acredita que a movimentação só não foi maior por causa da desorganização dos importadores de mercadorias. “Há contêineres que ficam até 50 dias dentro do Porto por causa do importador, que não sabe onde colocar a carga”. O tempo médio, segundo ele, está em 15 dias, quando o ideal é dez. Todos estes contêineres ocupam espaço no pátio e impedem uma melhor organização da logística do terminal.

O executivo explicou que esta situação não se repete nas cargas exportadas. Nestes casos, segundo ele, o tempo para retirada da carga no terminal, após a liberação, é de cinco a sete dias.


Equipamentos

A Santos Brasil não deverá adquirir equipamentos neste ano. O objetivo da empresa é utilizar aqueles que já estão à sua disposição. “Não há previsão de compra de equipamentos para este ano. Os últimos foram alguns terminal trucks”, lembrou Salgado, citando os veículos adquiridos recentemente para transportar contêineres dentro da instalação.

Preterir novas compras em 2012 tem um motivo: ainda havia, até o ano passado, insegurança quanto à renovação do Reporto (Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária). O regime foi prorrogado em 26 de dezembro último, por meio de Medida Provisória (MP) sancionada pela Presidência da República.

“Temos ainda um último lote de seis RTGs (gruas sobre pneus) para receber e ficaremos com esses equipamentos). O objetivo é tirar o máximo deles”. Segundo Salgado, a empresa precisa ainda desenvolver melhor o uso dos terminais trucks adquiridos para aproveitar ao máximo a tecnologia double-hoist de seus portêineres (com potencial para movimentar até quatro contêineres de 20 pés simultaneamente). “Ainda estamos engatinhando”.
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