Japão

Operadora promete controlar crise nuclear até o fim do ano

A operadora da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, Tokyo Electric Power (Tepco), informou ontem (17) que precisará de nove meses para controlar a crise nuclear originada após o terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março. Em entrevista coletiva em Tóquio, o presidente da Tepco, Tsunehisa Kat

Agência Brasil
18/04/2011 10:51
Visualizações: 482
A operadora da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, Tokyo Electric Power (Tepco), informou ontem (17) que precisará de nove meses para controlar a crise nuclear originada após o terremoto seguido de tsunami do dia 11 de março. Em entrevista coletiva em Tóquio, o presidente da Tepco, Tsunehisa Katsumata, explicou que a companhia precisará de três meses para conter os vazamentos e de nove para resfriar totalmente os reatores.


Enquanto isso, o plano é permitir às famílias evacuadas do entorno da usina que voltem às suas casas o mais rápido possível. "Pedimos sinceras desculpas pelo transtorno. Estamos fazendo o possível para evitar que a crise piore", afirmou Katsumata.


Na sexta-feira, a medição dos níveis de radiação no mar próximo do reator número 2 da usina registrou 6,5 mil vezes o limite legal, 1,1 mil vezes além do limite legal medido apenas um dia antes. O registro gerou preocupação com a possibilidade de um novo vazamento na estrutura. Desde o início do desastre, os técnicos estão impossibilitados de entrar nos edifícios dos reatores.


Hoje, a empresa enviará dois robôs controlados por controle remoto para os edifícios a fim de medir o nível de radiação e a temperatura na parte interna. Os robôs são controlados por um joystick como os de videogames e podem realizar tarefas como limpeza de detritos, demolição e teste de radiação.


O repórter da BBC Roland Buerk, que está em Tóquio, disse que a prioridade absoluta da Tepco é interromper o vazamento de água radioativa para o Oceano Pacífico. Entretanto, não se sabe se nove meses serão suficientes para a empresa resfriar os reatores afetados em Fukushima, ressaltou Buerk.


O governo japonês tem pressionado a Tepco a liberar um cronograma de resolução da crise, agora classificada no mesmo nível de gravidade que o desastre de Chernobyl, em 1986.


Analistas estimam que a conta de recuperação pode chegar a US$ 300 bilhões – o desastre mais caro da história –, mas o governo japonês considera o valor exagerado.


Na última sexta-feira (15), a Tepco anunciou que começará a indenizar moradores que tiveram de deixar suas casas ou ficar trancados em casa por conta da crise nuclear.
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Royalties
Valores referentes à produção de fevereiro para contrato...
29/04/26
Resultado
Foresea registra melhor ano de sua história e consolida ...
29/04/26
Internacional
OTC Houston: ANP participa de painéis e realiza evento c...
29/04/26
Apoio Offshore
Wilson Sons revoluciona logística offshore com entrega p...
29/04/26
Internacional
PPSA e ANP promovem evento em Houston para apresentar o...
28/04/26
Segurança no Trabalho
Gasmig bate recorde de 1300 dias sem acidentes do trabalho
28/04/26
Workshop
ANP realiza workshop sobre proposta de novo modelo de li...
28/04/26
GLP
Subvenção ao GLP: ANP publica roteiro com orientações ao...
27/04/26
Diesel
Subvenção ao óleo diesel: ANP altera cálculo do preço de...
27/04/26
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23